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Corte de Gastos do Governo Levanta Preocupações no Setor Produtivo

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O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (PP-PR), expressou hoje sua preocupação com as propostas do governo de corte de gastos, que incluem mudanças no projeto de lei complementar (PLP) 210/2024, especialmente no que se refere à limitação da compensação de créditos tributários. Em declarações à imprensa, Lupion criticou a proposta, considerando “utópica” a ideia de superávit fiscal apresentada pelo governo, sugerindo que o setor produtivo será o principal responsável por pagar a conta por meio do corte de subsídios e subvenções.

O PLP 210/2024, apresentado pelo líder do governo José Guimarães (PT-CE), propõe a vedação de incentivos fiscais em casos de déficit primário ou superávit primário anual, o que, segundo Lupion, agrava ainda mais a situação fiscal do país e pode prejudicar setores chave da economia, como o agropecuário. “O déficit fiscal é absurdo e tem atrapalhado toda a economia. Com a alta do dólar e a expectativa de aumento da taxa de juros, a retração nos investimentos é iminente”, afirmou o parlamentar.

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Lupion ressaltou que a falta de incentivos para o setor exportador, como no caso dos fertilizantes, carnes, defensivos e insumos agropecuários, prejudica a competitividade do Brasil no mercado internacional. A dependência de produtos importados e a taxação em dólar, segundo ele, aumentam o custo de produção e pressionam ainda mais a rentabilidade do setor. “Não podemos permitir que o setor produtivo arque com os custos de um governo sem responsabilidade fiscal”, completou.

Reformas e Expectativas no Setor Agropecuário

Além das questões fiscais, Lupion demonstrou pessimismo em relação à reforma tributária em tramitação no Senado. O setor agropecuário espera, ao menos, a manutenção das conquistas aprovadas na Câmara dos Deputados, como a inclusão das carnes na cesta básica desonerada. O texto da reforma tributária deverá ser votado na próxima semana no Senado. “A posição do relator, senador Eduardo Braga, ainda é incerta, mas nossa luta é para manter as conquistas da Câmara”, afirmou Lupion.

Na FPA, a eleição para a presidência da bancada ruralista também gerou destaque. Pedro Lupion foi reconduzido ao cargo, com um novo mandato que se estenderá até o final da legislatura de 2026. Outras mudanças também ocorreram na coordenação da bancada, com novos nomes ocupando posições-chave na Câmara e no Senado.

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Pauta Prioritária da FPA

Entre os principais projetos da FPA estão o PL 1406/2024, que trata da reciprocidade ambiental no comércio internacional, e as propostas que formam o pacote anti-invasão de terras, com destaque para o PL 709/2023 e o PL 8262/17. A bancada também está empenhada em reformular o seguro rural, aprimorar o licenciamento ambiental e debater a PEC do marco temporal, além de apoiar a criação de um Estatuto do Pantanal.

Outro projeto importante é o Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta a Reforma Tributária e ainda está em análise no Senado. A FPA está articulando para garantir que os pontos conquistados na Câmara, como a inclusão das carnes na cesta básica, sejam mantidos e aprimorados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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