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Tecnologia e Inteligência Artificial Impulsionam a Gestão do Agronegócio Brasileiro em 2025

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O Brasil se destaca como uma potência global no agronegócio, desempenhando um papel crucial na crescente demanda por alimentos, especialmente em mercados das grandes economias mundiais. Em 2024, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o segundo maior valor da história, somando US$ 164,4 bilhões, o que representou 49% das exportações totais do país, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Para 2025, as expectativas são de mais uma safra recorde de grãos, com a previsão de superar os números de 2024, impulsionando ainda mais o mercado.

Contudo, o agronegócio é um setor marcado por sua volatilidade, sujeito a variáveis que podem impactar a rentabilidade de produtores e empresas. Fenômenos climáticos extremos, tensões comerciais globais e conflitos geopolíticos têm afetado diretamente o mercado, gerando incertezas e mudanças nos preços e na demanda de commodities agrícolas.

Nesse contexto de margens estreitas e desafios contínuos, a busca por uma produção mais eficiente se intensifica. É nesse cenário que a tecnologia se destaca como uma solução estratégica, com investimentos em inovação digital sendo fundamentais para aumentar a produtividade no campo, otimizar processos de gestão e fortalecer a competitividade no mercado global.

Integração de tecnologias: “dentro e fora da porteira”

Para acompanhar o ritmo acelerado da transformação digital, o agronegócio brasileiro precisa reimaginar a aplicação de tecnologias. No contexto “dentro da porteira”, o foco está na melhoria da produção agrícola e da pecuária de forma sustentável, enquanto no contexto “fora da porteira” – também conhecido como Business AI – a utilização de inteligência artificial visa aprimorar processos empresariais, maximizar a produtividade dos colaboradores e criar modelos preditivos mais eficazes, permitindo decisões mais ágeis e assertivas.

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Nesse sentido, os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) desempenham um papel crucial ao integrar dados dispersos de diversas fontes, transformando-os em informações valiosas e planos de ação precisos. Combinados com a inteligência artificial, esses sistemas permitem otimizar a gestão de grandes volumes de dados, como informações sobre o clima, saúde do solo e dos rebanhos, produtividade das culturas, controle de pragas, além de aspectos logísticos.

Eficiência e redução de desperdícios

O uso de sensores e tecnologias de Internet das Coisas (IoT) tem se expandido no Brasil, permitindo que produtores monitorizem suas culturas e rebanhos em tempo real. Equipamentos como sensores, drones e satélites fornecem dados contínuos sobre o desempenho no campo, facilitando a análise precisa de áreas afetadas por doenças, pragas ou crescimento abaixo do esperado. Além disso, a IA pode identificar padrões e prever problemas antes que eles impactem significativamente a produção.

Essa abordagem também permite otimizar o uso de recursos essenciais, como água, fertilizantes e defensivos agrícolas, resultando em redução de custos e impactos ambientais. Ao integrar esses dados ao ERP, torna-se possível aprimorar o planejamento de suprimentos e demandas, ajustando o volume de compras e criando previsões mais acertadas. O processo automatizado de compras também garante eficiência operacional.

A inteligência artificial também beneficia a logística de distribuição. Por meio da análise preditiva, é possível planejar uma demanda de transportes mais uniforme, além de otimizar rotas, tornando-as mais rápidas e econômicas. Isso contribui para a redução de custos logísticos, ao mesmo tempo em que assegura o direcionamento eficiente dos recursos para as áreas mais críticas da cadeia produtiva.

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Inteligência de mercado e projeções financeiras

Além dos benefícios operacionais, a IA também desempenha um papel fundamental na análise de tendências de mercado e flutuações de preços. Ao monitorar dados externos, como variações de commodities e câmbio, os sistemas de IA podem gerar insights sobre os melhores momentos para se posicionar no mercado, minimizando riscos.

Esses modelos preditivos alimentam soluções de planejamento financeiro, proporcionando cenários de forecast que ajudam a projetar o desempenho da empresa a partir das flutuações econômicas. Isso permite que as empresas se preparem para diferentes cenários de mercado, com uma abordagem estratégica e fundamentada em dados reais.

A sinergia entre ERP e IA

A combinação de sistemas ERP com inteligência artificial não só potencializa a gestão interna, como também apoia uma tomada de decisão mais estratégica. A automação de processos repetitivos, como compras de insumos e planejamento de manutenção, e a realização de simulações baseadas em IA, auxiliam os gestores a entender os impactos de diferentes decisões, como a alteração de culturas ou a expansão de áreas plantadas.

Esse uso integrado de tecnologias prepara o setor agropecuário para os desafios futuros, ampliando sua contribuição para a economia nacional e para a segurança alimentar global. Para tanto, é essencial contar com parceiros especializados que compreendam as necessidades específicas de cada negócio e possam sugerir soluções personalizadas, garantindo o sucesso e a sustentabilidade do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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