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Negociações de Café no Brasil Tendem à Lentidão em Meio à Divergência entre Dólar e Bolsa de Nova York

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O mercado físico de café no Brasil deve experimentar uma terça-feira de negociações lentas. A alta de mais de 2% nos contratos futuros de café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) é um fator que impulsiona os preços no mercado interno. No entanto, a desvalorização do dólar frente ao real pode dificultar as exportações, levando os produtores a adotar uma postura mais cautelosa, negociando apenas conforme a necessidade.

Na segunda-feira (23), os preços do café no Brasil registraram uma alta significativa, reflexo dos ganhos expressivos do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Porém, essas elevações bruscas nas bolsas geraram incertezas entre os compradores, ampliando a diferença entre as ofertas de compra e venda. O mercado mostrou-se nervoso diante desse cenário, resultando em poucas negociações, principalmente em lotes menores, com os agentes aguardando a movimentação das bolsas neste início de semana.

No sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.480,00 e R$ 1.485,00, uma alta em comparação com os valores anteriores de R$ 1.420,00 a R$ 1.425,00. No cerrado mineiro, o arábica de bebida dura com 15% de catação registrou preços de R$ 1.500,00 a R$ 1.505,00, contra os R$ 1.430,00 a R$ 1.435,00 do dia anterior.

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Já na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, foi cotado entre R$ 1.220,00 e R$ 1.225,00 por saca, em comparação aos R$ 1.190,00 a R$ 1.195,00 da segunda-feira. Em Vitória, Espírito Santo, o conilon tipo 7 registrou valores de R$ 1.505,00 a R$ 1.510,00 por saca, contra os R$ 1.445,00 a R$ 1.455,00 do dia anterior, enquanto o tipo 7/8 foi cotado entre R$ 1.500,00 e R$ 1.505,00, frente aos R$ 1.440,00 a R$ 1.450,00 do dia anterior.

Exportações Brasileiras de Café Crescem em Setembro

As exportações brasileiras de café em grão, até o momento em setembro de 2024, somam 2.659.650 sacas de 60 quilos, considerando 15 dias úteis, com uma receita total de US$ 701,882 milhões. A média diária de embarque foi de 177.310 sacas, enquanto a receita diária média alcançou US$ 46,792 milhões, com um preço médio de US$ 263,90 por saca.

Comparando com setembro de 2023, a receita média diária das exportações cresceu 63,1%, enquanto o volume médio diário embarcado subiu 19,7%. O preço médio por saca aumentou 36,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Estes dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Movimentações na Bolsa de Nova York e no Câmbio

Os contratos de café com entrega em dezembro de 2024 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) registraram uma alta de 2,14%, cotados a 269,30 centavos de dólar por libra-peso. Na segunda-feira, o mesmo contrato fechou a 263,65 centavos de dólar por libra-peso, com um aumento de 12,90 centavos, ou 5,1%.

Enquanto isso, o dólar comercial teve uma queda de 0,76%, sendo cotado a R$ 5,4920. O Dollar Index, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas estrangeiras, recuou 0,06%, atingindo 100,79 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam em alta, com Xangai subindo 4,15% e o Japão com ganho de 0,57%. Na Europa, as bolsas também operam em alta: Paris sobe 1,26%, Frankfurt 0,65% e Londres 0,16%. No mercado de petróleo, o barril do WTI com entrega em outubro registrou alta de 2,27%, sendo cotado a US$ 71,95 em Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ourofino Agrociência fecha ciclo com receita de R$ 2 bilhões e amplia investimentos em inovação para o agro brasileiro

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A Ourofino Agrociência encerrou o ciclo 2025/2026 reforçando sua estratégia de crescimento baseada em inovação, sustentabilidade e proximidade com o produtor rural. Em seu Relatório Anual 2025/2026, a companhia apresentou resultados financeiros sólidos, expansão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e avanços importantes em eficiência operacional, mesmo diante de um cenário desafiador para o agronegócio brasileiro.

Marcado por volatilidade nos mercados agrícolas, restrições de crédito e pressão cambial sobre a cadeia de insumos, o período exigiu adaptação e disciplina operacional das empresas do setor. Nesse contexto, a Ourofino Agrociência manteve sua trajetória de investimentos e fortalecimento de sua atuação no mercado nacional.

Receita alcança R$ 2 bilhões e lucro supera R$ 170 milhões

De acordo com o relatório, a companhia registrou receita líquida de R$ 2 bilhões no período, além de EBITDA ajustado de R$ 178,2 milhões e lucro líquido de R$ 171,8 milhões.

