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Commodities Lácteas Mantêm Estabilidade no Mercado Internacional, aponta Embrapa

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Os preços das commodities lácteas têm demonstrado estabilidade no mercado internacional, apesar de pequenas oscilações mensais. Essa tendência, consolidada desde fevereiro deste ano, segue uma recuperação iniciada no segundo semestre de 2023. No mais recente leilão da GDT, o leite em pó integral teve uma leve alta, alcançando US$ 3.259 por tonelada. A manteiga, por sua vez, atingiu US$ 6.489 por tonelada, estabelecendo um novo patamar de preços que se mantém desde o início do ano.

A demanda da China, que tradicionalmente impulsiona o mercado, tem diminuído devido à deflação interna generalizada e ao desaquecimento econômico, fatores que afetam negativamente salários e níveis de emprego, impactando a demanda por lácteos. No entanto, não houve mudanças significativas na oferta global que pudessem alterar esse cenário. A estabilidade na demanda e na oferta tem contribuído para a manutenção dos preços.

No cenário interno, o Brasil apresenta sinais positivos para sua economia. Para 2024, a previsão de crescimento do PIB é de 2,2%, após um aumento de 2,9% em 2023, quando a renda per capita atingiu R$ 50 mil. O nível de desemprego continua baixo, em 6,9%, o que melhora a massa salarial e impacta positivamente a demanda geral. As vendas em supermercados e no varejo cresceram, respectivamente, 4,9% e 2,6% nos últimos doze meses.

Apesar das preocupações, a inflação anual medida pelo IPCA está em 4,5%, ligeiramente abaixo dos 4,6% registrados em 2023. O segmento de leite e derivados viu um aumento de preços de 1,3% no mesmo período, representando apenas 29% da inflação oficial. Essa leve elevação contribui para a redução do custo de vida das famílias e incentiva a demanda por produtos lácteos, o que pode resultar em um aumento na captação de leite pelos laticínios em 2024.

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O mês de julho registrou um aumento de 0,9% nos custos de produção de leite, conforme o ICPLeite/Embrapa. Nos últimos três meses (maio a julho), houve um aumento contínuo de 3,4% nos custos, refletindo uma tendência de alta nos preços dos insumos. Os preços dos insumos, em geral, aumentaram, com destaque para o grupo de Energia e Combustível, impulsionado pela alta da gasolina e pela mudança para a bandeira amarela na energia elétrica. Fertilizantes também apresentaram aumento, refletindo a valorização do dólar frente ao real, visto que são majoritariamente importados. Outros grupos, como Concentrado, Minerais e Sanidade e Reprodução, também tiveram elevações, embora em menor escala. O custo da mão de obra permaneceu estável, e o custo da qualidade do leite teve uma leve redução de 0,3%.

O preço médio pago ao produtor, que subiu de outubro de 2023 a junho deste ano, atingiu R$ 2,75, de acordo com o Cepea/USP. Essa elevação melhorou a relação de troca do leite com os insumos, reduzindo a pressão sobre os produtores. O preço do leite UHT e do queijo muçarela manteve-se estável no atacado, com pequenas variações positivas devido ao aumento da demanda no período de volta às aulas. No entanto, a combinação de preços ao produtor em alta e preços de produtos processados estáveis no atacado e em declínio no varejo tem levado a uma redução nas margens dos laticínios e do varejo.

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Em 2023, o volume importado de leite foi elevado, pressionando os preços internos. Esse fenômeno persistiu em 2024, com importações superando os volumes do ano anterior em quatro dos sete primeiros meses. No entanto, a demanda interna aquecida evitou um cenário caótico semelhante ao de 2023.

Olhando para o futuro próximo, espera-se uma queda natural nos preços ao produtor no segundo semestre, devido ao aumento da oferta interna e das importações, mesmo com a demanda elevada. Entretanto, a produção de leite na Argentina e no Uruguai está em declínio devido ao desânimo dos produtores e problemas climáticos, o que pode afetar o volume exportado e o excedente interno. Além disso, a CNA entrou com um pedido ao governo brasileiro para a adoção de medidas anti-dumping contra a Argentina. Embora o processo seja lento, a aprovação do pedido pode levar a uma redução imediata no volume importado pelo Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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São Paulo lidera ranking nacional com 564 Selos Arte e impulsiona produção artesanal de alimentos de origem animal

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São Paulo se torna referência nacional na certificação de produtos artesanais

O Estado de São Paulo alcançou a liderança nacional no número de Selos Arte concedidos a estabelecimentos produtores de alimentos de origem animal. Ao todo, são 564 selos emitidos, consolidando o estado como principal polo de certificação no país.

Os dados acompanham o crescimento do registro de estabelecimentos artesanais no Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP), vinculado à Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Atualmente, os produtos certificados estão distribuídos entre 298 estabelecimentos registrados no SISP e outros 266 vinculados a Serviços de Inspeção Municipais (SIMs).

Selo Arte permite comercialização interestadual de produtos artesanais

O Selo Arte é uma certificação do Governo Federal que autoriza a comercialização interestadual de alimentos artesanais de origem animal, como queijos, embutidos, mel e outros produtos típicos.

A iniciativa beneficia pequenos e médios produtores ao permitir a ampliação de mercado, mantendo a identificação de produtos com características tradicionais e regionais.

De acordo com a legislação, são considerados artesanais os produtos elaborados em pequena escala, com processos tradicionais e identidade regional.

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Crescimento do setor reflete expansão da agroindústria artesanal paulista

Além dos 564 Selos Arte concedidos, São Paulo conta atualmente com 299 estabelecimentos artesanais registrados no SISP e aptos a solicitar a certificação.

O setor é distribuído em diferentes cadeias produtivas:

  • 130 estabelecimentos de carnes
  • 114 de leite
  • 20 de ovos
  • 27 de mel
  • 13 de pescados

O avanço reflete a expansão da agroindústria artesanal no estado e o fortalecimento da formalização da produção.

Simplificação de regras impulsionou crescimento acelerado dos registros

O crescimento do setor ganhou força a partir de 2023, após a publicação da Resolução SAA nº 63, que simplificou os processos de registro, reforma e ampliação de estabelecimentos artesanais vinculados ao SISP.

Desde então, o número de registros apresentou forte evolução:

  • 47 estabelecimentos registrados em 2023
  • 106 em 2024
  • 115 em 2025
  • 51 já em 2026

Segundo a Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (CIPOAV), o ritmo de formalização aumentou significativamente.

“Até 2023, tínhamos uma média de 2,2 registros de artesanal por ano e hoje o SISP registra um estabelecimento artesanal em média a cada 3,15 dias”, destacou o órgão.

Estado lidera expansão e reforça competitividade do setor artesanal

Para a Defesa Agropecuária, a liderança de São Paulo no número de Selos Arte reflete a consolidação de políticas públicas voltadas à formalização e valorização da produção artesanal.

“Queremos, além de nos consolidar nessa posição, que os produtores artesanais com SISP nos submetam ainda mais pedidos de Selo Arte para que continuemos levando o sabor e a qualidade de nossos produtos para todo o Brasil”, afirmou João Gustavo Loureiro, responsável pela CIPOAV.

Registro garante acesso ao mercado e valorização do produto artesanal

Para obter o registro como estabelecimento artesanal no SISP, o produtor deve procurar a unidade regional da Defesa Agropecuária correspondente à sua região.

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A certificação se tornou um instrumento estratégico para ampliar a competitividade, garantir segurança alimentar e permitir que produtos artesanais alcancem novos mercados em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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