AGRONEGÓCIO
Crescimento do PIB de 3,4% em 2024 Eleva o Valor Total para R$ 11,7 Trilhões
Publicado em
7 de março de 2025por
Da Redação
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou um crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 11,7 trilhões. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos setores da Indústria (3,3%) e Serviços (3,7%), enquanto a Agropecuária registrou uma queda de 3,2%.
O PIB per capita também teve um avanço significativo, alcançando R$ 55.247,45, representando um aumento real de 3,0% sobre o valor de 2023. A taxa de investimento no país foi de 17,0% do PIB, um crescimento em relação aos 16,4% de 2023. Por outro lado, a taxa de poupança foi de 14,5%, contra 15,0% no ano anterior.
Desempenho Setorial
A alta do PIB foi impulsionada pelo aumento de 3,1% do Valor Adicionado a preços básicos e de 5,5% nos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. A contribuição das atividades econômicas foi mista: a Agropecuária sofreu uma retração de 3,2%, impactada por fatores climáticos adversos que afetaram culturas importantes como soja (-4,6%) e milho (-12,5%). Em contrapartida, a Indústria apresentou crescimento, com destaque para a Construção (4,3%) e as Indústrias de Transformação (3,8%), especialmente as áreas de automóveis, equipamentos de transporte, alimentos e móveis. O setor de Eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos também cresceu 3,6%.
No setor de Serviços, todos os segmentos apresentaram crescimento, com destaque para a Informação e comunicação (6,2%), e as Outras atividades de serviços (5,3%). O Comércio (3,8%) e as Atividades financeiras e de seguros (3,7%) também se destacaram.
Padrões de Consumo e Investimento
Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo teve um crescimento de 7,3%, impulsionada pelo aumento na produção interna e nas importações de bens de capital, além da expansão no setor de Construção e Desenvolvimento de Software. Já a Despesa de Consumo das Famílias avançou 4,8%, refletindo a recuperação do mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas de transferência de renda do governo. A Despesa do Consumo do Governo também apresentou um crescimento de 1,9%.
Setor Externo
O comércio exterior registrou uma variação mista: as Exportações de Bens e Serviços cresceram 2,9%, enquanto as Importações de Bens e Serviços aumentaram 14,7%. Os principais itens da pauta de importações foram produtos químicos, máquinas e aparelhos elétricos, veículos automotores, entre outros.
Variação Trimestral e Comparação Anual
No quarto trimestre de 2024, o PIB teve uma variação positiva de 0,2% em relação ao terceiro trimestre, com destaque para o crescimento da Indústria (0,3%) e Serviços (0,1%), enquanto a Agropecuária registrou uma queda de 2,3%. Em relação ao quarto trimestre de 2023, o crescimento foi de 3,6%, marcando o 16º resultado positivo consecutivo nessa comparação. A Agropecuária recuou 1,5%, enquanto a Indústria (2,5%) e os Serviços (3,4%) tiveram um desempenho favorável.
Perspectivas e Resultados do Quarto Trimestre
A Formação Bruta de Capital Fixo no último trimestre de 2024 teve um aumento de 9,4%, explicando-se pela expansão nas importações e produção interna de bens de capital, além do crescimento na Construção e Desenvolvimento de Software. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 0,7%, enquanto as Importações aumentaram 16,0%. No entanto, os destaques das importações foram as máquinas e aparelhos elétricos, produtos químicos e equipamentos de transporte.
Conclusão
O PIB de 2024, totalizando R$ 11,7 trilhões, representa um avanço substancial, mas com desafios setoriais, especialmente na Agropecuária. O crescimento no setor industrial e de serviços reflete a recuperação da economia, impulsionada pelo aumento do consumo e investimento, apesar da volatilidade externa e climática.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Indústria da borracha precisa acelerar execução de soluções para ganhar competitividade global, aponta estudo da Fiesp
Published
23 minutos agoon
25 de junho de 2026By
Da Redação
A indústria brasileira de artefatos de borracha já mapeou com clareza seus principais gargalos e oportunidades, mas ainda precisa avançar na transformação de diagnósticos em ações concretas para ampliar sua competitividade. A avaliação foi apresentada por Albino Fernando Calantuono, especialista em Competitividade e Tecnologia da Fiesp, durante a Expobor 2026 e a Pneushow 2026, eventos de referência do setor na América Latina.
Importações pressionam mercado e ampliam desafios da indústria nacional
De acordo com o levantamento apresentado, o setor enfrenta forte concorrência de produtos importados, que já representam cerca de 43% de penetração no mercado brasileiro.
