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Fertilizante Potencializa Produção e Renda de Agricultores Familiares em Minas Gerais

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O solo fértil, bem nutrido, é um dos pilares para garantir a produção agrícola de qualidade e a sustentabilidade financeira do produtor. Neste contexto, o Programa de Doação de Fertilizantes para a Agricultura Familiar do Governo de Minas Gerais, completando um ano de execução, começa a mostrar resultados expressivos. O programa, que distribui insumos agrícolas para pequenos produtores, tem contribuído significativamente para o aumento da produtividade e da renda no campo.

Raílson Pereira Barbosa, agricultor do município de Virginópolis, recebeu 4 toneladas de agrosilício em outubro do ano passado. O insumo foi aplicado em suas lavouras de hortaliças, milho, limão, banana e pastagem, e ele aprova os resultados. “O solo ficou mais macio e a absorção de nutrientes é excelente. A moranga japonesa teve um desempenho maravilhoso após a aplicação do agrosilício. O mesmo aconteceu com a silagem de milho e a pastagem para as vacas leiteiras. Embora a quantidade recebida não tenha sido suficiente para toda a área, o resultado foi visível, e já planejo aplicar mais no restante das lavouras”, afirma o agricultor.

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Raílson é um exemplo de agricultor familiar que contribui para a cooperativa local com leite, e também abastece escolas por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Sua produção de frutas e hortaliças é comercializada em supermercados e sacolões da região.

Parceria e Resultados

O Programa de Doação de Fertilizantes é uma iniciativa da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em colaboração com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Harsco Environmental, instituição responsável pela doação do insumo. No primeiro ciclo do programa, foram distribuídas 5,7 mil toneladas de agrosilício para 90 municípios, beneficiando 1,4 mil produtores e abrangendo cerca de 4,2 mil hectares de cultivo. Diversas culturas foram contempladas, como café, cana-de-açúcar, grãos, frutas, olerícolas, forragens e silvicultura.

Caio Coimbra, Subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, destaca a relevância dessas iniciativas para a agricultura familiar. “O agrosilício é um corretivo eficiente que prepara o solo para o cultivo em um terço do tempo necessário para o calcário. Além de aumentar a produtividade de 2 a 3 vezes em uma mesma área, o fertilizante, que contém cerca de 10% de silício, fortalece as plantas, tornando-as mais resistentes a pragas e doenças, o que reduz os custos e proporciona uma produção mais rentável”, explica Coimbra.

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Funcionamento do Programa

O programa é executado com a colaboração das prefeituras, que se responsabilizam por retirar o fertilizante na unidade industrial e realizar a distribuição. As equipes da Emater-MG de cada município acompanham o processo, que inicia com a análise de solo para determinar a quantidade necessária do insumo.

No segundo ciclo do programa, 10 mil toneladas de agrosilício serão distribuídas entre os agricultores familiares. Os interessados devem procurar os escritórios locais ou regionais da Emater-MG. Em termos logísticos, os municípios atendidos são aqueles localizados em um raio de 300 km do município de Timóteo, na região do Vale do Aço, onde as prefeituras e os agricultores podem retirar o fertilizante.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifa de 25% dos EUA ameaça exportações brasileiras e exige reação imediata das empresas

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A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre exportadores e autoridades brasileiras. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ainda está em fase de consulta pública e audiência, mas já exige atenção das empresas que mantêm negócios com o mercado norte-americano.

Embora a lista preliminar contemple exceções relevantes, como café, carne bovina, energia, metais, terras raras e componentes aeronáuticos, especialistas alertam que os impactos podem ultrapassar a questão tarifária e atingir diretamente a competitividade das empresas brasileiras.

Investigação envolve temas além das tarifas

Segundo Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, o processo conduzido pelos Estados Unidos possui alcance mais amplo do que uma simples discussão sobre tarifas de importação.

A investigação inclui temas estratégicos como comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, políticas anticorrupção e questões relacionadas ao desmatamento.

