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Tendências no mercado de fertilizantes em janeiro de 2024: Demandas divergentes impactam os preços

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A Consultoria Agro do Itaú BBA analisou o cenário do mercado de fertilizantes em janeiro de 2024, destacando a pressão nos preços de fosfatados e potássicos devido à demanda em declínio. A expectativa de retomada nas compras pelos Estados Unidos e Europa influencia o mercado desses macronutrientes, enquanto a ureia mantém-se aquecida com a Índia projetando uma nova licitação.

Fertilizantes Nitrogenados: Ureia em Destaque

No cenário internacional, os preços dos fertilizantes nitrogenados, em particular da ureia, apresentaram um movimento de alta. Restrições às exportações da China e a expectativa de demanda dos EUA e uma possível licitação indiana contribuíram para a redução da disponibilidade e elevação dos preços. No Brasil, seguindo essa tendência global, os preços da ureia iniciaram 2024 em ascensão.

Fosfatados: Estabilidade em Meio à Fraca Demanda

Apesar da demanda global enfraquecida por fosfatados, os preços no mercado internacional mantiveram-se estáveis. Nos EUA, a Comissão do Comércio Internacional decidiu manter tarifas de importação para produtos fosfatados russos e marroquinos, ajustando apenas os valores das taxas. No Brasil, mesmo com uma projeção de retorno da demanda apenas em maio, os preços permanecem estáveis, influenciados pelo suporte do mercado internacional.

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Potássicos: Enfraquecimento dos Fundamentos

O mercado de potássicos continua com fundamentos enfraquecidos devido à baixa demanda. Notícias sobre a China, possivelmente abastecida, e a espera por informações sobre um contrato de longo prazo com a Índia para o fornecimento de potássicos mantêm o mercado em espera. No Brasil, os preços seguem em queda, embora de forma moderada, refletindo a baixa demanda interna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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