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ApexBrasil Recebe Pavilhão Brasileiro na Expo Osaka 2025

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Em uma cerimônia realizada em Osaka, Japão, na última quinta-feira (7/11), o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, recebeu as chaves do Pavilhão Brasil da Expo 2025. O evento, que ocorrerá entre 13 de abril e 13 de outubro de 2025, marcará a participação do Brasil na Exposição Universal, um dos maiores megaeventos do mundo. Na ocasião, foi entregue a estrutura básica do pavilhão, composto por dois andares, que foi construído com recursos do governo brasileiro. “Estamos muito felizes por termos concluído essa etapa. Agora iniciaremos os próximos seis meses de trabalho, focados na personalização dos espaços”, afirmou Viana.

O Pavilhão Brasil ocupará uma área de mil metros quadrados e contará com uma customização elaborada pela renomada cenógrafa Bia Lessa. A concepção do espaço tem como objetivo exibir a essência do Brasil, destacando sua cultura, costumes e produtos. “A imagem do Brasil será debatida aqui e, sem dúvida, ajudará muito na promoção comercial do país e na atração de investimentos”, destacou o presidente da ApexBrasil.

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O tema da Expo Osaka será “Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas” e o Brasil, com seu pavilhão focado em sustentabilidade, promoverá uma experiência sensorial para os visitantes, com ênfase nos fenômenos naturais dos “Rios Voadores”, originados na Amazônia. Maria Luísa Wittenberg, gerente de Exposições Universais da ApexBrasil, explicou que, além da exposição permanente, o Brasil promoverá uma programação cultural e empresarial diversificada, visando não apenas a promoção de investimentos e o comércio internacional, mas também o turismo e a cultura brasileira.

Encerramento da Missão Brasileira na Ásia

A entrega do pavilhão em Osaka foi o ponto final de uma missão oficial do Brasil na Ásia, com o objetivo de estreitar relações comerciais com os países do continente. Durante a missão, a ApexBrasil, em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), promoveu encontros focados em estratégias para expandir os laços comerciais e de investimentos com países da Ásia.

Os encontros começaram em Bangkok, na Tailândia, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, com foco nos países do bloco ASEAN e na Oceania. O segundo evento aconteceu em Tóquio, Japão, de 4 a 6 de novembro, com atenção voltada para os países do Leste Asiático. “Agora, podemos formular estratégias para as áreas de ciência, tecnologia e inovação, voltadas para o agronegócio e a indústria brasileira, e avançar nesse mercado que é o maior do mundo”, comentou Jorge Viana.

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Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, ressaltou a importância desses encontros para retomar e fortalecer as relações com a região. “Especialmente com a Expo Osaka chegando no ano que vem, onde representaremos o Brasil por seis meses, exibindo o melhor do país em comércio, investimentos, cultura e negócios”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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