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Mercado Financeiro: Ações Chinesas Caem com Dados Decepcionantes sobre Consumo

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As ações da China registraram queda nesta segunda-feira (16) após a divulgação de dados abaixo do esperado sobre os gastos dos consumidores, indicando uma desaceleração econômica. O mercado reagiu à expectativa de novos cortes de juros pelo banco central, diante de uma lacuna nas políticas de estímulo econômico.

No fechamento, o índice de Xangai recuou 0,16%, enquanto o CSI300, que reúne as principais empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,54%, após já acumular uma desvalorização de 1% na semana anterior. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também teve retração de 0,88%.

Entre os setores mais impactados, o de bens de consumo básicos do CSI300 perdeu 0,66%, o setor imobiliário recuou 2,22% e o segmento de saúde registrou queda de 1,09%.

Dados Econômicos Mostram Desaceleração

Os dados divulgados indicam que as vendas no varejo cresceram apenas 3% em novembro, um ritmo significativamente menor em comparação ao aumento de 4,8% observado em outubro e à expectativa de 4,6% projetada por economistas. Já a produção industrial teve crescimento anual de 5,4% no mesmo período, mantendo-se estável em relação ao mês anterior.

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Além disso, os números sobre crédito também desapontaram, com novos empréstimos bancários crescendo abaixo do esperado em novembro, refletindo uma demanda por crédito ainda fraca, apesar das recentes medidas de estímulo econômico adotadas pelo governo.

Outros Mercados Asiáticos

A instabilidade econômica chinesa também influenciou outros mercados asiáticos. Confira os principais resultados do dia:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,03%, fechando a 39.457 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): recuo de 0,88%, a 19.795 pontos.
  • Xangai (SSEC): baixa de 0,16%, a 3.386 pontos.
  • Seul (Kospi): desvalorização de 0,22%, a 2.488 pontos.
  • Taiwan (Taiex): leve alta de 0,08%, a 23.039 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): alta de 0,28%, a 3.821 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): queda de 0,56%, a 8.249 pontos.

A conjuntura econômica da China continua a ser monitorada de perto, com os investidores aguardando novas medidas do governo para impulsionar a economia e estabilizar os mercados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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