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Queda na Demanda Impacta Preços do Suíno em Janeiro

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O mês de janeiro foi desafiador para a suinocultura brasileira, com preços variados tanto para o suíno vivo quanto para os principais cortes no mercado atacadista. De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista e consultor da Safras & Mercado, o cenário foi de dificuldades, especialmente devido ao enfraquecimento da demanda.

Iglesias destacou que a desaceleração da procura resultou em uma queda nas cotações, afetando principalmente os preços do suíno abatido. O analista explicou que o perfil de consumo esperado para o período indicava esse tipo de cenário. Além disso, ele observou que a situação foi intensificada pela queda nos preços das proteínas concorrentes.

Para o primeiro semestre de 2025, Iglesias indicou que os custos com nutrição animal devem continuar a ser uma preocupação, especialmente em razão do comportamento recente do milho no Brasil.

Análise de Preços e Tendências Regionais

A análise de preços mensal de Safras & Mercado apontou variações nas cotações de diversas regiões. Em São Paulo, o preço da arroba suína subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração aumentou de R$ 6,35 para R$ 6,50, enquanto no interior o preço passou de R$ 8,05 para R$ 8,15.

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Em Santa Catarina, houve uma elevação no preço do quilo na integração, de R$ 6,45 para R$ 6,55, mas no interior o valor caiu de R$ 7,85 para R$ 7,80. No Paraná, o mercado livre teve queda, com o preço do quilo vivo recuando de R$ 7,95 para R$ 7,80, enquanto na integração houve um aumento de R$ 6,45 para R$ 6,55.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande apresentou uma redução de R$ 7,75 para R$ 7,60, mas na integração o preço subiu de R$ 6,40 para R$ 6,50. Em Goiânia, os preços aumentaram de R$ 7,60 para R$ 7,80, e em Minas Gerais, houve elevação no interior, passando de R$ 7,90 para R$ 8,00, enquanto no mercado independente os valores subiram de R$ 8,00 para R$ 8,10. Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis caiu de R$ 7,70 para R$ 7,45, mantendo-se inalterada na integração, com o preço permanecendo em R$ 6,35.

Exportações de Carne Suína: Crescimento em Janeiro

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil apresentaram um bom desempenho em janeiro, com uma receita de US$ 181,383 milhões, equivalente a uma média diária de US$ 10,669 milhões. O volume total exportado foi de 74,04 mil toneladas, com uma média diária de 4,353 mil toneladas. O preço médio registrado foi de US$ 2.451,00.

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Comparado a janeiro de 2024, o valor médio diário cresceu 28,4%, a quantidade média diária aumentou 14,3% e o preço médio subiu 12,3%. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, indicando uma tendência positiva para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja pode superar 130 sc/ha com novo método de manejo do solo; dólar abre a R$ 4,96 e impacta custos no agro

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A busca por maior produtividade na soja brasileira ganha um novo capítulo com o avanço de técnicas de manejo do solo mais precisas e estratégicas. Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico segue no radar do produtor rural, com o dólar abrindo esta segunda-feira (4) em alta, cotado a R$ 4,96, influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo — fatores que impactam diretamente os custos de produção no agronegócio.

Na última semana, a moeda americana chegou a cair para R$ 4,95, acumulando baixa de 9,78% no ano. Já o Ibovespa encerrou o último pregão em alta de 1,39%, aos 187.318 pontos, mantendo ganho anual de 16,28%.

Novo método rompe barreira histórica da produtividade

Enquanto a média nacional da soja ainda gira em torno de 60 sacas por hectare, uma nova abordagem agronômica começa a mudar esse cenário. O método desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma no manejo do solo, com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar o potencial produtivo.

A técnica foi colocada à prova na safra 2024/25 e resultou em um marco histórico: a Agro Mallon, em Canoinhas (SC), alcançou 135,49 sacas por hectare no 17º Desafio do CESB 2025.

Segundo Barcelos, o erro recorrente no campo está no foco excessivo na correção do pH e no cálcio, enquanto o magnésio — essencial para a formação da clorofila e absorção de fósforo — é negligenciado.

“Sem o equilíbrio entre cálcio e magnésio, a planta não consegue processar os nutrientes, mesmo com alta adubação. O resultado é perda de eficiência e produtividade”, explica.

Construção do perfil do solo é chave para alta performance

Diferente do manejo convencional, o método propõe o ajuste da saturação de magnésio na Capacidade de Troca de Cátions (CTC), analisando não apenas a camada superficial (0–20 cm), mas também o perfil mais profundo (20–40 cm).

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Esse conceito permite o desenvolvimento de raízes mais profundas, ampliando o acesso à água e nutrientes — fator decisivo em períodos de veranico.

A técnica também destaca a importância do equilíbrio entre potássio e magnésio. Quando desbalanceados, ocorre competição entre nutrientes, reduzindo a eficiência da adubação.

Resiliência hídrica e estabilidade produtiva

Na prática, o manejo correto do perfil do solo proporciona maior resiliência hídrica às lavouras. No caso da Agro Mallon, mesmo com 18 dias de estiagem, a produtividade recorde foi mantida.

Com raízes mais profundas, as plantas conseguem acessar reservas de água em camadas que podem chegar a até 1,5 metro, garantindo estabilidade produtiva mesmo sob estresse climático.

Resultados se replicam em diferentes regiões

A metodologia já apresenta resultados consistentes em diversas regiões produtoras:

  • Minas Gerais: aumento de produtividade de 70 para 90,5 sc/ha, com áreas atingindo 107 sc/ha mesmo sob clima adverso;
  • Rio Grande do Sul: salto de 60 para 90 sc/ha, com lavouras mais resistentes ao veranico;
  • Goiás: áreas ultrapassando 100 sc/ha após ajuste do perfil nutricional do solo.
  • Os resultados reforçam que o manejo técnico e o equilíbrio químico do solo são determinantes para elevar o teto produtivo da soja no Brasil.
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Câmbio segue no radar do produtor

Paralelamente aos avanços no campo, o cenário econômico segue influenciando as decisões no agronegócio. A alta do dólar nesta segunda-feira reflete o ambiente externo mais pressionado, com destaque para o avanço do petróleo, que pode elevar custos logísticos e de insumos.

Mesmo com a valorização recente do real, o câmbio continua sendo um fator estratégico para o setor, impactando tanto a competitividade das exportações quanto o custo de fertilizantes, defensivos e tecnologias.

Independência técnica e gestão ganham protagonismo

Para especialistas, o futuro da produtividade passa pela autonomia do produtor na tomada de decisão. A leitura correta da análise de solo e o planejamento estratégico do manejo são fundamentais para transformar investimento em resultado.

A adoção de métodos mais avançados, aliada à gestão eficiente e ao acompanhamento do cenário econômico, deve ser o diferencial competitivo para a safra 2026/27.

Em um ambiente cada vez mais desafiador, a combinação entre inovação agronômica e inteligência de mercado se consolida como o caminho para alcançar altos níveis de produtividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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