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Portos do Rio Grande do Sul Registram Movimentação de 41 Milhões de Toneladas em 2023

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Os portos do Rio Grande do Sul encerraram o período de janeiro a novembro de 2023 com um total de 41.133.145 toneladas movimentadas. No acumulado dos 11 meses, as unidades portuárias gaúchas receberam 3.295 embarcações, sendo 2.693 delas no Porto de Rio Grande (81,73%), 458 em Pelotas (13,90%) e 144 em Porto Alegre (4,37%).

Em Rio Grande, destacaram-se os crescimentos nas movimentações de celulose e polietileno. A celulose registrou um aumento de 13,58%, totalizando 3.407.386 toneladas, enquanto o polietileno teve um crescimento de 10,16%, com 606.262 toneladas movimentadas.

A movimentação de contêineres também apresentou resultados positivos, com 723.940 TEUs (Twenty-foot Equivalent Units), representando um crescimento de 25,46% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desses, 479.183 TEUs correspondiam a contêineres cheios e 244.757 TEUs a unidades vazias.

Importações e Exportações

O Porto de Rio Grande registrou importações de 9.933.945 toneladas, com destaque para a China (1.726.589 toneladas), seguida pela Argentina (1.357.468 toneladas), Rússia (857.539 toneladas), Marrocos (692.251 toneladas) e Canadá (659.456 toneladas).

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No campo das exportações, o total alcançou 23.065.597 toneladas, com a China liderando (10.345.687 toneladas), seguida pelo Irã (1.049.744 toneladas), Vietnã (974.520 toneladas), Estados Unidos (819.058 toneladas) e Filipinas (727.908 toneladas).

Movimentação nos Portos de Pelotas e Porto Alegre

O Porto de Pelotas registrou a movimentação de 1.059.562 toneladas entre janeiro e novembro. Desse total, 905.130 toneladas corresponderam a toras de madeira, 141.500 toneladas a clínquer e 12.932 toneladas a soja em grão.

Por sua vez, o Porto de Porto Alegre movimentou 637.547 toneladas, com destaque para fertilizantes (307.339 toneladas), trigo (209.606 toneladas) e cevada (57.742 toneladas). O restante das cargas foi composto por sal (32.908 toneladas), sebo bovino (25.877 toneladas) e carga geral (4.075 toneladas).

Os dados refletem um desempenho sólido para os portos gaúchos, com aumentos expressivos em algumas categorias e forte movimentação internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volta da guerra EUA x Irã ameaça abastecimento de fertilizantes no Brasil

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A disparada dos preços do petróleo nas bolsas internacionais, provocada pelo recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, trouxe de volta um temor crítico para o agronegócio brasileiro: o risco de desabastecimento de fertilizantes. O Estreito de Ormuz, ponto crucial para o escoamento global de energia, é também um gargalo logístico vital para a importação de insumos essenciais. Qualquer interrupção na passagem marítima ameaça não apenas o preço, mas a disponibilidade dos produtos que sustentam a produtividade da safra 2026/27.

O sinal de alerta para o campo é sustentado por números que revelam uma fragilidade logística crescente. Dados de mercado indicam que as importações brasileiras de MAP (fosfato monoamônico) entre janeiro e junho de 2026 ficaram 24% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. O quadro é agravado pela escassez de enxofre, matéria-prima indispensável para a produção de fertilizantes fosfatados: as importações do insumo recuaram 42% no primeiro semestre, enquanto o custo do produto no mercado brasileiro saltou 127% desde fevereiro, superando a marca de US$ 1.000 por tonelada.

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A combinação de oferta restrita e custos elevados já força a indústria a reajustar suas operações. Fabricantes de fertilizantes no Brasil e no exterior têm reduzido as taxas de utilização industrial ou suspendido linhas de produção, um movimento que limita a oferta interna em um momento de demanda sazonal crescente. Diferente do mercado de fertilizantes nitrogenados, que enfrenta queda de preços por questões de demanda, o segmento de fosfatados opera com estoques ajustados, o que torna qualquer soluço na cadeia de suprimentos global um fator de pressão imediata sobre as cotações.

Para o produtor rural e as cooperativas, o cenário exige uma mudança de postura na gestão de insumos. A orientação técnica é de que a antecipação do planejamento de compras não é mais apenas uma estratégia de redução de custos, mas uma medida de segurança operacional. Com o Oriente Médio no centro de incertezas geopolíticas e o fluxo marítimo sob risco, a estratégia de “comprar na boca do plantio” torna-se um risco elevado. A gestão antecipada da carteira de insumos passou a ser, neste segundo semestre, o principal mecanismo de defesa contra a volatilidade que ameaça as margens da próxima colheita.

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Fonte: Pensar Agro

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