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Controladoria em Ação chegará a todas as Secretarias e órgãos municipais

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A Controladoria Geral do Município (CGM) iniciou o projeto Controladoria em Ação, com o objetivo de apresentar detalhadamente o novo Guia Prático de Fiscalização Contratual. A iniciativa chegará a todas as secretarias e órgãos municipais, fortalecendo a aproximação com a CGM, que tem a função de prestar orientações técnicas e recomendações preventivas. A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão (SMSocial) foi a primeira a ser contemplada com a visita, liderada pelo controlador Wesley Bucco, na tarde de terça-feira (5). A próxima será a Secretaria Municipal de Habitação.

O Guia Prático de Fiscalização Contratual é um documento elaborado para padronizar e aperfeiçoar os procedimentos de acompanhamento e fiscalização dos contratos e convênios celebrados pela SMSocial, fortalecendo a governança, a transparência e a eficiência administrativa.

“O projeto Controladoria em Ação visa aproximar a Controladoria Geral dos órgãos, principalmente para oferecer apoio técnico com orientações e recomendações preventivas. O que a controladoria busca é antecipar situações de desafios e dificuldades, para que haja uma resolução no âmbito de cada secretaria, em relação a pagamentos de despesas, contratos administrativos, licitações, folha de pagamento. A ideia é aproximar e demonstrar que a controladoria está junto dos órgãos para dar esse apoio. Quando a gente se reúne, o bate-papo e o compartilhamento de desafios ajudam a sanar muitas dúvidas e encontrar soluções”, frisou Wesley.

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Segundo ele, a CGM quer construir uma administração em conformidade legal, uma administração transparente, que evite qualquer tipo de desvio ou erro, o que, consequentemente, se refletirá na prestação de um serviço mais eficiente.

Mais que isso, a Controladoria quer conhecer a realidade de cada órgão. Para isso, estará indo in loco. Considerando que cada órgão tem atuação diferente, o objetivo é entender essas realidades e ajudar a superar desafios.

“O Guia de Fiscalização de Contratos é nosso foco e precisa chegar ao conhecimento de todos. É um manual que contempla as atribuições e competências de gestores e fiscais de contratos, que são agentes fundamentais, essenciais para que os contratos administrativos ocorram de forma legal, eficiente e dentro dos padrões aceitos pela administração pública”, pontuou.

Durante a explanação, dúvidas levantadas pela equipe gestora da SMSocial foram esclarecidas, promovendo maior segurança e padronização na condução dos processos internos.

“É uma excelente parceria. As secretarias têm que caminhar junto com a Controladoria, com a finalidade de demonstrar que os recursos públicos estão sendo bem aplicados, com uma gestão acertada, afinada tanto com a Controladoria quanto com o Tribunal de Contas”, destacou a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela de Oliveira.

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O controlador-geral Wesley Emerich Bucco abriu os trabalhos ressaltando a importância do controle interno e do rigor nos procedimentos administrativos relacionados à formalização, execução e prestação de contas dos contratos e convênios da secretaria, entre outros assuntos.

Na sequência, o diretor de Controle Interno, Wanderson Arruda Oliveira, detalhou o conteúdo do guia, esclarecendo metodologias, fluxos operacionais e rotinas recomendadas para a fiscalização contratual.

O ouvidor-geral, Jeidson Rodrigo de Campos, orientou sobre o funcionamento do Sistema Municipal de Ouvidoria, destacando o arcabouço normativo aplicável e a relevância da implantação e fortalecimento da Ouvidoria Setorial no âmbito da SMSocial.

A Diretoria Geral de Transparência, representada pela assessora técnica Joilce Botelho Acosta, apresentou as diretrizes e ferramentas relativas à transparência pública, enfatizando a importância do Portal da Transparência, da publicidade ativa dos atos administrativos, da correta alimentação dos sistemas oficiais e do cumprimento das obrigações legais relacionadas à prestação de contas.

Também participaram o diretor especial da Controladoria Geral, Willian Adorno, a secretária adjunta de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Paola Reis, e toda a equipe técnica da secretaria.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Prefeitura recorre de decisão que suspendeu decreto sobre loteamentos em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com o objetivo de reverter a decisão liminar que suspendeu o decreto municipal que interrompeu temporariamente a análise e a aprovação de projetos de loteamentos com terrenos menores que 200 metros quadrados. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (10) e será analisado pelo Órgão Especial do tribunal.

A decisão que suspendeu o decreto foi tomada pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo diretório estadual do MDB. Em decisão preliminar, a magistrada entendeu que o município criou novas regras para os loteamentos por meio de um decreto, quando isso dependeria de aprovação por lei.

No recurso, a Procuradoria Geral do Município afirma que a decisão foi baseada em uma interpretação divergente do decreto e pede que a liminar seja revogada. Segundo a Prefeitura, o texto não criou novas exigências para empreendedores, mas apenas interrompeu temporariamente a análise de determinados projetos até a conclusão da revisão da legislação urbanística da capital.

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Na fundamentação do recurso, a Procuradoria sustenta que “o ato, todavia, nada indefere e nenhum requisito novo impõe: seu art. 1º limita-se a suspender temporariamente a análise, a emissão de diretrizes e a aprovação de determinados projetos de parcelamento. As medidas de 200 m² e de 10 m operam como simples critério de delimitação do universo de processos sobrestados, e não como parâmetro urbanístico exigível dos administrados”.

Outro ponto contestado pela Prefeitura é o entendimento de que não existiria base legal para a edição do decreto. Conforme a Procuradoria, a medida está amparada em uma lei municipal que autoriza a administração pública a adotar providências preventivas em situações que possam trazer riscos ao interesse público.

A Prefeitura também defende que o decreto tem caráter temporário e preventivo e não altera a legislação em vigor nem cria novas regras para os loteamentos. “Não se trata de regulamento autônomo, mas de providência acauteladora fundada no poder geral de polícia urbanística: ato geral, de caráter técnico e subordinado aos parâmetros fixados na legislação vigente. Cuida-se de exercício típico do poder de polícia administrativa, e não de inovação normativa primária, o que afasta qualquer cogitação de usurpação da função legislativa”, argumenta a Procuradoria.

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O município afirma ainda que a norma não teve efeito retroativo, pois atingiu apenas projetos que ainda aguardavam análise, sem modificar aprovações já concedidas. A Procuradoria também sustenta que manter a suspensão do decreto pode provocar prejuízos maiores, já que permitiria a aprovação de novos loteamentos enquanto a revisão do Plano Diretor ainda está em andamento, criando impactos urbanísticos que seriam difíceis de reverter.

Com o recurso, a Prefeitura pede que a desembargadora reveja a própria decisão ou, caso isso não ocorra, que o caso seja levado ao Órgão Especial do TJMT para decidir se o decreto volta a produzir efeitos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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