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Exportações recordes e valorização do café marcam novembro, aponta Rabobank

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O Rabobank divulgou seu relatório mensal sobre o mercado do café, elaborado pelo analista Guilherme Morya. Segundo o estudo, o Brasil registrou em outubro um recorde histórico ao exportar 4,9 milhões de sacas de 60 quilos, o maior volume já registrado para o período. Esse desempenho representa um crescimento de 8,1% em relação a setembro e de 11,6% na comparação anual.

No acumulado de 2024, o país exportou 41,5 milhões de sacas, 35,1% a mais do que no mesmo intervalo do ano anterior. Contudo, gargalos logísticos seguem limitando o potencial exportador. Até setembro, cerca de 2,1 milhões de sacas deixaram de ser embarcadas, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Café canéfora e relação de troca em destaque

As exportações de café canéfora (robusta) tiveram crescimento expressivo em 2024, totalizando 7,9 milhões de sacas, uma alta de 140% em relação ao ano passado. Paralelamente, a relação de troca entre café verde e fertilizantes atingiu, em novembro, o menor patamar dos últimos 13 anos. Atualmente, são necessárias 1,3 sacas de café para adquirir 1 tonelada de fertilizante (blend 20-05-20), valor 47% inferior ao de 2023.

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Essa queda foi impulsionada pela valorização dos preços do café nas últimas semanas, combinada com a retração nos preços dos fertilizantes devido à menor demanda. Contudo, as tensões geopolíticas envolvendo Ucrânia e Rússia continuam representando um risco potencial para uma nova alta nos preços dos insumos agrícolas.

Valorização no mercado interno e incertezas para 2025/26

Após pressões negativas em outubro, os preços internos do café apresentaram forte recuperação em novembro. A desvalorização do real, aliada ao aumento na demanda, elevou os preços médios do café arábica em 11%, superando R$ 1.900 por saca. O robusta também teve alta de 7%.

Apesar de uma florada excepcional em grande parte das regiões produtoras de arábica, a incerteza quanto à fixação dessa florada preocupa os produtores. A seca prolongada e as altas temperaturas que atingiram as plantações até setembro já impactaram o potencial produtivo para a safra 2025/26. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta estoques de passagem de apenas 1,2 milhão de sacas para 2024/25, aumentando as incertezas.

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Perspectivas climáticas e mercado volátil

As chuvas retornaram em outubro e persistiram em novembro, beneficiando as regiões produtoras de arábica. No entanto, a continuidade do regime de chuvas nos próximos meses será essencial para o desenvolvimento dos frutos e a consolidação da safra.

No cenário atual, com incertezas climáticas e geopolíticas, além de potenciais medidas tarifárias nos Estados Unidos e a entrada em vigor do regulamento europeu EUDR, espera-se alta volatilidade nos preços no curto prazo. Muitos produtores, cautelosos, têm optado por comercializar apenas volumes necessários, limitando a oferta no mercado doméstico.

Esse contexto reforça o desafio de equilibrar oferta, demanda e planejamento agrícola diante de variáveis imprevisíveis que moldam o mercado global do café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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