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Exportações Recordes Sustentam Alta nos Preços do Boi em Algumas Regiões

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O mercado físico do boi gordo registrou novas altas de preços nesta semana, destacando-se as negociações no estado de Goiás, onde os valores já alcançam R$ 350 por arroba. Em São Paulo, também houve registros acima da média de referência. Já na Região Norte, o cenário se mantém mais estável, com preços acomodados e eventuais negociações abaixo da média.

De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, as exportações brasileiras de carne bovina têm impressionado nesta temporada, especialmente no final de 2024, que apresenta os maiores volumes da história. “O amplo processo de desvalorização cambial, somado à recuperação dos preços em dólar da carne bovina no mercado internacional, torna o cenário ainda mais atrativo”, destacou Iglesias.

Preços Médios da Arroba

Conforme dados do mercado físico apurados em 21 de novembro, os preços da arroba à prazo nas principais regiões produtoras apresentaram as seguintes variações semanais:

  • São Paulo: R$ 349,33 (+2,9%) ante R$ 339,42 em 14 de novembro.
  • Goiás: R$ 348,75 (+5,22%) frente a R$ 331,43.
  • Minas Gerais: R$ 333,82 (+1,33%) contra R$ 329,41.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 333,86 (+2,5%) em comparação a R$ 325,68.
  • Mato Grosso: R$ 331,01 (+5,2%) ante R$ 314,59.
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Exportações em Alta Histórica

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada continuam em ritmo recorde. Nos primeiros 10 dias úteis de novembro, o setor movimentou US$ 663,152 milhões, com uma média diária de US$ 66,315 milhões. O volume exportado alcançou 137,340 mil toneladas, com uma média diária de 13,734 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 4.828,50.

Em comparação com novembro de 2023, os resultados apontam um avanço significativo:

  • Valor médio diário: alta de 53,6%.
  • Quantidade média diária: aumento de 46,1%.
  • Preço médio por tonelada: crescimento de 5,1%.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), reforçam a competitividade da carne bovina brasileira no mercado global, impulsionada pela alta demanda internacional e pela atratividade dos preços em dólar.

Com a demanda aquecida e as exportações em ritmo acelerado, o mercado segue com perspectivas positivas, especialmente para os estados onde a valorização já ultrapassou a média nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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