Além disso, a cadeia produtiva convive com entraves estruturais, como o elevado custo de produção no país — o chamado “Custo Brasil” —, a ausência de uma política industrial de longo prazo e a concorrência crescente de materiais substitutos, especialmente os plásticos.
O estudo também aponta que 18,4% dos produtos de borracha são destinados ao setor automotivo, enquanto a maior parte das empresas do segmento é composta por pequenos e médios negócios.
China lidera exportações e amplia disputa global
No cenário internacional, a China se destaca como principal player global, liderando praticamente todas as categorias de produtos de borracha comercializados pelo Brasil e respondendo por 18,4% das exportações mundiais do setor.
O Brasil, por outro lado, ocupa a 30ª posição no ranking global de exportadores, com participação de apenas 0,7%.
Segundo Calantuono, apesar do cenário desafiador, há espaço para expansão da indústria brasileira.
“A China está praticamente no quintal do Brasil quando observamos o mercado latino-americano. Ela lidera em escala, competitividade e capacidade produtiva. Mas isso não significa que o Brasil não tenha espaço”, destacou.
Oportunidade está em inovação, sustentabilidade e economia circular
O especialista defende que o reposicionamento da cadeia da borracha brasileira deve passar por inovação tecnológica e estratégias sustentáveis.
Entre os caminhos apontados estão soluções de menor pegada de carbono, maior valor agregado e práticas de economia circular, como reaproveitamento de resíduos e desenvolvimento de materiais inovadores.
“O Brasil possui uma oportunidade única de reposicionar sua cadeia com soluções sustentáveis e customizadas, que podem se tornar diferenciais competitivos importantes”, afirmou.
Calantuono também defendeu a criação de instrumentos regulatórios e políticas públicas para fortalecer o setor.
“A indústria da borracha precisa de uma política tecnológica e industrial consistente para competir em igualdade de condições com o mercado internacional”, completou.
Senai amplia investimentos em capacitação e inovação no setor
Durante o evento, instituições do Sistema S apresentaram iniciativas voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento tecnológico da indústria da borracha.
O Senai-SP anunciou a implantação de um laboratório de elastômeros no Distrito Tecnológico de São Bernardo do Campo (SP), com início de operação previsto para 2027. O projeto contará com 14 equipamentos de alta tecnologia e investimento estimado em R$ 10 milhões.
Segundo Fernanda Moreira, coordenadora técnica de Novos Negócios do Senai-SP, a estrutura atenderá diferentes segmentos industriais.
“A meta é atender aplicações de alta performance em pneus, indústria automotiva, construção civil, aeroespacial, médico-hospitalar e calçadista, com desenvolvimento de projetos de P,D&I”, afirmou.
Além disso, o Senai-SP está destinando cerca de R$ 3 milhões para capacitação profissional, com 14 cursos voltados ao setor, em formatos presenciais, in company e, futuramente, EAD.
Senai-RS busca ampliar participação da borracha em projetos de inovação
O Senai-RS também destacou iniciativas para expandir a presença da indústria da borracha em seus projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Segundo Jordão Gheller Jr., gerente de Operações do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, atualmente apenas 15% dos 29 projetos em andamento envolvem elastômeros.
O painel foi complementado por ações de formação profissional conduzidas por Sandro Lima Bernieri, voltadas à qualificação na área de polímeros.
Novas tecnologias reforçam sustentabilidade e eficiência produtiva
A Arena do Conhecimento da Expobor e da Pneushow 2026 também apresentou inovações tecnológicas voltadas à indústria da borracha.
Entre os destaques, Jason Silva, da Retilox, apresentou sistemas de cura com peróxidos atóxicos, com menor uso de insumos, maior produtividade e reciclabilidade total dos resíduos pós-cura. A tecnologia também reduz emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC), contribuindo para a saúde ocupacional e a economia circular.
Já Guilhermo Spangenberg, da Cabot Corporation, apresentou o CGX 1000, um novo tipo de negro de carbono com até 30% de carbono recuperado, desenvolvido para apoiar empresas na redução das emissões dos escopos 1, 2 e 3 do Protocolo GHG.
Indústria precisa reforçar foco no cliente e adaptação ao mercado
Encerrando o ciclo de palestras, o consultor Sérgio Luís Patzlaff, da STG Consultoria Empresarial, destacou a importância da leitura de mercado e da conexão com o cliente como fatores decisivos para a competitividade.
Segundo ele, muitas empresas acabam direcionando esforços para questões internas, em detrimento das demandas externas.
“A empresa não está perdendo cliente, está desistindo de vê-los. A reconexão começa dentro da organização”, afirmou.
O especialista reforçou ainda que a atenção aos clientes em risco deve ser prioridade estratégica, já que a perda de relacionamento pode ser irreversível.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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