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Gotejamento Enterrado: A Inovação que Está Transformando o Agronegócio

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A busca por soluções mais eficientes e sustentáveis no campo tem levado os agricultores a adotarem tecnologias inovadoras que otimizam a produção e reduzem custos. Entre essas inovações, o gotejamento enterrado – ou gotejamento subterrâneo – se destaca como uma alternativa estratégica para diversos cultivos, trazendo benefícios tanto para a produtividade quanto para a preservação dos equipamentos de irrigação.

Essa técnica, adaptável a diferentes tipos de solo e terreno, oferece uma resposta eficaz para quem busca proteger tubulações e outros componentes do sistema de irrigação. Segundo Elídio Torezani, engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, um dos principais diferenciais do gotejamento enterrado é a significativa redução de danos mecânicos.

“Com o sistema subterrâneo, os equipamentos antes expostos ficam protegidos contra cortes acidentais, o que praticamente elimina a necessidade de manutenção devido a esse tipo de problema”, afirma Torezani.

Versatilidade para Diversas Culturas

O gotejamento enterrado pode ser utilizado em uma ampla gama de plantações, incluindo fruticultura, hortaliças, grãos e culturas perenes, como café e cana-de-açúcar. Torezani destaca que essa tecnologia garante uma proteção eficiente das raízes e melhora a absorção de nutrientes.

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“No caso do café conilon, por exemplo, a irrigação subterrânea possibilita um controle mais preciso da umidade do solo, evitando desperdício de água e assegurando que a planta receba exatamente o que necessita para seu desenvolvimento saudável”, explica.

Benefícios Além da Irrigação

Além de melhorar a eficiência no fornecimento de água às plantas, o sistema de gotejamento enterrado oferece uma série de outras vantagens. Ele reduz a necessidade de mão de obra, diminui o risco de doenças nas lavouras e possibilita um controle mais preciso da irrigação, com maior automação. Outro ponto positivo é a possibilidade de mecanizar a colheita sem comprometer a integridade do sistema de irrigação.

De acordo com Torezani, o sucesso na implementação dessa tecnologia depende da definição correta de parâmetros técnicos, como profundidade, espaçamento, pressão e uniformidade do sistema. “É essencial um planejamento adequado para garantir o bom desempenho do sistema. Contar com o suporte de um engenheiro agrícola é fundamental para assegurar a eficiência do gotejamento enterrado”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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