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Tereos Alcança Novo Marco com Exportação Recorde de Açúcar VHP para a Ásia

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Em julho de 2024, a Tereos estabeleceu um novo recorde ao realizar o maior embarque de açúcar VHP (Very High Polarization) da safra 2024/2025. A operação, que envolveu o carregamento de 60 mil toneladas em um único navio, teve como destino o mercado asiático, especificamente a Indonésia. O embarque foi realizado no Terminal Integrador Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), da VLI, localizado na Baixada Santista. O Tiplam é um ponto estratégico para os fluxos de importação e exportação no corredor Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica.

Desde a inauguração, em novembro de 2020, de dois armazéns dedicados ao açúcar — um no Tiplam e outro no Terminal Integrador de Guará (TIGU), em São Paulo —, a parceria entre VLI e Tereos tem se consolidado. O armazém do Tiplam possui capacidade para 115 mil toneladas de açúcar bruto, enquanto o TIGU, próximo às unidades industriais da Tereos, comporta até 160 mil toneladas. Esse complexo logístico é fundamental para o escoamento do açúcar destinado à exportação.

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O embarque recorde sublinha o avanço significativo da Tereos em sua capacidade de exportação e reforça sua posição de destaque no setor. “Este marco demonstra nossa capacidade de atender grandes demandas internacionais e fortalece nossa parceria com a VLI, que é crucial para operações dessa magnitude”, afirma Gustavo Segantini, diretor comercial da Tereos.

Nicolas Szwako, diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, destaca a eficiência das operações logísticas: “A nossa capacidade de operar de forma multimodal e a distribuição estratégica ao longo do Corredor Sudeste nos permite movimentar o açúcar das regiões produtoras de Goiás, Minas Gerais e São Paulo de maneira ágil e segura, gerando valor para nossos clientes e impulsionando as exportações brasileiras.”

Para o segundo semestre de 2024, a Tereos já projeta novos grandes embarques de açúcar VHP para a Ásia. O açúcar VHP, caracterizado por ser menos úmido e de coloração mais escura, é frequentemente exportado para refino em outros países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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