AGRONEGÓCIO

Indicador Antecedente de Emprego aponta desaceleração no mercado de trabalho em 2025, diz FGV

Publicado em

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Brasil registrou queda em novembro, atingindo o menor nível em cinco meses e sinalizando um ritmo mais lento no mercado de trabalho para o início de 2025. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IAEmp, que antecipa a tendência do mercado de trabalho brasileiro, recuou 1,8 ponto em novembro, alcançando 79,9 pontos. Esse é o menor patamar desde junho de 2024, quando o indicador registrou 79,4 pontos.

De acordo com Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre, o desempenho do IAEmp reflete uma desaceleração gradual após uma recuperação consistente ao longo de 2024. “O indicador vem dando sinais de desaceleração nos últimos meses, sugerindo que o mercado de trabalho deve apresentar um ritmo mais lento no início de 2025”, afirmou Tobler em nota.

Ele atribui essa desaceleração à combinação de um aumento da incerteza nos últimos meses e à expectativa de um crescimento econômico mais moderado no próximo ano. “Isso aponta para um novo momento do indicador, caracterizado por maior cautela por parte dos empresários em relação às suas intenções de contratar”, completou.

Leia Também:  Custo de Produção do Milho em Mato Grosso Aumenta Quase 4% na Safra 2024/25

Os componentes do IAEmp indicaram piora em cinco dos sete itens avaliados. As maiores contribuições negativas foram registradas pelos indicadores de Tendência dos Negócios (-0,8 ponto), Situação Atual dos Negócios da Indústria (-0,6 ponto) e Emprego Previsto para Serviços (-0,5 ponto).

Em contrapartida, dois componentes apresentaram resultados positivos: os indicadores de Emprego Local Futuro do Consumidor (+0,5 ponto) e Situação Atual dos Negócios da Indústria (+0,4 ponto).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

Published

on

A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

Leia Também:  Gasolina recua em agosto com entrada da mistura E30, aponta levantamento da Edenred Ticket Log

No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Leia Também:  Estabilidade no mercado de feijão e projeções para recuperação

O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA