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Inteligência artificial transforma rastreabilidade na pecuária e amplia lucratividade dos produtores

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Rastreabilidade na pecuária será obrigatória até 2032

O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), torna obrigatória a rastreabilidade em toda a cadeia produtiva da pecuária até 2032. Mais do que uma exigência legal, o procedimento representa uma grande oportunidade de ganhos para o produtor rural.

Tecnologia e inteligência artificial como aliadas

Durante palestra no Encontro Mega PEC, parte do Congresso Conecta Agro em Campinas (SP), Paulo Dancieri, cofundador e CEO da BovExo, e a zootecnista Consolata Piastrella, sócia-fundadora da Piastrella Rastreabilidade, destacaram como a inteligência artificial (IA) pode revolucionar o setor.

Dancieri explicou que sistemas avançados já disponíveis analisam dados do rebanho em tempo real, identificam oportunidades e apoiam decisões estratégicas para melhorar desempenho zootécnico e controle sanitário. “A IA aplicada à rastreabilidade vai além do uso comum, entregando informações práticas dentro do tempo certo, impactando diretamente na rentabilidade e no ganho de peso dos animais”, afirmou.

Visão individualizada do animal para gestão eficiente

Para o CEO da BovExo, o sucesso depende da mudança de perspectiva do produtor, que deve enxergar cada bovino como uma unidade zootécnica individual. A rastreabilidade permite acompanhar o desempenho de cada animal, convertendo dados em ações concretas para otimizar resultados na propriedade.

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Produtores já antecipam a obrigatoriedade

Consolata Piastrella ressaltou que muitos pecuaristas já estão se preparando antes do prazo final de 2032. “Eles compreendem que a rastreabilidade é mais do que um requisito legal — é uma ferramenta para melhorar a gestão e aumentar a lucratividade, pois cada animal tem comportamento e desempenho próprios”, comentou.

Marco para a pecuária de precisão no Brasil

Os especialistas avaliam que a expansão da rastreabilidade com o suporte tecnológico é um passo crucial na evolução da pecuária nacional. “Mais do que cumprir uma lei, trata-se de avançar para a pecuária de precisão, reduzindo desperdícios, elevando a produtividade e garantindo controle total da operação. O produtor precisa iniciar esse processo desde já”, concluiu Dancieri.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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