Na avaliação do especialista, o avanço da investigação pode criar um ambiente de maior insegurança regulatória para empresas brasileiras que atuam no comércio internacional, exigindo monitoramento constante e planejamento antecipado.

Brasil tem três caminhos para responder à medida

No campo institucional, o governo brasileiro dispõe de diferentes mecanismos para contestar ou negociar a proposta norte-americana.

A primeira frente é diplomática, conduzida por órgãos como o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que podem atuar diretamente junto ao USTR para tentar modificar ou reduzir os efeitos da medida.

Como a proposta ainda está em fase de consulta pública, existe espaço para negociações e eventuais ajustes antes de uma decisão definitiva.

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A segunda alternativa envolve o sistema multilateral de comércio, por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil já manifestou, em episódios anteriores, posicionamento contrário à adoção de medidas unilaterais fora das regras multilaterais estabelecidas pela entidade.

A terceira possibilidade está prevista na Lei de Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que criou instrumentos para que o Brasil possa responder a ações comerciais consideradas prejudiciais à competitividade nacional.

No entanto, especialistas alertam que qualquer reação deve ser cuidadosamente calibrada para evitar prejuízos às cadeias produtivas brasileiras, importadores e consumidores.

Empresas precisam revisar contratos e operações

Mesmo sem uma definição sobre a implementação das tarifas, especialistas recomendam que empresas exportadoras iniciem imediatamente uma análise detalhada de sua exposição ao mercado norte-americano.

O primeiro passo é identificar quais produtos poderão ser atingidos pela sobretaxa e avaliar os impactos sobre contratos em andamento e negociações futuras.

Em muitos casos, uma tarifa adicional de 25% pode comprometer a viabilidade econômica de operações já contratadas, especialmente em setores que trabalham com margens reduzidas.

Além disso, torna-se fundamental revisar cláusulas contratuais, estratégias de precificação, alternativas logísticas e possibilidades de diversificação de mercados.

Setores mais vulneráveis podem sentir maior impacto

Os segmentos mais expostos aos efeitos da medida tendem a ser aqueles que exportam produtos não contemplados pelas exceções anunciadas pelos Estados Unidos.

Empresas que atuam em mercados altamente competitivos, com baixa margem de lucro e pouca capacidade de repassar custos aos compradores americanos, podem enfrentar maiores dificuldades caso a tarifa seja efetivamente implementada.

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Por outro lado, setores ligados ao café, carne bovina, energia, mineração estratégica e indústria aeronáutica devem sofrer impacto direto mais limitado devido à exclusão preliminar desses produtos da lista tarifária.

Lista de exceções revela interesses estratégicos dos EUA

Para Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados e especialista em Comércio Internacional, a composição da lista de exceções evidencia uma lógica geopolítica e econômica por trás da proposta norte-americana.

Segundo ele, os produtos isentos são justamente aqueles em que os Estados Unidos dependem fortemente do fornecimento brasileiro ou enfrentam dificuldades para substituí-los rapidamente por outros mercados.

Entre os itens preservados estão carne bovina, café, frutas tropicais, petróleo, fertilizantes, aeronaves e componentes aeronáuticos.

Na avaliação do especialista, a medida busca proteger cadeias estratégicas de abastecimento norte-americanas ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre outros segmentos exportadores brasileiros.

Cenário exige planejamento e gestão de riscos

Enquanto o processo segue em análise nos Estados Unidos, empresas brasileiras com operações internacionais devem reforçar suas estratégias de gestão de risco e acompanhar de perto a evolução das negociações.

Além dos possíveis impactos financeiros, a discussão evidencia o crescente peso das questões geopolíticas, regulatórias e ambientais nas relações comerciais globais.

Para exportadores, a antecipação de cenários, a revisão de contratos e a diversificação de mercados podem ser decisivas para reduzir riscos e preservar a competitividade diante de um ambiente internacional cada vez mais complexo e imprevisível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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