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Crescimento do PIB Brasileiro em 2022: Alta no Brasil e Distribuição Regional

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Em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 3,0% em volume em comparação com o ano anterior, totalizando R$ 10,1 trilhões. Este resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo da economia em 24 das 27 unidades da federação. As maiores elevações ocorreram em Roraima (11,3%), Mato Grosso (10,4%), Piauí (6,2%) e Tocantins (6,0%). Os estados do Rio Grande do Sul (-2,6%), Espírito Santo (-1,7%) e Pará (-0,7%) foram as exceções, apresentando queda em seus respectivos PIBs.

Desempenho Regional e Setorial

Nenhuma das cinco grandes regiões do Brasil apresentou queda no PIB em 2022. A Região Sul teve um crescimento praticamente estável de 0,1%, enquanto as demais regiões apresentaram altas expressivas: Centro-Oeste (5,9%), Nordeste (3,6%), Sudeste (3,4%) e Norte (2,0%).

Entre os setores econômicos, o destaque foi para o crescimento dos Serviços (4,3%) e da Indústria (1,5%). No entanto, a Agropecuária apresentou uma retração de 1,1%, impactada por fatores como a estiagem prolongada no Rio Grande do Sul. A recuperação econômica observada nos últimos dois anos reflete a superação das dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19.

Mudanças na Participação Regional no PIB Nacional

Em termos de participação no PIB nacional, a Região Sudeste teve o maior crescimento relativo, com um aumento de 1,0 ponto percentual, representando 53,3% do total nacional. No mesmo período, a Região Centro-Oeste também registrou um leve aumento de 0,3 p.p. Já as Regiões Sul (-0,7 p.p.) e Norte (-0,6 p.p.) sofreram pequenas perdas de participação, enquanto o Nordeste manteve seu peso de 13,8%.

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O Distrito Federal, com o maior PIB per capita do Brasil, seguiu como líder na classificação com R$ 116.713,39. O estado de São Paulo ocupou o terceiro lugar, com R$ 70.470,53, atrás do Rio de Janeiro (R$ 71.849,66). Em relação aos últimos 20 anos, a Região Sudeste foi a única a perder participação no PIB nacional (-4,1 p.p.), principalmente devido à queda das economias de São Paulo e Rio de Janeiro.

Perspectivas Regionais e Impactos Setoriais

O desempenho regional refletiu a diversidade econômica do país. No Norte e Centro-Oeste, a Agropecuária teve um papel crucial, especialmente em estados como Mato Grosso e Roraima, onde a produção de soja contribuiu significativamente para o crescimento. Em estados como Espírito Santo e Pará, a retração foi influenciada pela queda nas Indústrias extrativas, com a redução na produção de minério de ferro e petróleo.

A Região Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, foi a que mais cresceu, impulsionada também pelo setor de Indústrias de transformação e pelo comércio. Já o desempenho da Região Sul, afetado pela queda da Agropecuária no Rio Grande do Sul, foi o mais modesto.

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Ajustes no Sistema de Contas Regionais e Projeções Futuras

O IBGE, em parceria com diversos órgãos estaduais, está em processo de revisão das séries históricas do Sistema de Contas Regionais, adotando 2021 como novo ano-base. Até a conclusão dessa atualização, os resultados do PIB regional continuam sendo divulgados com base no ano de 2010. A nova série será integrada aos dados nacionais e trará uma visão mais atualizada da economia brasileira.

Este panorama regional revela um país com realidades econômicas distintas, mas que, de maneira geral, experimenta uma recuperação sólida desde 2021. O crescimento contínuo do PIB, principalmente em estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, é um sinal positivo para a economia brasileira, apesar dos desafios enfrentados em algumas regiões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agrodefesa e CropLife Brasil lançam guia para proteger abelhas e fortalecer polinização no agronegócio

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a CropLife Brasil lançaram o “Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores”, publicação voltada à conscientização e capacitação de produtores rurais, técnicos e profissionais do agro sobre a importância das abelhas para a produção de alimentos e para a sustentabilidade no campo.

O material digital destaca medidas de proteção aos polinizadores, orientações técnicas para o uso correto de insumos agrícolas e reforça a importância do cadastro de apiários em Goiás. A publicação está disponível gratuitamente no site oficial da Agrodefesa.

Abelhas são essenciais para a produção agrícola

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, mais de 75% das culturas agrícolas e plantas silvestres dependem da polinização realizada por abelhas e outros insetos polinizadores.

Diante desse cenário, a iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a necessidade de conciliar produtividade agrícola, preservação ambiental e proteção da biodiversidade.

De acordo com Rafael Vieira, o guia foi desenvolvido para incentivar práticas sustentáveis e fortalecer a convivência harmoniosa entre produção agropecuária e preservação dos agentes polinizadores.

O dirigente ressalta que o cuidado com as abelhas se tornou uma preocupação global e exige cada vez mais ações de educação sanitária e boas práticas no campo.

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Cadastro de apiários ganha destaque em Goiás

Um dos principais pontos abordados na publicação é a importância do cadastro de apiários junto à Agrodefesa.

Segundo Bruno Rodrigues de Pádua, o cadastramento permite mapear a atividade apícola e meliponícola no estado, contribuindo para o planejamento de ações de defesa agropecuária e monitoramento sanitário.

As informações coletadas auxiliam na preservação da saúde das colmeias e na garantia da qualidade dos produtos apícolas produzidos em Goiás.

O guia também reforça a obrigatoriedade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentação de colmeias, além da necessidade de comunicação imediata de mortalidade anormal de abelhas ou suspeitas de doenças.

Guia orienta sobre uso correto de insumos agrícolas

A publicação apresenta ainda uma seção específica com recomendações técnicas intitulada “9 práticas de campo que protegem as abelhas”.

Entre os temas abordados estão o uso responsável de defensivos agrícolas, manejo adequado das aplicações e adoção de tecnologias voltadas à proteção de organismos não-alvo, especialmente os insetos polinizadores.

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Segundo Pedro Duarte, os insumos agrícolas são ferramentas estratégicas para garantir produtividade e controle de pragas, mas exigem capacitação técnica para que sejam utilizados de forma segura e sustentável.

Ele destaca que a proteção das abelhas é fundamental para a biodiversidade e para a manutenção da produtividade agrícola no longo prazo.

Cooperação fortalece sustentabilidade no agro

O lançamento do guia integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2021, firmado entre a Agrodefesa e a CropLife Brasil.

A parceria tem como objetivo promover práticas agrícolas sustentáveis, fortalecer a educação sanitária no campo e ampliar iniciativas de preservação ambiental relacionadas à atividade agropecuária.

Com o avanço das discussões sobre sustentabilidade e segurança alimentar, a proteção dos polinizadores vem ganhando cada vez mais espaço dentro das estratégias do agronegócio brasileiro.

Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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