O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a reconstrução de Cuiabá durante uma reunião com o prefeito da Capital, Abilio Brunini, que ocorreu na manhã desta sexta-feira (28.2). O encontro teve como objetivo alinhar projetos e investimentos, reforçando a parceria entre o Estado e o município para transformar a cidade e melhorar a qualidade de vida da população.
Fábio Garcia destacou que a gestão estadual está ao lado de Cuiabá e pronta para viabilizar soluções concretas para os desafios enfrentados pela capital. “Venho aqui para manifestar nosso apoio à administração do prefeito Abilio e à nossa Capital, Cuiabá. Queremos, juntos, ajudar a consertar Cuiabá. Então, conte com nosso apoio para desenhar projetos importantes juntos para que possamos entregar uma Cuiabá melhor para cada cuiabano”, afirmou.
A presença do secretário-chefe da Casa Civil representa um novo momento para Cuiabá, com o fortalecimento da parceria entre Estado e Prefeitura. A intenção é buscar recursos não apenas no âmbito estadual, mas também viabilizar novas fontes de financiamento para destravar projetos estratégicos.
“Esta visita é importante para nós, porque estamos trazendo quem ama Cuiabá para ajudar a defender nossa cidade”, reforçou o prefeito Abilio Brunini.
O secretário destacou ainda que o apoio do Estado será fundamental para garantir o sucesso das iniciativas que beneficiarão diretamente a população e tirar a capital do caos deixado pela gestão anterior.
“A reconstrução de Cuiabá passa pela união de esforços e pela responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Com planejamento e compromisso, vamos trabalhar para devolver à capital mato-grossense a estrutura e os serviços que os cuiabanos merecem”, concluiu Fábio Garcia.
Participaram da reunião o secretário de Governo, Ananias Filho, a secretária Municipal de Fiscalização e Ordem Pública, Juliana Palhares, secretário de Habitação e Gabinete, Willian de Campos, o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, a secretária de Comunicação de Cuiabá, Ana Karla Costa, e o vereador Dilemário Alencar, que também é líder do prefeito na Câmara de Cuiabá.
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão. O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência. Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte. Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto. Seu corpo jamais foi localizado. A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima. A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito. Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver. O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal. Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta. É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
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