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Cuiabá tem linhas exclusivas para os maiores cemitérios

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A Prefeitura de Cuiabá, disponibiliza linhas exclusivas, neste domingo, (2), Dia de Finados, com destino aos Cemitérios do Parque Cuiabá, na Rodovia Palmiro Paes de Barros, e do Porto, na Av. Ipiranga. Serão destinados 3 veículos para atender o público ao do Parque Cuiabá e 2 para o do Porto, além do reforço nas linhas normais para esses cemitérios que são considerados os de maior movimento em Cuiabá. Como o transporte público é gratuito aos domingos, toda a população poderá se beneficiar para ir e vir onde desejar.

Os veículos das linhas exclusivas entram em atividade logo cedo, tendo em vista que os cemitérios abrem as 6h e fecham às 18h, com celebrações no decorrer da programação.

A linha 615 atenderá o Cemitério do Parque Cuiabá, saindo do Altos do Parque, via Rodovia Palmiro Paes de Barros, Centro – via Pronto Socorro e Morro da Luz. O primeiro veículo iniciará o trajeto saindo da Estação Bispo às 06h chegando às 6h44 no Altos do Parque. O segundo veículo, sairá às 06h25 da Bispo para cumprir o mesmo trajeto, e o terceiro sairá às 6h55 da Bispo, e segue durante o dia.

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A previsão é de que, quando o último deles estiver saindo da Bispo, o primeiro já esteja voltando para nova viagem, e assim sucessivamente até que encerram as atividades. Sendo que um recolhe às 18h21, outro 18h53 e o último às 19h21, no Altos da Glória.

Para o Cemitério do Porto, a linha 101 fará o percurso saindo do bairro Coophamil, centro/antiga drogaria Pax, Coophamil. O primeiro ônibus sairá do Coophamil às 5h30 e depois, às 6h15. Às 6h38, o segundo veículo entra em ação dando suporte durante todo o dia.

Ambos encerram as atividades às 17h29 e às 20h05, quando chegam no centro, na antiga drogaria Pax.

Segundo o diretor de transporte, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Nicolau Budib, a estimativa é de que a casa 20 min, entre um e outro dos ônibus das linhas exclusivas, comecem uma viagem. E recomendou. “O transporte coletivo é seguro, ágil e gratuito, aos domingos. Oportunidade para as pessoas irem juntas, com a família”.

#PraCegoVer

A foto que ilustra o texto é de um ônibus do transporte coletivo que estaria realizando o percurso no centro de Cuiabá. Ao fundo do cenário está a catedral da igreja Matriz e em primeiro plano o veículo.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Justiça suspende cobrança de dívida rural e garante fôlego financeiro a pecuarista no Paraná

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Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu a cobrança de uma dívida rural de R$ 1 milhão e proibiu a negativação do nome de um pecuarista de Nova Londrina, no noroeste do estado. A medida representa um importante precedente para produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras provocadas por oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

O caso envolve o pecuarista Silvio Peres, diretor do sindicato patronal rural do município, que contratou financiamento para custeio e ampliação da atividade pecuária. A fazenda da família, administrada há três gerações desde o fim da década de 1960, possui cerca de 120 alqueires e trabalha com criação de gado nelore e cruzamento com angus.

Atualmente, a propriedade produz entre 350 e 400 cabeças por ano, com entrega aproximada de 6,4 mil arrobas anuais para uma cooperativa de carnes. O recurso obtido junto à instituição financeira foi utilizado para ampliar o rebanho, adquirir bezerros e aumentar o capital de giro da operação.

Queda da arroba e alta dos custos pressionaram a atividade

Segundo o produtor, o investimento ocorreu em um período de valorização da pecuária, quando havia expectativa de crescimento da rentabilidade e expansão da produção. No entanto, durante o ciclo produtivo, o cenário mudou drasticamente.

