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Exportação de Milho atinge 1 Milhão de Toneladas em Dezembro, mas com Queda no Ritmo

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De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (09), o Brasil já exportou 1.170.875,5 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) em dezembro de 2024. Esse volume representa 19,3% do total exportado no mesmo mês de 2023, que foi de 6.063.815,9 toneladas.

Nos primeiros cinco dias úteis de dezembro, a média diária de embarques ficou em 234.175,1 toneladas, o que representa uma queda de 22,8% em relação à média diária registrada em dezembro do ano anterior, quando o volume era de 303.109,8 toneladas.

Expectativa de Boa Performance nas Exportações, mas Abaixo dos Níveis Anteriores

O analista da Céleres Consultoria, Enilson Nogueira, observa que, historicamente, o Brasil tem bons desempenhos nas exportações de milho entre os meses de dezembro e janeiro. No entanto, ele destaca que os números deste ano não devem se comparar aos dois últimos anos. “Embora o câmbio depreciado ainda favoreça as exportações, os preços do mercado interno continuam acima da paridade de exportação”, afirmou Nogueira, sinalizando um potencial de boas exportações, mas abaixo dos volumes anteriores.

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Queda no Faturamento e Preço Médio

Em termos de faturamento, o Brasil arrecadou US$ 249,64 milhões com as exportações de milho até agora em dezembro, contra US$ 1,376 bilhão no total de dezembro de 2023. Isso resulta em uma queda de 27,4% na média diária, com US$ 49,93 milhões por dia útil em comparação a US$ 68,81 milhões no mesmo período do ano anterior.

O preço médio da tonelada de milho também sofreu um recuo de 6,1%, caindo de US$ 226,90 em dezembro de 2023 para US$ 213,20 em dezembro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Indústria do leite impulsiona economia do sertão nordestino com expansão de investimentos e aumento da produção

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A cadeia produtiva do leite segue em expansão no Nordeste e se consolida como um dos principais motores da economia regional, especialmente no semiárido. De acordo com dados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), a produção de leite na região cresceu 14,12% no acumulado de 2025 em relação ao ano anterior, impulsionada por avanços tecnológicos, melhoria genética do rebanho e expansão dos sistemas produtivos.

O desempenho positivo reflete o fortalecimento da atividade em praticamente todos os estados nordestinos, com aumento da oferta e maior integração entre produção rural e indústria de processamento.

Natville investe mais de R$ 700 milhões e amplia presença industrial no Nordeste

Dentro desse cenário de crescimento, o laticínio Natville, com sede em Sergipe, anunciou novos investimentos que ultrapassam R$ 700 milhões para expansão de sua estrutura industrial na região.

O principal projeto está localizado em Batalha (AL), onde a empresa investe cerca de R$ 500 milhões na construção de uma unidade voltada à produção de queijos, cremes e soro de leite, insumo amplamente utilizado pela indústria alimentícia.

A nova planta deve iniciar operações até outubro deste ano, com capacidade de captação estimada em 600 mil litros de leite por dia. O empreendimento também deve gerar cerca de 300 empregos diretos e mais de 6 mil indiretos, com impacto significativo na cadeia produtiva do campo ao processamento industrial.

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Bahia recebe nova unidade voltada à produção de queijos finos

Outro investimento relevante da Natville está em Jeremoabo (BA), onde a empresa finaliza a implantação de um complexo industrial voltado à produção de queijos finos, como parmesão, gouda e queijo reino.

A unidade tem inauguração prevista para até o fim de julho e deve gerar aproximadamente 100 empregos diretos e mais de 500 indiretos, reforçando a interiorização da atividade industrial no estado.

Expansão reforça papel social e econômico da cadeia do leite

Segundo o diretor geral da Natville, Flávio Dantas, a empresa desempenha papel estratégico na economia regional, especialmente em municípios do semiárido, onde a produção leiteira muitas vezes representa a principal fonte de renda das famílias rurais.

Atualmente, o grupo conta com mais de mil colaboradores e estima gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo propriedades rurais, transporte, indústria e comércio em estados como Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.

A atuação da empresa está concentrada principalmente em áreas do semiárido nordestino, onde a pecuária leiteira se destaca como atividade essencial para a sustentabilidade econômica local.

Infraestrutura e qualificação profissional fortalecem o setor

Em abril, o governo de Alagoas inaugurou uma estação de gás natural em Batalha, medida que deve beneficiar grandes indústrias de laticínios instaladas na região, incluindo a própria Natville e a Alvoar Lácteos, que reúne marcas como Betânia, Camponesa e Embaré.

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Além disso, o governo estadual anunciou iniciativas voltadas à capacitação profissional, com oferta de cursos técnicos gratuitos para formação de mão de obra destinada ao setor lácteo, fortalecendo a estrutura produtiva regional.

Empresa projeta crescimento de faturamento e consolidação no mercado

Fundada em 1996 no município de Nossa Senhora da Glória (SE), a Natville encerrou 2025 com faturamento de R$ 1,3 bilhão. No ano em que completa três décadas de atuação, a empresa projeta alcançar R$ 1,5 bilhão em receita, impulsionada pela expansão industrial e pelo aumento da captação de leite.

Produção de leite no Brasil cresce no 1º trimestre de 2026

No cenário nacional, a aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) totalizou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE.

O volume representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha recuado 7,9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, refletindo oscilações sazonais típicas do setor.

O resultado reforça a relevância da cadeia leiteira na economia brasileira e evidencia o papel estratégico do Nordeste na expansão da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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