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Programa Mais Genética Impulsiona a Bovinocultura Leiteira na Zona da Mata

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No final de 2024, cerca de 12 mil doses de sêmen bovino foram entregues a produtores rurais de 11 municípios da Zona da Mata de Minas Gerais, atendidos pela Unidade Regional da Emater-MG de Juiz de Fora. A ação integra o programa Mais Genética, que é viabilizado por meio de emendas parlamentares estaduais destinadas à Emater-MG, em parceria com as prefeituras locais.

Lançado em 2021, o programa tem como objetivo a melhoria da qualidade genética do rebanho bovino mineiro, utilizando inseminação artificial e oferecendo suporte técnico. Além disso, busca reduzir os custos de produção e aumentar a renda das famílias rurais.

As doses de sêmen distribuídas aos municípios foram adquiridas com recursos provenientes de emenda parlamentar da deputada estadual Delegada Sheila. O material genético inclui as raças Holandês, Jersey, Gir Leiteiro, Nelore e Sindi, com um investimento total de R$ 110 mil. Os municípios atendidos foram Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Coronel Pacheco, Ewbank da Câmara, Oliveira Fortes, Pedro Teixeira, Santa Rita de Ibitipoca, Santana do Deserto, Santos Dumont, Seritinga e Simão Pereira. As prefeituras foram responsáveis pela distribuição das doses, além de oferecer inseminadores e veterinários sem custos aos produtores.

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Segundo Antônio Domingues, coordenador regional de Bovinocultura da Emater-MG, a melhoria genética é um processo gradual. “Genética é como uma escada, subimos degrau por degrau. A melhoria vem aos poucos”, afirma Domingues. Ele prevê que o impacto será mais perceptível após três ou quatro anos, quando as bezerras resultantes da inseminação começam a produzir leite.

Emerson José de Carvalho, pecuarista de Coronel Pacheco, está participando do programa. Sua propriedade, que atualmente conta com nove vacas da raça Gir, produz 100 litros de leite por dia. Buscando melhorar a produção, Emerson planeja inseminar seu rebanho com sêmen da raça Gir Leiteiro. “Hoje eu estou tranquilo porque, para o meu rebanho, esse programa é tudo. A gente tem o inseminador e o veterinário de graça, além do apoio total da Emater”, afirma Emerson.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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