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Cadastro de estabelecimentos de aquicultura fortalece controle sanitário e amplia mercado em Goiás

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) destaca a importância do cadastro de estabelecimentos de aquicultura em Goiás como um mecanismo essencial para garantir a sanidade dos cultivos, prevenir doenças e ampliar as oportunidades de mercado para os produtores. A medida visa padronizar os procedimentos sanitários, fortalecer o controle de enfermidades e melhorar a qualidade dos produtos destinados ao consumidor final.

Conforme estabelece a Instrução Normativa nº 11/2018 e o Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos (PNSAA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os estabelecimentos rurais e seus proprietários ou possuidores devem ser cadastrados no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta que a regularização é um passo fundamental para fortalecer o setor aquícola. “O cadastro dos estabelecimentos de aquicultura não é apenas uma exigência legal, mas uma estratégia para garantir a qualidade dos produtos e impulsionar o desenvolvimento sustentável da atividade no Estado”, afirma.

A gerente de Sanidade Animal da Agência, Denise Toledo, complementa que a medida contribui para a prevenção, controle e erradicação de doenças nos sistemas de produção de animais aquáticos. “Dessa forma, ampliamos a produtividade e, consequentemente, a oferta de pescado para abastecimento dos mercados interno e externo. Além disso, a rastreabilidade permite identificar a origem de possíveis surtos e definir as medidas sanitárias adequadas”, explica.

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Crescimento do setor aquícola em Goiás

A aquicultura, que compreende a criação de organismos aquáticos como peixes, moluscos, rãs e camarões em cativeiro, tem registrado um crescimento expressivo no Brasil. Segundo o Anuário Peixe BR 2024, elaborado pela Associação Brasileira de Piscicultura, Goiás produz anualmente cerca de 30 toneladas de peixes, com destaque para os municípios de Niquelândia, Quirinópolis, Inaciolândia e Gouvelândia. A tilápia é a principal espécie cultivada, representando aproximadamente 70% da produção estadual.

Como realizar o cadastro

O registro dos estabelecimentos deve ser feito junto à Agrodefesa, podendo ser solicitado por meio de CPF (para pessoa física) ou CNPJ (para pessoa jurídica). O procedimento pode ser realizado diretamente nas unidades da Agência e, no caso da aquicultura, a ficha de cadastro está disponível no site oficial (www.goias.go.gov.br/agrodefesa). Além dos dados cadastrais da propriedade, o sistema armazena informações detalhadas sobre a criação, como espécies cultivadas, tipo de tanque (escavado, alvenaria, rede ou galpão), quantidade, fonte de água e métodos de tratamento utilizados.

Fiscalização e controle sanitário

A Agrodefesa mantém um rigoroso controle sobre os estabelecimentos cadastrados, realizando fiscalizações para verificar ações de quarentena, certificação da origem dos animais, controle do trânsito de entrada e saída, medidas de tratamento de efluentes e protocolos de limpeza e desinfecção.

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Aline Barichello, fiscal estadual agropecuária da Agência e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade de Animais Aquáticos (PESAA), enfatiza que o cadastro também possibilita um monitoramento mais eficiente das doenças e de sua origem, permitindo a adoção de medidas rápidas para contenção ou erradicação de surtos. “Em caso de mortalidade ou suspeita de doença, a Agrodefesa deve ser imediatamente notificada para que os técnicos realizem a investigação e adotem as providências necessárias”, alerta. O contato pode ser feito nas unidades locais da Agência ou pelo telefone 0800-646-1122.

Fortalecimento do mercado aquícola

O aumento do número de produtores cadastrados é um fator determinante para fortalecer a competitividade de Goiás no setor aquícola. Aline Barichello destaca que a falta de regularização ainda é um entrave para o crescimento da atividade no estado, uma vez que a ausência do cadastro impede a emissão de documentos zoossanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), essencial para o transporte e comercialização do pescado.

“O cadastro é fundamental para fortalecer o setor e abrir novas oportunidades de crescimento. Com essa conscientização e regularização, Goiás avança na promoção de uma aquicultura mais segura, competitiva e alinhada às exigências sanitárias e mercadológicas”, conclui a fiscal agropecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá inicia pagamentos do leilão de passivos e avança na regularização de dívidas históricas

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A Prefeitura de Cuiabá iniciou a efetivação dos primeiros pagamentos do Programa de Regularização do Passivo Financeiro Municipal, marcando o início da fase prática da política pública criada para reduzir débitos históricos do município. A medida contempla os credores que aderiram ao primeiro edital de Oferta Pública de Recursos, mecanismo instituído para viabilizar a quitação negociada de obrigações financeiras da administração municipal. A ação começou na quinta feira (9).

Coordenado pela Secretaria Municipal de Economia, o programa foi instituído pela Lei nº 7.394/2025 e regulamentado pelo Decreto nº 12.099/2026. A iniciativa estabelece regras para a novação de créditos, permitindo que os credores optem, de forma voluntária, por receber os valores mediante condições previamente definidas, como pagamento à vista com deságio ou outras modalidades previstas no edital.

Com o início dos pagamentos, a Prefeitura coloca em prática uma política voltada à regularização do passivo financeiro municipal, dando andamento a um processo estruturado para solucionar pendências acumuladas ao longo dos anos. O modelo busca oferecer maior previsibilidade à gestão das contas públicas e segurança jurídica aos credores que aderiram ao programa.

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O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, destaca que a efetivação dos pagamentos representa o cumprimento de uma das etapas previstas na política de regularização fiscal do município.

“A Prefeitura de Cuiabá está honrando, na prática, o compromisso assumido com os credores e com a responsabilidade fiscal. Os pagamentos já estão sendo efetivados, resultado de um trabalho técnico que oferece segurança jurídica e financeira e contribui para abrir espaço para novos investimentos na cidade”, disse.

A Oferta Pública de Recursos, conhecida como leilão de passivos, foi criada como instrumento para ampliar a capacidade de negociação entre o município e seus credores, permitindo acordos que conciliam o interesse público com a regularização das obrigações financeiras. A adesão é voluntária e segue os critérios estabelecidos na legislação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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