AGRONEGÓCIO

Feira Cuiab’Art traz shows e siriri no Museu do Rio

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A Feira Cuiab’Art, no Museu do Rio, localizado no bairro Porto, será musical neste final de semana. As apresentações, totalmente gratuitas, começam nesta sexta-feira (21) com o show da cantora e compositora Nielly Cardoso, que embalará o público das 19h às 21h.

Das 13h às 16h deste sábado (22), o grupo Pagode do Negro do Samba animará o público cantando clássicos do pagode. Já no domingo (23), entre 14h e 15h, a apresentação será por conta do Grupo de Siriri Mirim “Ipê Rosa”.

A feira ocorre até 11 de maio e oferece uma programação extensa, que inclui um espaço kids, valorização das tradições cuiabanas, além de música e gastronomia. A praça de alimentação é um dos principais atrativos, oferecendo delícias da culinária tradicional e variada, como Maria Isabel, panqueca, macarrão na chapa, crepe, pastel, hambúrguer artesanal, churrasquinho e cachorro-quente. Chopp gelado, sucos e água de coco também estão entre as opções disponíveis para os frequentadores.

O público poderá visitar os expositores, divididos em 30 estandes, de quarta a domingo, das 9h às 22h. Toda terça-feira, o espaço funciona das 9h às 18h. Durante o período do evento, o Aquário Municipal funcionará em horário estendido, até as 22h, consolidando-se como um novo ponto de encontro para a família cuiabana.

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A Feira Cuiab’Art é organizada e promovida pela Associação Homens e Mulheres de Fibra, por meio do Programa Viva Cuiabá, realizado em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (SMTur).

Os visitantes poderão adquirir peças do artesanato cuiabano a preços acessíveis, produzidas especialmente como lembranças da capital mato-grossense, ideais para presentear familiares e amigos. O espaço também contempla o artesanato regional, com peças indígenas da tribo Umutina Balatipone e um grupo do Marrocos, que comercializa doces árabes. O evento contará ainda com a presença de expositores de outros estados, como o renomado artesão Jair, de São Miguel das Missões (RS), mundialmente conhecido por suas facas artesanais.

#PraCegoVer

A imagem mostra a entrada do Museu do Rio, localizado no bairro Porto, onde a Feira Cuiab’Art. Abaixo tem uma galeria de fotos com banners de divulgação das apresentações agendadas para o fim de semana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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