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Corrupção no Setor Agropecuário Compromete Reputação de Empresas e Afeta Produtores

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A corrupção no setor agropecuário tem gerado impactos negativos não apenas na integridade das empresas envolvidas, mas também na confiança dos stakeholders e na reputação do setor como um todo. Leandro Viegas, Administrador, Bacharel em Direito e CEO da Sell Agro, destaca que práticas corruptas, especialmente no setor de compras, comprometem a eficiência e a sustentabilidade das corporações, com efeitos diretos sobre sua imagem e o relacionamento com fornecedores e clientes. No contexto do agronegócio, que movimenta bilhões de reais e é um pilar da economia brasileira, os riscos são ainda mais amplificados, chegando a afetar diretamente os produtores rurais.

Os esquemas de corrupção no setor agropecuário incluem práticas como superfaturamento de contratos, recebimento de propinas, fraudes em licitações e desvios de recursos destinados à aquisição de insumos. Um exemplo emblemático foi a operação “Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal em 2017, que revelou um esquema em que frigoríficos pagavam propinas a fiscais do Ministério da Agricultura para liberar produtos sem a devida inspeção sanitária. O impacto negativo dessa operação foi profundo, prejudicando a imagem do setor e gerando desconfiança tanto no mercado interno quanto externo.

Embora situações como essa ocorram frequentemente em grandes corporações ou grupos de compras, fazendas e produtores também podem ser afetados, especialmente quando lidam com volumes financeiros elevados e sistemas de controle vulneráveis. A corrupção é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com as penas de corrupção ativa e passiva previstas nos artigos 317 e 333, respectivamente. Além disso, a Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção) impõe a responsabilidade objetiva das empresas por atos ilícitos contra a administração pública, com penalidades que podem incluir multas de até 20% do faturamento bruto e danos irreparáveis à reputação.

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No setor privado, práticas corruptas distorcem a concorrência, geram ineficiência nos processos e criam um clima de desconfiança em toda a cadeia produtiva. Diante desse cenário, a implementação de práticas de governança corporativa e compliance, assim como a adoção de princípios ESG (ambientais, sociais e de governança), emerge como um antídoto necessário para prevenir e mitigar a corrupção.

Ações de Governança e Compliance para Combater a Corrupção

Diversas medidas podem ser adotadas para minimizar a corrupção nas empresas, como a criação de uma governança sólida, a implementação de códigos de conduta claros e políticas rigorosas, e a criação de mecanismos de denúncia anônima. Multinacionais, por exemplo, utilizam canais de ouvidoria e sistemas de monitoramento digital para prevenir desvios. Além disso, a transparência nos processos e a automação do setor de compras com ferramentas tecnológicas que garantem a rastreabilidade de todas as transações são práticas eficazes. O uso de tecnologias como blockchain, já aplicadas para rastreamento de commodities, pode ser adaptado para o controle de contratações.

Outra ação fundamental é a educação e o treinamento contínuo de colaboradores e fornecedores sobre ética corporativa e as consequências legais da corrupção. Fazendas e cooperativas podem organizar workshops sobre práticas sustentáveis de negócios, garantindo que seus parceiros sigam critérios rigorosos de seleção e realizem due diligence para avaliar a idoneidade dos fornecedores.

Negligenciar essas práticas pode resultar em prejuízos financeiros, perda de contratos e, em casos mais graves, o afastamento do mercado, como evidenciado pelo boicote temporário ao setor de carne brasileira após a operação “Carne Fraca”.

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O Papel dos Fornecedores na Prevenção da Corrupção

O papel de empresas fornecedoras no setor agropecuário vai além da entrega de produtos de qualidade. Elas têm um papel fundamental na colaboração para evitar a corrupção, por meio de medidas como:

  • Transparência nas negociações: Garantir que todos os processos sejam documentados e auditáveis, evitando brechas para práticas ilícitas.
  • Adesão a programas de compliance: Estar em conformidade com os códigos de ética e padrões de governança exigidos por grandes corporações.
  • Educação e conscientização: Participar ativamente de programas de treinamento que promovam práticas éticas e sustentáveis.
  • Inovação para sustentabilidade: Desenvolver soluções tecnológicas que aumentem a eficiência e reduzam os custos, diminuindo assim a tentação por práticas corruptas.

Adotar o ESG como base para a governança corporativa não é apenas uma questão de conformidade legal, mas uma estratégia essencial para garantir a competitividade das empresas no mercado globalizado. A transparência, ética e sustentabilidade são pilares fundamentais para o setor agropecuário brasileiro se manter relevante no cenário internacional. A luta contra a corrupção, portanto, deve ser um esforço coletivo, que envolve todos os elos da cadeia produtiva, desde fornecedores até grandes corporações. Mais do que evitar sanções, trata-se de construir um setor mais ético, eficiente e sustentável para o futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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