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Vitória de Trump e receio de nova guerra comercial pressionam preços do milho em Chicago

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Nesta quarta-feira (6), os contratos futuros do milho abriram em leve alta na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 10h (horário de Brasília), as cotações oscilavam entre R$ 72,42 e R$ 76,69, com o contrato para novembro/24 sendo negociado a R$ 72,42, alta de 0,37%. O contrato para janeiro/25 subia para R$ 75,59 (+0,32%), enquanto março/25 alcançava R$ 76,69 (+0,18%).

Mercado Internacional

No mercado internacional, os preços futuros do milho abriram em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta manhã. Às 9h50, o contrato para dezembro/24 estava cotado a US$ 4,16, com recuo de 2,25 pontos, enquanto o contrato para março/25 registrava US$ 4,28 (-3,25 pontos), maio/25 a US$ 4,35 (-3,75 pontos) e julho/25 a US$ 4,39 (-4,00 pontos).

A reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos, que reacendeu temores de uma nova guerra comercial, impactou as cotações no mercado agrícola. De acordo com o site internacional Successful Farming, os contratos futuros de milho caíram nas negociações noturnas em resposta ao anúncio de possíveis novas tarifas de importação por Trump, que mencionou uma taxa geral de 10% sobre todas as importações e um adicional de 60% sobre produtos chineses. A medida visa fortalecer a indústria dos EUA, mas gera incerteza no mercado agrícola.

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“O cenário de uma guerra comercial é preocupante para os exportadores americanos, já que outros países podem retaliar com tarifas sobre produtos dos EUA, dificultando a exportação de itens como produtos agrícolas”, explica Tony Dreibus, analista do Successful Farming.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lentilha-d’água ganha destaque na agricultura sustentável e pode revolucionar bioeconomia no Brasil

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A lentilha-d’água (Lemna minor), uma das menores plantas com flor do mundo, vem ganhando protagonismo em pesquisas científicas por seu potencial de aplicação em soluções ambientais e industriais. Estudos recentes indicam que a espécie pode ser uma aliada estratégica na transição para modelos de economia circular e agricultura sustentável.

A análise foi publicada na revista Circular Economy and Sustainability, da editora Springer, e reúne evidências científicas sobre o uso da planta em áreas como fitorremediação, produção de biomassa e desenvolvimento de bioprodutos.

Estudo reúne avanços científicos sobre a Lemna minor

O trabalho, intitulado “Advancements in Duckweed (Lemna Minor) Research: Exploring Sustainable Applications, Bioproducts and Cultivation Strategies as Potential Drivers to Circular Economy”, foi desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

A revisão sistematizou 50 estudos científicos, organizando os resultados em quatro eixos principais:

Ecotoxicologia

  • Fitorremediação
  • Composição química e bioprodutos
  • Estratégias de cultivo

Entre os autores estão Johana Marcela Concha Obando, Beatriz Heitzman, Moranne Toniato, Thalisia Cunha dos Santos, Levi Pompermayer Machado e Guilherme Wolff Bueno.

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Planta aquática tem alto potencial para tratamento de água

Pequena e de crescimento acelerado, a Lemna minor é encontrada em ambientes de água doce, como lagos e reservatórios. Sua estrutura simples permite rápida reprodução, o que a torna uma espécie de interesse científico em diferentes áreas.

Um dos principais destaques é seu uso na fitorremediação — processo natural de descontaminação ambiental. Estudos indicam que a planta é capaz de absorver nutrientes e poluentes presentes na água, contribuindo para:

  • Redução da eutrofização
  • Tratamento de efluentes
  • Melhoria da qualidade de corpos hídricos
  • Base para bioprodutos e bioeconomia circular

Além do potencial ambiental, a lentilha-d’água também chama atenção pela sua composição rica em proteínas, biomassa e compostos bioativos.

Segundo os pesquisadores, essa característica abre espaço para aplicações industriais e agrícolas, incluindo:

  • Produção de biofertilizantes
  • Insumos para bioindústria
  • Matéria-prima para produtos sustentáveis

A rápida renovação da biomassa reforça ainda mais seu potencial como recurso estratégico dentro da bioeconomia.

Estudo aponta lacunas e desafios para avanço da pesquisa

Apesar do aumento no número de publicações científicas sobre a espécie, os autores destacam a ausência de uma revisão sistemática abrangente até agora, o que dificultava a consolidação do conhecimento.

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O estudo também identifica desafios importantes para pesquisas futuras, como:

  • Padronização de técnicas de cultivo
  • Avanços em cultivo em escala laboratorial e aberta
  • Melhor caracterização taxonômica e morfológica
  • Integração entre ciência e sustentabilidade

Mais do que reunir dados científicos, a pesquisa propõe uma nova abordagem conceitual para a Lemna minor, alinhando seu uso aos princípios da economia circular.

A planta é apresentada como uma solução capaz de transformar resíduos em biomassa de valor agregado, além de contribuir diretamente para a recuperação ambiental e a redução de impactos em ecossistemas aquáticos.

Perspectiva para o agronegócio e a inovação sustentável

O estudo reforça a importância da integração entre pesquisa básica e aplicada para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no campo.

Com aplicações que vão desde o tratamento de água até a produção de insumos agrícolas, a lentilha-d’água surge como uma espécie promissora para impulsionar a inovação na agricultura e fortalecer modelos produtivos regenerativos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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