O desempenho também foi influenciado pelo reconhecimento de créditos tributários relacionados à Subvenção para Investimento vinculada ao Convênio ICMS nº 100/97, após decisões favoráveis nos tribunais superiores e análises contábeis aplicáveis.

Os resultados refletem a estratégia da empresa de manter equilíbrio financeiro e eficiência operacional em um ambiente de negócios mais complexo para o setor agropecuário.

Estrutura robusta fortalece atuação nacional e internacional

Com presença consolidada no agronegócio brasileiro, a Ourofino Agrociência opera uma estrutura composta por duas unidades industriais em Uberaba (MG), sede administrativa em Ribeirão Preto (SP), sete centros de distribuição, um centro tecnológico de pesquisa, desenvolvimento e inovação e três estações experimentais agrícolas localizadas em importantes regiões produtoras do país.

A companhia também mantém operações internacionais por meio de um escritório em Xangai, na China, e representação em Nova Delhi, na Índia, fortalecendo o relacionamento com mais de 60 fornecedores globais e ampliando sua integração com a cadeia internacional de suprimentos.

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Produção supera 95 milhões de quilos e litros de defensivos agrícolas

Ao longo do exercício, a empresa reforçou sua participação no mercado brasileiro por meio de um portfólio diversificado de defensivos agrícolas voltados às necessidades da agricultura tropical.

Foram produzidos mais de 95 milhões de quilos e litros equivalentes de produtos, atendendo mais de 1.400 clientes em diferentes regiões do país.

Além da atuação comercial, a companhia promoveu encontros técnicos, eventos de capacitação e iniciativas de relacionamento com produtores, distribuidores e parceiros estratégicos, ampliando sua presença junto ao setor produtivo.

Inovação recebe mais de R$ 78 milhões em investimentos

A inovação continuou sendo um dos pilares centrais da estratégia corporativa da Ourofino Agrociência.

Durante o ciclo, a empresa investiu mais de R$ 50 milhões em pesquisa e desenvolvimento e outros R$ 28,1 milhões em infraestrutura voltada à inovação, totalizando mais de R$ 78 milhões direcionados ao avanço tecnológico.

Entre as principais linhas de pesquisa estão:

  • Desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos;
  • Aplicações de nanotecnologia na agricultura;
  • Tecnologias baseadas em RNA de interferência (RNAi);
  • Soluções digitais para monitoramento e gestão agrícola;
  • Ferramentas voltadas à agricultura de precisão.

A companhia também ampliou sua participação em programas de inovação aberta e fortaleceu parcerias com ecossistemas tecnológicos nacionais e internacionais voltados à agricultura tropical.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

O relatório evidencia avanços importantes na agenda ambiental da empresa.

Segundo a companhia, 100% da energia consumida em seu complexo industrial teve origem em fontes renováveis durante o período analisado. Além disso, mais de 128 mil quilos e litros de produtos foram recuperados e reaproveitados nos processos industriais, reduzindo desperdícios e promovendo maior eficiência no uso dos recursos.

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Projetos de melhoria contínua implementados ao longo do ciclo também geraram impactos financeiros superiores a R$ 4 milhões, combinando ganhos econômicos com avanços em sustentabilidade operacional.

Agricultura digital e gestão da qualidade estão entre prioridades para o próximo ciclo

Para os próximos anos, a Ourofino Agrociência pretende intensificar investimentos em gestão da qualidade, integração de processos, uso de indicadores de desempenho e ferramentas digitais voltadas à tomada de decisão.

A estratégia também prevê a ampliação das soluções tecnológicas oferecidas ao produtor rural, acompanhando a transformação digital que vem remodelando a agricultura brasileira.

Segundo a empresa, o objetivo é continuar desenvolvendo tecnologias capazes de aumentar a produtividade, otimizar recursos e contribuir para uma produção agrícola cada vez mais sustentável.

Empresa aposta na evolução do agro brasileiro

Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor, a Ourofino Agrociência mantém uma visão positiva sobre o futuro da agricultura nacional.

A companhia reforça que seguirá investindo em inovação, desenvolvimento de pessoas e relacionamento com produtores rurais, buscando ampliar sua contribuição para o fortalecimento do agronegócio brasileiro e para a construção de sistemas produtivos mais eficientes, competitivos e sustentáveis.

Com investimentos crescentes em tecnologia e pesquisa, a empresa consolida sua posição entre os principais agentes de inovação voltados à agricultura tropical e ao desenvolvimento do campo brasileiro.

Relatório Anual 2025/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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