AGRONEGÓCIO

Prefeitura retira 46 toneladas de bolsões de lixo no CPA, Dr. Fábio e Dom Aquino

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Seguindo o cronograma de erradicação de bolsões de lixo na capital, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos – Limpurb, realizou, nesta segunda-feira (3), a remoção de 46 toneladas de detritos descartados irregularmente. No CPA 3, foram retiradas 13 toneladas de lixo, enquanto no bairro Dom Aquino, outras 11 toneladas foram recolhidas.No bairro Doutor Fábio Leite II, a demanda resultou na retirada de 22 toneladas de lixo em um bolsão

A ação, realizada pela equipe especializada em retirada de bolsões de descarte irregular, contou com o apoio de retroescavadeiras, pás carregadeiras, caminhões trucados e caminhões toco, garantindo agilidade na execução do serviço e a destinação adequada do material recolhido.

Entre os itens encontrados estavam camas, colchões, geladeiras, pneus, portas de veículos, restos de poda de árvores e até mesmo resíduos de coleta regular, como garrafas PET, caixas de papelão e latas, materiais que poderiam ser destinados à coleta seletiva.

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O diretor-geral da Limpurb, Reginaldo Teixeira, destacou a importância da conscientização da população para evitar novos descartes irregulares. “Nosso trabalho é constante e tem gerado resultados positivos, mas precisamos do apoio da população. O descarte irregular impacta diretamente na saúde pública e no meio ambiente. Pedimos que todos colaborem, utilizando os serviços de coleta disponíveis e evitando jogar lixo em locais proibidos”, afirmou.

Os trabalhos fazem parte das diretrizes da gestão do prefeito Abilio Brunini, que prioriza a manutenção urbana e o atendimento às comunidades, promovendo uma Cuiabá mais limpa, organizada e saudável para todos. Durante a atividade, foram eliminados focos de água parada, como pneus e plásticos, reforçando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Atualmente, a Limpurb monitora 50 pontos críticos de descarte irregular na capital. A fiscalização é realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública, em parceria com a Limpurb, com base na Lei Complementar nº 4/1992, que regula o Código Sanitário, a Defesa do Meio Ambiente e outros dispositivos legais.

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O artigo 500, inciso I, da legislação vigente prevê multas a partir de R$ 818,90 para quem descartar lixo domiciliar ou materiais em locais inadequados, como ruas, terrenos, rios, praças e outras áreas públicas ou privadas não edificadas.

#PraCegoVer

A imagem mostra uma pá carregadeira removendo detritos em um bolsão no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. O veículo é de cor laranja. Ao fundo, há uma árvore e um poste de iluminação pública.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

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As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

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Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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