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Dólar Inicia o Dia em Alta com Foco na Inflação dos EUA e Balanços Corporativos

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O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (15) em alta, em meio à atenção dos investidores sobre os últimos dados de inflação nos Estados Unidos. Desta vez, o destaque recai sobre o índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), cuja divulgação está prevista para esta manhã. Esses indicadores são cruciais para orientar a política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Na véspera, o índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos registrou uma alta moderada em dezembro, conforme dados do Departamento de Trabalho. Os resultados, abaixo das projeções do mercado, reforçam a expectativa de estabilidade nas taxas de juros norte-americanas pelo menos até o segundo semestre de 2024.

A temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos também atrai os holofotes. Grandes instituições financeiras, como BlackRock, Citigroup, Goldman Sachs, J.P. Morgan e Wells Fargo, divulgam seus resultados nesta quarta-feira, fornecendo pistas sobre o desempenho da economia norte-americana.

Cenário Doméstico: Inflação e Contas Públicas

No Brasil, as atenções se voltam para a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a XP Investimentos, é esperado um recuo mensal de 0,5% e um crescimento anual de 3,3%.

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Ainda no âmbito fiscal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto que flexibiliza o pagamento das dívidas bilionárias dos estados com a União. Trechos vetados pelo presidente serão analisados pelo Congresso e podem ser restaurados se houver votação favorável. O governo ressaltou que a medida visa à gestão fiscal responsável e ao incentivo a investimentos em setores prioritários.

Comportamento do Dólar e do Ibovespa

Às 9h02, o dólar registrava alta de 0,16%, cotado a R$ 6,0553. Na véspera, a moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,85%, a R$ 6,0458, acumulando um recuo de 0,92% na semana e 2,17% no mês.

No mercado acionário, o índice Ibovespa, que iniciou as negociações às 10h, fechou a terça-feira em alta de 0,25%, aos 119.299 pontos. O desempenho acumulado indica uma alta de 0,13% na semana, mas com perdas de 1,06% no mês.

Expectativas para o Mercado

Os resultados dos índices de inflação dos EUA continuarão a influenciar os mercados globais. A previsão é de uma alta de 2,9% no CPI em 2024, o que pode reforçar a manutenção das taxas de juros norte-americanas. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a valorizar o dólar frente ao real e outras moedas, ao mesmo tempo em que tornam os títulos públicos do país ainda mais atrativos para investidores.

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No Brasil, o mercado segue atento às medidas fiscais planejadas pelo governo para garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal e ao impacto da comunicação oficial sobre as expectativas econômicas. A evolução desses fatores será determinante para a direção dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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