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Exportações do Agronegócio Brasileiro Atingem Recorde de US$ 14,19 Bilhões em Setembro

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Em setembro, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um novo recorde, totalizando US$ 14,19 bilhões, representando um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado expressivo na balança comercial é atribuído, em grande parte, ao aumento do volume exportado.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os setores que mais se destacaram nas exportações foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações, além do café. Esses seis segmentos representaram 84,6% da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Durante coletiva de imprensa na sede do Mapa, o secretário Luis Rua enfatizou que o recorde de setembro é reflexo da abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros nos últimos meses. “Quando expandimos mercados para uma cadeia produtiva que não costuma exportar muito, criamos novas oportunidades e impulsionamos outros mercados”, declarou o secretário.

Produtos em Destaque

O setor de carnes teve desempenho notável, com a carne bovina registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina atingiram US$ 1,25 bilhão, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde histórico em volume, com 251,76 mil toneladas embarcadas, representando um crescimento de 29,1%. A China se manteve como o principal mercado comprador da carne brasileira.

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O complexo sucroalcooleiro registrou exportações de US$ 1,92 bilhão em setembro de 2024, um crescimento de 6,4%. O açúcar foi o principal produto deste setor, responsável por quase 95% das vendas externas, com embarques de açúcar de cana em bruto atingindo 3,47 milhões de toneladas, um aumento de 25,9% em relação ao mesmo período.

Os produtos florestais, que incluem celulose, papel e madeiras, também apresentaram forte desempenho. A celulose destacou-se como o único produto do setor a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em vendas, totalizando US$ 1,04 bilhão, estabelecendo um novo recorde para os meses de setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores desse produto.

Outro destaque foi o café verde, cujas vendas externas saltaram de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em setembro de 2024, representando um aumento de 86,6%, um novo recorde para o mês. O volume embarcado também foi recorde, atingindo 243,1 mil toneladas.

Resultados Acumulados (Setembro 2023 a Agosto 2024)

Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 166,19 bilhões, o que representa um crescimento de 1,8% em comparação aos US$ 163,19 bilhões exportados nos doze meses anteriores.

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Resumo da Balança Comercial

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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