AGRONEGÓCIO

Embrapa Apresenta Cultivares de Soja com Alta Produtividade na Safratec

Publicado em

A Embrapa Soja participará da Safratec 2025, evento promovido pela cooperativa Cocamar, entre os dias 16 e 18 de janeiro, em Floresta (PR). Durante o evento, a instituição demonstrará três cultivares de soja com características inovadoras, voltadas para a alta produtividade e adaptação às condições climáticas e de solo do Brasil. Entre as cultivares em destaque, estão a BRS 1064IPRO, BRS 1061IPRO, além da BRS 2361 I2X, um pré-lançamento que será apresentado pela primeira vez. A BRS 2361 I2X foi desenvolvida em parceria com a Fundação Meridional.

BRS 1064IPRO: Alta Produtividade e Resistência

A BRS 1064IPRO é uma soja transgênica que se destaca pelo seu excelente desempenho produtivo, com alta estabilidade e adaptação a diferentes regiões. Desenvolvida pela Embrapa Soja e pela Fundação Meridional, essa cultivar possui tolerância ao herbicida glifosato e proporciona o controle de algumas espécies de lagartas. De acordo com Rogério Borges, agente de transferência de tecnologias da Embrapa Soja, a BRS 1064IPRO demonstrou ganhos produtivos acima da média das cultivares amplamente cultivadas nas mesmas regiões.

Indicada para o Paraná (Oeste e Norte), Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Goiás, especialmente em locais com temperaturas mais altas e altitudes abaixo de 600 metros, a BRS 1064IPRO tem um Grupo de Maturidade 6.4. Esta cultivar apresenta uma ampla janela de semeadura, o que favorece o plantio precoce e a integração com o cultivo do milho safrinha. Outro ponto forte da BRS 1064IPRO é sua resistência ao acamamento e às principais doenças da soja, como a podridão radicular de fitóftora. Além disso, ela oferece resistência aos nematoides de galha (Meloidogyne javanica) e de cisto (raça 3), problemas comuns nas regiões em que é recomendada.

Leia Também:  Brasil Alcança Marco Histórico com 200 Novos Mercados para o Agronegócio em 20 Meses
BRS 1061IPRO: Ideal para Sucessão e Rotação de Safras

A BRS 1061IPRO é uma soja transgênica com tolerância ao glifosato e controle de algumas espécies de lagartas, ideal para o sistema de sucessão e rotação de safras. Esta cultivar permite a semeadura antecipada, favorecendo o cultivo de milho safrinha e mostrando performance estável em altitudes acima de 500 metros, especialmente nas regiões da Macrorregião 2. A BRS 1061IPRO também apresenta resistência moderada ao nematoide de galha Meloidogyne javanica.

Sua indicação abrange diversas regiões, incluindo o Oeste e Nordeste de Santa Catarina, o Sudoeste do Paraná e o Sul de São Paulo, entre outras. Com sua excelente adaptabilidade, a BRS 1061IPRO é uma opção de alta performance para os produtores que buscam resultados consistentes nas safras sucessivas.

Pré-lançamento da BRS 2361 I2X: Tecnologia de Ponta para o Setor de Soja

A grande novidade para a safra 2024/2025 é a BRS 2361 I2X, uma soja transgênica que incorpora a tecnologia Intacta2 Xtend® (I2X). Esta cultivar oferece tolerância tanto ao glifosato quanto ao dicamba, além de resistência às principais lagartas da soja. Seu alto potencial produtivo é mais evidenciado em altitudes superiores a 600 metros, nas macrorregiões REC 201, do Paraná, e São Paulo.

Leia Também:  Manejo Sustentável do Açaí Impulsiona Comunidades no Marajó

A BRS 2361 I2X permite ainda a semeadura antecipada, o que favorece o plantio do milho safrinha na melhor janela de plantio. Essa cultivar representa uma evolução significativa para o setor, proporcionando aos produtores uma solução que combina produtividade e resistência, atendendo às exigências do mercado de forma mais eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pesquisa revela que manejo adequado do solo aumenta infiltração de água e fortalece lavouras contra estiagens

Published

on

A compactação do solo tem se consolidado como um dos principais desafios para a produtividade agrícola no Brasil, especialmente em regiões que enfrentam períodos recorrentes de estiagem. Além de restringir o crescimento das raízes, o problema reduz a infiltração de água, limita a circulação de oxigênio no perfil do solo e compromete a eficiência do sistema de plantio direto, amplamente adotado nas principais regiões produtoras de grãos.