De acordo com Peres, houve forte desvalorização da arroba bovina no momento da comercialização dos animais, gerando perdas significativas. “Compramos os animais em um período de valorização e, na hora da venda, o mercado virou. Tivemos uma queda significativa no preço da arroba, com deságio de 30% a 40%, e os custos de produção também subiram”, relatou.

Além da queda nos preços, a propriedade enfrentou impactos climáticos provocados por um período de veranico, que comprometeu as pastagens e obrigou o uso intensivo de suplementação alimentar com ração. O aumento das despesas reduziu as margens da atividade e comprometeu a capacidade de pagamento do financiamento.

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Produtor buscou renegociação antes do vencimento da dívida

Antes do vencimento das parcelas, o pecuarista procurou a instituição financeira para solicitar a prorrogação da dívida rural. Com apoio jurídico, apresentou laudos técnicos, demonstrativos financeiros e um cronograma compatível com a nova realidade econômica da fazenda.

Mesmo com a documentação, o pedido foi negado pelo banco sem análise individualizada da situação da atividade pecuária. A instituição manteve as medidas de cobrança e a possibilidade de restrição de crédito, entendimento inicialmente mantido também pela primeira instância judicial.

No recurso ao Tribunal de Justiça, a defesa argumentou que a crise enfrentada pelo produtor decorre de fatores externos, como volatilidade do mercado pecuário e aumento dos custos operacionais, e não de má gestão da propriedade.

A defesa também sustentou que o Manual de Crédito Rural prevê o alongamento das dívidas em situações de dificuldade temporária, especialmente quando há comprovação técnica da capacidade futura de pagamento.

Tribunal reconhece direito ao alongamento da dívida rural

Ao analisar o caso, o desembargador responsável pela decisão entendeu que os documentos apresentados demonstram uma dificuldade financeira pontual e reconheceu respaldo legal para a prorrogação da dívida.

A decisão menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o alongamento da dívida rural não é mera faculdade da instituição financeira, mas um direito do produtor rural quando preenchidos os requisitos legais.

O magistrado também destacou que a negativação de produtores rurais vai além de uma restrição cadastral, afetando diretamente a continuidade da atividade agropecuária.

Segundo a decisão, a limitação ao crédito compromete o acesso a recursos fundamentais para aquisição de insumos, manutenção do rebanho, compra de ração e continuidade da produção.

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Com a liminar, ficou determinada a suspensão imediata da exigibilidade da dívida. O banco também foi impedido de realizar ou manter registros de inadimplência relacionados aos contratos discutidos no processo.

Especialista aponta necessidade de análise individualizada no crédito rural

Para o advogado do pecuarista e especialista em direito do agronegócio, Raphael Condado, o caso evidencia a importância de uma análise mais técnica e individualizada por parte das instituições financeiras.

Segundo ele, o produtor apresentou documentação completa, comprovou a nova capacidade de pagamento e buscou renegociação dentro do prazo contratual.

“O produtor apresentou documentação técnica, demonstrou nova capacidade de pagamento e buscou o banco dentro do prazo. Ainda assim, teve o pedido negado sem uma análise justa. A decisão corrige esse desequilíbrio e garante que a situação seja avaliada com base na efetiva realidade da atividade rural”, afirmou.

O especialista destacou ainda que a própria dinâmica da pecuária exige mecanismos de renegociação em momentos de instabilidade.

“A pecuária trabalha com ciclos longos e está exposta às oscilações de mercado e custos de produção. Quando existe uma dificuldade temporária, o alongamento da dívida é um instrumento previsto justamente para preservar a atividade produtiva”, explicou.

Decisão garante continuidade da atividade pecuária

Para Silvio Peres, a decisão judicial representa uma oportunidade de manter a fazenda em funcionamento e reorganizar financeiramente a atividade.

“Com certeza o resultado no tribunal nos trouxe um fôlego diante da impossibilidade de pagar essa conta. Tentamos negociar com o banco, mas ele apenas queria executar a dívida, mesmo com toda a situação comprovada. Por isso buscamos a Justiça, para conseguir permanecer na atividade”, concluiu o pecuarista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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