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Defesa Civil de Cuiabá e Defesa Social de VG alinham ações no período chuvoso

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O secretário da Defesa Civil de Cuiabá, Alessandro Borges Ferreira, e o secretário de Defesa Social de Várzea Grande, Louriney dos Santos Silva, se reuniram na terça-feira (21) para alinhar estratégias e ações integradas voltadas à mitigação dos impactos das chuvas nos dois municípios.

Durante o encontro, foram discutidos planos de resposta rápida, monitoramento de áreas de risco e ações preventivas em regiões suscetíveis a enchentes e deslizamentos.

A reunião contou com a presença do comandante-geral adjunto do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), coronel Rony Barros, e do comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos.

De acordo com Alessandro Borges, a cooperação entre os municípios fortalece as estratégias, incluindo a elaboração de um plano de contingência para apoio mútuo entre Cuiabá, Várzea Grande e o Governo do Estado.

“Fizemos a primeira reunião da Defesa Civil de Cuiabá com a Secretaria de Defesa Social, onde a Defesa Civil está inserida, justamente para traçar as nossas atividades para o ano de 2025. É muito importante esse relacionamento entre as duas cidades, até porque os problemas são muito parecidos. Esse apoio é essencial não só nas ações, mas principalmente no planejamento e nos trabalhos preventivos”, destacou o secretário.

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Louriney dos Santos relatou que Várzea Grande registrou um ponto de alagamento no bairro Carrapicho e um deslizamento de terra na região do Nova Fronteira. Segundo ele, a parceria busca reforçar a segurança da população e a eficiência na atuação.

“As ações precisam ser conjuntas. A prefeita Flávia quer um atendimento de qualidade para a população de Várzea Grande e Cuiabá. Nesse sentido, é necessário o alinhamento para que as coisas fluam de forma mais tranquila”, afirmou Louriney.

O coronel BM Rony ressaltou que a integração entre os órgãos é essencial para informar o Corpo de Bombeiros com dados, previsões de cenários e referências regionais, contribuindo para um planejamento estratégico mais eficaz.

“É importante saber como proceder e transmitir informações de forma precisa, para a preparação e para que o Corpo de Bombeiros tenha uma previsão antes da chegada na ocorrência. O planejamento, o preenchimento de formulários, o acionamento das pessoas corretas — tudo isso possibilita um atendimento no momento certo”, explicou o coronel.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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