Com o objetivo de identificar alternativas capazes de minimizar esses impactos, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá, conduziram estudos que avaliaram práticas de manejo voltadas à melhoria das condições físicas e químicas do solo sem a necessidade de revolvimento intenso da área.

Descompactação do solo melhora infiltração e ambiente radicular

As pesquisas foram realizadas em áreas experimentais do IFRS e analisaram os efeitos da descompactação mecânica combinada com a aplicação de corretivos agrícolas, como calcário e gesso, sobre os atributos do solo e o desempenho da cultura da soja.

Os estudos compararam diferentes estratégias de manejo dentro do sistema de plantio direto, buscando compreender como a redução da compactação pode favorecer a infiltração de água, melhorar o ambiente radicular e aumentar a eficiência no uso dos recursos disponíveis pelas plantas.

De acordo com os resultados obtidos, a associação entre descompactação mecânica e calagem apresentou os melhores indicadores para a correção da acidez em camadas subsuperficiais do solo.

Leia Também:  Desafios no Cultivo de Pêssegos Preocupam Produtores Gaúchos, Mas Expectativa de Safra é Positiva

Os pesquisadores observaram que o pH permaneceu mais elevado nas áreas onde foi utilizado o descompactador rotativo em conjunto com a aplicação de calcário, indicando maior movimentação do corretivo para profundidades superiores às observadas nos tratamentos com aplicação exclusivamente superficial.

Enquanto a calagem tradicional concentrou seus efeitos nos primeiros 10 centímetros do perfil do solo, os manejos que incluíram a descompactação apresentaram benefícios perceptíveis até aproximadamente 15 centímetros de profundidade.

Ganhos na produtividade da soja reforçam benefícios do manejo

Além das melhorias químicas, os estudos também identificaram reflexos positivos na estrutura física do solo e no desempenho das lavouras.

As áreas submetidas à descompactação registraram ganhos numéricos de produtividade, com rendimento médio próximo de 200 quilos por hectare acima da média geral do experimento. Também foram observados aumentos no peso de mil grãos nos tratamentos que receberam correção do solo.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da estrutura física favorece o armazenamento de água no perfil do solo, contribuindo para reduzir os efeitos dos períodos de déficit hídrico e aumentando a capacidade das plantas de enfrentar condições climáticas adversas.

Saúde do solo ganha papel estratégico no agronegócio

A crescente frequência de estiagens e a necessidade de elevar a produtividade sem expansão de área tornam o manejo adequado do solo uma estratégia cada vez mais relevante para a sustentabilidade da produção agrícola.

Leia Também:  Brasil Alcança Marco Histórico com 200 Novos Mercados para o Agronegócio em 20 Meses

Para Silmo de Ávila, diretor da Agross do Brasil, a pesquisa reforça a importância da integração entre ciência e campo para o desenvolvimento de soluções eficientes.

“Hoje, quando o produtor enfrenta estiagens mais frequentes e precisa produzir mais sem ampliar área, olhar para a saúde do solo passou a ser uma questão estratégica. Ver uma instituição como o IFRS estudando os impactos da compactação e avaliando tecnologias voltadas à infiltração de água e à preservação do plantio direto reforça a importância de aproximar pesquisa e realidade do campo. O produtor precisa de soluções que tragam resultado prático e ajudem a construir lavouras mais resilientes no longo prazo”, afirma.

Solo saudável é aliado da produtividade e da segurança hídrica

Os resultados obtidos pelo IFRS evidenciam que práticas de manejo voltadas à redução da compactação podem gerar benefícios que vão além do aumento da produtividade, contribuindo para melhorar a infiltração de água, ampliar a eficiência do uso dos corretivos agrícolas e fortalecer a resiliência das lavouras diante dos desafios climáticos.

Em um cenário de crescente variabilidade do clima, investimentos em qualidade física e química do solo tornam-se cada vez mais importantes para garantir sustentabilidade, estabilidade produtiva e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA