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Movecta Expande Operação de Estufagem de Contêineres e Aumenta Capacidade para Exportação de Commodities

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A Movecta, uma das principais empresas de logística integrada do Brasil, está ampliando sua operação de estufagem de contêineres para exportação de commodities agrícolas. A nova estrutura, instalada no terminal alfandegado do Guarujá (SP), agora conta com quatro estações de trabalho, o que resulta em um aumento significativo na produtividade e capacidade operacional.

Flávio Novoa, líder da unidade da Movecta no Guarujá, explicou que, com a expansão para quatro estações, foi possível otimizar o uso do espaço e integrar buffers para contêineres vazios, permitindo um fluxo contínuo de operações. “Essa remodelação quase dobrou nossa capacidade de estufagem e tornou a operação mais estratégica e ágil, com um serviço ainda mais eficiente. Além do algodão, agora também podemos operar com outros produtos, como café e açúcar, atendendo às necessidades diversificadas de nossos clientes”, destacou.

Os resultados da mudança já são visíveis. “Antes dessa expansão, movimentávamos cerca de 600 contêineres mensais. Em outubro, já conseguimos movimentar aproximadamente 1 mil contêineres e estamos preparados para manter esse volume nos próximos meses”, afirmou Flávio.

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Para viabilizar essa ampliação, a Movecta investiu cerca de R$ 800 mil em melhorias operacionais, como a elevação dos pisos, ampliação da área, aumento da frota de empilhadeiras e de transporte, além da contratação de mais pessoal para a operação. “A elevação dos pisos ajuda a prevenir danos causados pela água em dias de chuva, reduzindo a ociosidade. A ampliação da frota de empilhadeiras de pequeno e grande porte proporciona mais agilidade e eficiência ao processo”, explicou o executivo.

Neste ano, a Movecta já destinou cerca de R$ 20 milhões para modernizar as operações de seu terminal no Guarujá, com investimentos em quatro reach stackers (veículos utilizados para movimentação de contêineres), novos caminhões e novos sistemas operacionais.

Rodrigo Casado, presidente e CEO da Movecta, afirmou que os investimentos fazem parte de um planejamento estratégico mais amplo. “Estamos investindo de forma significativa em infraestrutura para suportar o crescimento contínuo da companhia. Esses investimentos estão alinhados com nossa previsão de investir mais de R$ 100 milhões até 2026, conforme anunciado no lançamento da marca no final de 2023. Nosso objetivo é aprimorar continuamente nosso nível de serviço, agregando valor aos nossos clientes”, concluiu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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