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Agro 5.0: Inteligência Artificial Revoluciona o Agronegócio Brasileiro

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O agronegócio brasileiro está passando por uma revolução, impulsionada pelo uso crescente da inteligência artificial (IA). Segundo o Agtech Report 2023, o uso dessa tecnologia no setor deve aumentar em 300% até o final de 2024, trazendo uma nova era de inovação e eficiência ao campo. Entre as principais aplicações da IA, destaca-se a análise de dados em larga escala, utilizando sensores, drones e imagens de satélite para coletar informações sobre o clima, qualidade do solo e desenvolvimento das culturas, entre outros fatores.

A Sette, uma startup que nasceu da fusão entre a A de Agro e a Bart Digital, tem se posicionado na vanguarda dessa transformação. Com foco em tornar o processo de financiamento agrícola mais seguro e eficiente, a Sette oferece soluções que facilitam as operações entre credores e o setor agropecuário. Uma dessas soluções, o Rural.Uno, atua na análise de produtores rurais, ajudando instituições financeiras a tomar decisões mais precisas sobre a concessão de crédito.

Com o auxílio da IA, a plataforma identifica culturas, estima a produtividade e realiza a análise de talhões de forma escalável. Até o momento, mais de R$ 1 bilhão em crédito já foi concedido através das análises do Rural.Uno, que também reduz em até 60% os custos de monitoramento das safras e elimina a necessidade de deslocamento das equipes comerciais. Além disso, a plataforma diminui os riscos operacionais e oferece maior segurança jurídica, favorecendo o desenvolvimento das finanças no agronegócio.

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Empresas adotam soluções tecnológicas no agro

Empresas como Bayer, KPMG, banco BS2, Alfa e Galápagos já utilizam as soluções da Sette para monitoramento e análise de crédito no setor agropecuário. Eduardo Souza, diretor de produtos da Sette, destaca a eficiência da plataforma ao prever problemas com antecedência. “Temos o melhor índice de probabilidade de quebra de safra no mercado, com alertas de até dois meses antes da ocorrência. Nosso time está dedicado a inovações em IA, como recorte automatizado de nuvens e talhões, estimativas de produtividade e leitura de documentos”, explica Souza.

Outra ferramenta da Sette, voltada à formalização de títulos e garantias agrícolas, é a plataforma ATIVUS. Utilizando IA para a leitura e interpretação de documentos, como certidões e títulos de crédito, a ATIVUS reduz em até 85% o tempo necessário para formalização e registro de documentos, em um processo totalmente digital. Até agora, mais de R$ 30 bilhões já foram movimentados em títulos e garantias agrícolas por meio dessa plataforma.

Agro 5.0 e os desafios da gestão de dados

De acordo com Eduardo Souza, o conceito de Agro 5.0 marca uma evolução no agronegócio, onde tecnologias avançadas estão transformando a maneira como a agricultura é praticada. No entanto, o executivo aponta que o grande desafio atual é a gestão de dados. “A organização e análise dos dados, o ‘novo petróleo’, vão além da visão estatística tradicional. A incorporação de IA e big data permite a criação de modelos preditivos, ajudando a antecipar problemas, como quebras de safra, e a otimizar recursos, como água e fertilizantes”, destaca Souza.

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O diretor reforça que, diferentemente de outras indústrias, o maior desafio no agronegócio não é a coleta de dados, mas sim sua organização, centralização e, principalmente, a capacidade de transformá-los em informações práticas e aplicáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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