AGRONEGÓCIO
Estabilidade no mercado de feijão e projeções para recuperação
Publicado em
26 de fevereiro de 2024por
Da RedaçãoO mercado brasileiro de feijão experimentou uma semana com aumento na oferta devido à colheita da primeira safra, trazendo perspectivas positivas para a recuperação dos preços. Analistas indicam que os empacotadores já estão buscando oportunidades de negócios para o próximo mês.
Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, destaca que, com o declínio do pico da colheita do feijão carioca, espera-se uma redução gradual na oferta, o que pode contribuir para a estabilização dos preços, mantendo-se uma demanda constante.
No entanto, Oliveira ressalta os desafios relacionados à qualidade do feijão devido às condições climáticas adversas enfrentadas durante a primeira safra, como excesso de chuvas e eventos extremos. Isso impactou significativamente o rendimento e a condição geral da cultura.
A oferta predominante continua sendo de feijões classificados abaixo de nota 8,5, sendo o feijão de nota 8,5 o mais comum nas negociações desta semana. Apesar disso, as transações não apresentaram um volume expressivo, movimentando cerca de 6 a 8 mil sacas, conforme o analista.
Oliveira projeta uma gradual recuperação nos preços do feijão carioca nas próximas semanas, à medida que a pressão da oferta diminui e a demanda aumenta. O retorno à normalidade após o Carnaval também é esperado para impulsionar as atividades comerciais. Com a aproximação da colheita da segunda safra em abril, há previsões de recuperação nas cotações, pelo menos na primeira quinzena de março.
Em relação ao feijão preto, o Paraná, principal estado produtor, enfrentou dificuldades devido aos efeitos do El Niño, resultando em estoques reduzidos e preços elevados, ultrapassando R$ 400 por saca. Apesar da escassez, as negociações persistem, especialmente por meio de vendas diretas e embarques, aproveitando os preços atrativos.
Em resumo, o cenário atual apresenta relativa estabilidade para o feijão carioca, com expectativas de uma recuperação gradual nos preços, enquanto o feijão preto mantém-se em patamares elevados devido à escassez e à persistente demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças
Published
15 minutos agoon
5 de setembro de 2026By
Da Redação
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.
As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.
O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.
Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.
A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.
Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.
Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.
O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.
O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.
Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.
A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.
Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.
A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.
A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.
Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.
A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.
Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.
A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.
O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.
Fonte: Pensar Agro
Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças
Algodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
Professora da Rede Municipal de Várzea Grande lança livro durante 21º Festival do Fetran
Mercado de flores antecipa tendências e negociações para vendas de fim de ano
Paranatinga, Primavera, Campo Verde e Rondonópolis recebem primeiras edições do projeto Conecta Advocacia
CUIABÁ
MATO GROSSO
Paranatinga, Primavera, Campo Verde e Rondonópolis recebem primeiras edições do projeto Conecta Advocacia
A conexão entre a Seccional e a advocacia do interior marcou a semana da Ordem dos Advogados do Brasil –...
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que...
Promotora de Justiça do MPMT toma posse no Instituto Panamericano
A promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) Taiana Castrillon Dionello tomou posse como membro titular do...
POLÍCIA
PF prende homem com 5,5kg de cocaína no Aeroporto do Galeão/RJ
Rio de Janeiro/RJ. Na noite desta sexta-feira, (4/9), a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem que transportava cerca de...
PF faz operação contra o tráfico internacional de crianças
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (4/9), a Operação Repatriar, com o cumprimento de três mandados de...
FICCO/MG e PM/ES prendem investigado por liderar tráfico de drogas
Governador Valadares/MG. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), em ação conjunta com a Polícia...
FAMOSOS
Luma Cesar celebra primeiro mês de vida do filho Arthur: ’30 dias de muito amor’
Luma Cesar, filha de Elaine Mickely e Cesar Filho, compartilhou nesta sexta-feira (4), registros especiais para celebrar o primeiro mês...
Leticia Spiller mostra rotina com yoga, sol, treino e trabalho: ‘Tem dia que é combo!!’
Leticia Spiller, de 53 anos, mostrou nas redes sociais, nesta sexta-feira (4), que teve um dia bastante movimentado. A atriz...
Yudi Tamashiro exibe antes e depois de harmonização facial: ‘Muito mais jovem!’
Yudi Tamashiro, de 34 anos, mostrou o resultado da primeira sessão de uma harmonização facial realizada recentemente. O resultado do...
ESPORTES
Grêmio vence o Internacional por 3 a 1 e avança às semifinais da Copa do Brasil
O Grêmio venceu o Internacional por 3 a 1 nesta quinta-feira (03.09), na Arena do Grêmio, e garantiu a classificação...
Vasco vence o Vitória novamente e avança às semifinais da Copa do Brasil
O Vasco está classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Depois de vencer o Vitória por 1 a 0...
Palmeiras segura empate com o Santos e confirma vaga na semifinal da Copa do Brasil
O Palmeiras está classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira (02.09), o Verdão empatou em...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT5 dias agoComissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas
-
Política MT4 dias agoMulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT
-
Política MT3 dias agoComissão de Saúde intensifica fiscalização de hospitais e obras no primeiro semestre
-
Esportes6 dias agoBahia vence o Internacional na Fonte Nova e entra no G-5 do Brasileirão



