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Produtores Gaúchos de Arroz Semearam 73% da Área Prevista para a Safra 2024/2025, Segundo o Irga

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A semeadura do arroz para a safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul atingiu, nesta semana, 73,07% da área prevista, conforme levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Até o momento, foram semeados 692.993 hectares dos 948.356 hectares planejados para o Estado.

Entre as regiões, a Fronteira Oeste se destaca, com 82,40% da área semeada (231.981 hectares dos 281.542 hectares estimados). A Planície Costeira Interna também apresenta bom progresso, alcançando 80,18% da área, o que equivale a 115.321 hectares semeados dos 143.825 hectares projetados.

A Zona Sul, a última região a iniciar a semeadura, apresenta avanços rápidos, com 73,22% da área semeada (121.543 hectares dos 165.986 hectares esperados). A Planície Costeira Interna atingiu 78,68% (78.207 hectares dos 99.403 hectares previstos), enquanto a Campanha registra 70,38% da área semeada (92.720 hectares dos 131.740 hectares calculados). Já a região Central, com 42,29% da área semeada (53.221 hectares dos 125.860 hectares projetados), segue em ritmo constante.

Ênio Coelho, coordenador da região Central do Irga, destacou a resiliência dos produtores gaúchos, especialmente na região Central, que enfrentaram desafios no início da semeadura, mas continuam avançando de maneira eficaz. “Isso demonstra a eficiência do sistema e o cultivo de arroz no Estado”, afirmou.

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Por outro lado, Cleiton Ramão, coordenador da Fronteira Oeste, observou que a evolução da semeadura nesta semana não foi tão expressiva, mas acredita que, com a previsão de tempo sem chuvas na próxima semana, a área semeada deve atingir quase 100% em dez dias. Ele também mencionou que as lavouras estão com a irrigação e os tratamentos com herbicidas e ureia concluídos, seguindo os manejos esperados.

A evolução da semeadura de arroz no Rio Grande do Sul é monitorada semanalmente pela Dater, com base nas informações coletadas pelos núcleos do Irga no interior do Estado, junto aos produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça amplia restrições ao uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul e cria novas regras para aplicações agrícolas

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O uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul passou a enfrentar novas limitações após uma decisão da Justiça Estadual que ampliou as restrições para aplicação do produto em áreas agrícolas. A medida determina a proibição do uso na região da Indicação de Procedência da Campanha e estabelece uma faixa de segurança de 50 metros ao redor de pomares e vinhedos em todo o estado.

A decisão foi tomada de forma unânime pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e mantém o entendimento definido anteriormente em primeira instância. As novas regras deverão impactar a safra 2026/2027 e permanecerão em vigor até que o governo estadual apresente um sistema de monitoramento e estabeleça critérios técnicos para delimitação de áreas consideradas seguras.

Governo terá prazo para apresentar plano de controle

Conforme a decisão judicial, o governo do Rio Grande do Sul terá 120 dias para apresentar um plano de controle relacionado ao uso do herbicida. Caso as determinações não sejam cumpridas, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

A restrição na região da Campanha seguirá o mapa oficial da Indicação de Procedência, área reconhecida pela produção agrícola e pela presença de cadeias produtivas sensíveis à deriva de defensivos agrícolas.

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A Procuradoria-Geral do Estado informou que apresentou recurso contra a decisão.

Herbicida é utilizado em importantes culturas agrícolas

O 2,4-D é um herbicida hormonal amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em culturas como:

  • soja;
  • arroz;
  • trigo;
  • milho.

Essas culturas representam parcela significativa da produção agrícola gaúcha e possuem grande importância econômica para o estado.

O principal ponto de debate envolve a possibilidade de deriva do produto durante a aplicação, quando partículas podem se deslocar pela ação do vento e atingir áreas vizinhas, especialmente cultivos sensíveis como videiras e macieiras.

Deriva de defensivo é foco da disputa judicial

A ação judicial tramita desde 2020 e foi apresentada por associações ligadas aos produtores de vinho e maçã. Segundo os documentos apresentados no processo, a exposição ao herbicida teria relação com sintomas como deformações em plantas, abortamento floral e perda de produtividade.

A Justiça avaliou que a fiscalização estadual existente não seria suficiente para garantir a segurança das aplicações e manteve as restrições, mesmo diante dos argumentos relacionados a possíveis impactos econômicos e à competência regulatória federal sobre defensivos agrícolas.

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Estado defende boas práticas no campo

Um relatório elaborado pelo governo estadual em 2022 apontou redução nos casos registrados de deriva após ações de capacitação de aplicadores e defendeu o fortalecimento das boas práticas agrícolas como alternativa à proibição.

Entre as medidas destacadas estavam treinamento técnico, regulagem adequada dos equipamentos e maior atenção às condições climáticas durante as aplicações.

Por outro lado, avaliações apresentadas no processo apontaram que as condições de vento na metade sul do estado podem dificultar a aplicação segura do produto, principalmente durante o período de implantação da soja.

Decisão gera atenção entre produtores agrícolas

A ampliação das restrições ao herbicida 2,4-D coloca em evidência o desafio de equilibrar a necessidade de controle de plantas daninhas nas lavouras com a proteção de culturas sensíveis e a segurança ambiental.

O setor agrícola acompanha os próximos passos do governo estadual e da Justiça, especialmente diante da proximidade da próxima safra e da necessidade de definição de critérios técnicos para o uso do produto no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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