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Queda nos Preços do Frango em Janeiro e Perspectivas para o Setor

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A avicultura de corte enfrentou uma redução nos preços no atacado e nos mercados independentes do frango vivo durante o mês de janeiro. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, apesar da queda nos preços internos, as exportações do setor mantiveram-se fortes, apresentando um desempenho destacado.

Iglesias também alertou para a preocupação com os custos de nutrição animal, especialmente devido à recente oscilação nos preços do milho no mercado doméstico, o que pode impactar o primeiro semestre de 2025. Quanto ao mercado atacadista, o analista destacou a expectativa de recuperação nos preços durante a primeira quinzena de fevereiro, considerando que janeiro é tradicionalmente um mês com menor demanda por consumo.

Preços Internos do Frango

De acordo com o levantamento realizado pela Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados de frango no atacado de São Paulo apresentaram variações ao longo de janeiro. O preço do quilo do peito caiu de R$ 11,25 para R$ 10,25, enquanto o preço da coxa passou de R$ 8,30 para R$ 7,60. Já o preço da asa teve um leve aumento, subindo de R$ 13,00 para R$ 13,20. Na distribuição, o preço do peito recuou de R$ 11,45 para R$ 10,50, e a coxa caiu de R$ 8,50 para R$ 7,80. A asa, por sua vez, teve um aumento de R$ 13,20 para R$ 13,40.

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Nos cortes resfriados, os preços também apresentaram alterações durante o mês. No atacado, o preço do peito caiu de R$ 11,35 para R$ 10,35, enquanto o preço da coxa diminuiu de R$ 8,40 para R$ 7,70. A asa teve uma pequena elevação, passando de R$ 13,10 para R$ 13,30. Na distribuição, o peito teve uma queda de R$ 11,55 para R$ 10,60 e a coxa recuou de R$ 8,60 para R$ 7,90, enquanto a asa aumentou de R$ 13,30 para R$ 13,50.

O levantamento mensal apontou que, em Minas Gerais, o preço do frango vivo subiu de R$ 5,40 para R$ 5,50, enquanto em São Paulo permaneceu estável em R$ 5,50. Em Santa Catarina, o preço caiu de R$ 4,50 para R$ 4,35, e no Paraná, na região oeste, a cotação passou de R$ 4,55 para R$ 4,30. No Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu estável em R$ 4,00. Outros estados como Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal mantiveram seus preços em torno de R$ 5,45 e R$ 5,50. Já em estados do Nordeste, como Pernambuco e Ceará, o preço do frango vivo subiu, atingindo R$ 7,75 e R$ 7,70, respectivamente.

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Exportações de Carne de Frango

O setor de exportação de carne de frango do Brasil apresentou resultados positivos em janeiro. O país exportou US$ 622,015 milhões em carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas. A média diária de exportações foi de US$ 36,589 milhões, com um total de 349,327 mil toneladas enviadas ao exterior, o que corresponde a uma média diária de 20,548 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 1.780,6.

Em comparação com janeiro de 2024, houve um avanço significativo, com um aumento de 30,2% no valor médio diário das exportações, 20,3% na quantidade média diária e um incremento de 8,2% no preço médio da tonelada. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, ressaltando a performance robusta do setor de carnes avícolas no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar

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A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.

Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.

El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar

De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.

O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.

A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.

Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima

Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.

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A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.

Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.

Formação de estoques pode sustentar preços internacionais

Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.

Entre eles estão:

  • preocupações com redução no uso de fertilizantes;
  • aumento das operações de hedge;
  • formação preventiva de estoques;
  • incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.

Produção global de etanol deve crescer em 2026

O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.

A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.

O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.

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Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis

Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.

A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.

Entre os movimentos citados pela entidade estão:

  • o avanço do E32 no Brasil;
  • discussões sobre E25 na Índia;
  • ampliação do E20 na União Europeia.

Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético

Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.

O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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