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Chamada Pública da Embrapa Fomenta Parcerias para Pesquisa em Agropecuária Regenerativa

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A Embrapa Agrossilvipastoril, localizada em Sinop-MT, lançou uma chamada pública para captar parcerias que contribuam para pesquisas na maior plataforma experimental de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do mundo. A iniciativa foi apresentada durante uma live realizada nesta quarta-feira, onde foram detalhadas as modalidades de participação.

Serão oferecidas três modalidades de patrocínio: uma cota ouro, duas pratas e três bronze. As instituições interessadas devem enviar uma carta proposta, acompanhada de um memorial descritivo conforme o modelo estabelecido no edital, até o dia 29 de novembro. Uma comissão interna avaliará os requisitos dos memoriais descritivos e formará um ranking para a seleção das propostas, com o resultado sendo divulgado em 9 de dezembro.

O contrato terá duração de três anos, com participação anual estipulada em R$ 500 mil para a cota ouro, R$ 300 mil para as cotas prata e R$ 200 mil para as cotas bronze.

Plataforma Experimental de ILPF

A plataforma de ILPF da Embrapa Agrossilvipastoril é dedicada à produção de grãos e pecuária de corte, abrangendo 72 hectares de parcelas experimentais, além de cerca de 80 hectares de áreas “pulmão” utilizadas para controlar a taxa de lotação do experimento, conforme a produção de forragem. Desde sua instalação em 2011, foram implementados dez tratamentos com combinações possíveis entre os componentes ILP, ILF, IPF e ILPF, além de áreas testemunhas, onde cada componente é isolado.

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Ao longo de 12 anos, pesquisas foram desenvolvidas em diversas áreas, incluindo solo, dinâmica de água e carbono, emissão de gases de efeito estufa, microclima, sanidade animal e vegetal, produção de grãos, crescimento de árvores, ganho de peso e reprodução de bovinos nelore, forragicultura e conforto térmico animal. Nesta fase, o eucalipto foi a espécie arbórea utilizada, em renques de linhas triplas e simples, com as culturas agrícolas sendo soja e milho.

Os resultados obtidos neste primeiro ciclo permitiram a formulação de recomendações técnicas para os produtores rurais, além de ampliar o conhecimento sobre os sistemas ILPF. Para acessar alguns desses resultados, visite o link Resultados da Pesquisa. Para conhecer mais sobre a plataforma de pesquisa, assista ao vídeo aqui.

Com a conclusão do primeiro ciclo, um novo ciclo terá início. Além do eucalipto, a teca será testada como componente arbóreo no sistema. Na lavoura, soja e milho se alternarão com arroz e feijão-caupi. Na pecuária, novas categorias e possivelmente outras raças de animais serão estudadas dentro do sistema ILPF. Espera-se, ainda, ampliar o conhecimento sobre os resultados da primeira fase e realizar pesquisas que respondam a novas questões que surgiram.

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Oportunidades de Patrocínio

As empresas e instituições que se interessarem em participar não apenas apoiarão a geração de conhecimento sobre um sistema agropecuário regenerativo, mas também receberão contrapartidas em termos de marca e benefícios técnicos. Entre as contrapartidas estão a participação no comitê consultivo da plataforma experimental, acesso antecipado a resultados, divulgação em eventos da Embrapa, participação em eventos exclusivos e um certificado de instituição parceira da Embrapa.

Mais informações sobre a chamada pública estão disponíveis na página da Embrapa: Embrapa Agrossilvipastoril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

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Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

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Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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