AGRONEGÓCIO

Finep aprova subvenção de R$ 72,6 milhões ao CTC para inovações no setor sucroenergético

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O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) recebeu a aprovação da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para três subvenções que totalizam R$ 72,6 milhões. O investimento será destinado a projetos voltados à biotecnologia e à melhoria da produtividade no setor sucroenergético, com duração de 36 meses. O CTC, por sua vez, se comprometeu com uma contrapartida de R$ 77,9 milhões.

Os recursos serão aplicados em três iniciativas estratégicas: a construção de uma Planta Demonstrativa de Sementes, a integração de tecnologias para o aumento da produtividade da cana-de-açúcar e o desenvolvimento de variedades de cana resistentes a pragas. Os projetos, que integram o programa Mais Inovação Brasil, visam promover inovações tecnológicas que impactem diretamente a produtividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

Em declaração, Cesar Barros, CEO do CTC, destacou a importância do setor para o agronegócio brasileiro. “A cultura da cana-de-açúcar é de extrema relevância para o agro nacional, e o investimento em pesquisa e desenvolvimento é fundamental para assegurar sua liderança nos próximos anos. Com essas inovações, o CTC avança em sua jornada para dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros até 2040”, afirmou. Barros também ressaltou o papel do Brasil na liderança global da bioeconomia e no fortalecimento da competitividade nacional.

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O CTC tem se consolidado como um dos principais centros de inovação no agronegócio, com investimentos superiores a R$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento desde 2012. Em 2023, a Finep já havia destinado R$ 180 milhões para iniciativas de inovação no CTC. A entidade é responsável pela comercialização de variedades geneticamente modificadas, como a tecnologia BT, desde 2017. Utilizando técnicas avançadas, como marcadores moleculares e seleção genômica, o CTC tem alcançado uma média de crescimento de produtividade superior a 3% ao ano, consolidando o Brasil como líder na produção de cana-de-açúcar.

Celso Pansera, presidente da Finep, também comentou a relevância da parceria: “Essa nova colaboração com o CTC representa um investimento estratégico e reflete o compromisso da Finep com a inovação que transforma o agronegócio nacional. As tecnologias desenvolvidas pelo CTC são essenciais para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar. A semente sintética, por exemplo, poderá revolucionar o setor, promovendo ganhos de produtividade, margens agroindustriais mais altas e a redução das emissões de gases do efeito estufa”, concluiu.

A parceria visa fortalecer uma rede de inovação, com a colaboração de Instituições de Ciência e Tecnologia e outros parceiros especializados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Feijão carioca dispara em abril com escassez de oferta e estoques mínimos; mercado pode puxar alta do feijão preto

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O mercado brasileiro de feijão encerrou abril com forte valorização, especialmente para o feijão carioca, impulsionado por um cenário de oferta restrita, estoques historicamente baixos e retenção por parte dos produtores. O movimento consolidou um viés altista consistente ao longo do mês, com reflexos diretos nas cotações e na dinâmica de consumo.

Oferta enxuta sustenta alta do feijão carioca

O principal fator de sustentação do mercado foi o aperto na oferta. A projeção para a safra 2026/27 indica queda de 5,7% na área plantada, totalizando 2,575 milhões de hectares, enquanto a produção deve recuar 5,5%, para 2,95 milhões de toneladas.

A oferta total deve cair 10,2%, para 3,237 milhões de toneladas, pressionada principalmente pela forte redução dos estoques. O volume inicial encolheu 46,3%, passando de 470 mil para 252 mil toneladas, enquanto o estoque final é estimado em apenas 62 mil toneladas — queda expressiva de 75,4%.

Com isso, a relação estoque/consumo despenca para 2,2%, frente a 8,9% no ciclo anterior, evidenciando um quadro de escassez estrutural que sustenta os preços em patamares elevados.

Produção recua nos principais estados

Nos estados produtores, o cenário reforça a tendência de menor oferta. No Paraná, principal produtor nacional, a primeira safra teve redução superior a 30% na área, enquanto a segunda safra caiu 31%, passando de 348,5 mil para 239,2 mil hectares.

A produção estadual recuou 20%, de 539,5 mil para 434,1 mil toneladas, mesmo com aumento da produtividade média, estimada em 1.815 kg por hectare.

Em Minas Gerais, o excesso de chuvas atrasou o plantio e postergou a entrada mais robusta da segunda safra para a segunda quinzena de maio. Já no Rio Grande do Sul, regiões produtoras registraram produtividade abaixo do potencial, em torno de 1.200 kg por hectare.

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Preços sobem e qualidade ganha prêmio

No mercado físico, a valorização foi expressiva ao longo de abril. O feijão carioca extra, com nota 9 ou superior, saiu da faixa de R$ 365 a R$ 380 por saca CIF São Paulo no início do mês para negociações entre R$ 390 e R$ 395 por saca, com registros pontuais chegando a R$ 400.

No mercado FOB, os preços também avançaram, com negócios no interior de São Paulo entre R$ 384 e R$ 386 por saca, no Noroeste de Minas entre R$ 380 e R$ 382, e no Sul do Paraná entre R$ 336 e R$ 338.

Os lotes de qualidade intermediária ficaram entre R$ 340 e R$ 360 por saca para nota 8,5 e entre R$ 300 e R$ 340 para nota 8, ampliando o spread entre os padrões comerciais e os de maior qualidade.

Esse movimento evidencia uma mudança importante no mercado: além do volume, a qualidade passou a ser fortemente remunerada, refletindo maior seletividade por parte dos compradores.

Feijão preto ainda lento, mas com viés de recuperação

Enquanto o carioca avançou de forma consistente, o mercado de feijão preto apresentou comportamento mais cauteloso durante a maior parte de abril, com baixa liquidez e pressão de oferta, especialmente de estoques remanescentes.

As cotações oscilaram entre R$ 165 e R$ 180 por saca CIF São Paulo para padrões comerciais, enquanto os melhores lotes foram negociados entre R$ 190 e R$ 225 por saca. O ritmo de negócios foi lento, com compradores atuando de forma seletiva e sem urgência na recomposição de estoques.

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Substituição de consumo pode impulsionar o preto

Na reta final do mês, porém, o feijão preto começou a ganhar competitividade diante da forte alta do carioca. Com preços do carioca entre R$ 360 e R$ 390 por saca CIF São Paulo, setores mais sensíveis ao custo passaram a considerar a substituição parcial no consumo.

Esse movimento já é observado em segmentos como refeições coletivas, abastecimento institucional e programas de alimentação popular, o que melhora a percepção de mercado para o feijão preto.

No mercado FOB, os preços reagiram, com referências entre R$ 186 e R$ 188 no interior de São Paulo, R$ 161 a R$ 163 no Sul do Paraná e R$ 163 a R$ 165 no Oeste de Santa Catarina.

Perspectivas para maio

A tendência para o curto prazo é de manutenção do viés firme para o feijão carioca, sustentado pela oferta restrita e pelos baixos estoques. Já o feijão preto pode ganhar tração ao longo de maio, à medida que a substituição de consumo se intensifique.

O mercado segue atento à entrada da segunda safra e ao comportamento da demanda, em um cenário onde a relação entre oferta e consumo continuará sendo determinante para a formação de preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

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