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Cafés do Brasil: Faturamento Bruto de R$ 79,59 Bilhões no Ano-Cafeeiro 2024

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No ano-cafeeiro de 2024, os Cafés do Brasil alcançaram um faturamento bruto estimado em R$ 79,59 bilhões, mantendo sua posição de relevância no setor agrícola nacional. Este valor é composto por R$ 57,63 bilhões provenientes do café arábica (Coffea arabica), que corresponde a 72,4% do total, e R$ 21,95 bilhões do café robusta e conilon (Coffea canephora), representando 27,6% da receita total. O aumento do Valor Bruto da Produção (VBP) de 50,8% em comparação ao ano anterior, que foi de R$ 52,76 bilhões, destaca a força do setor cafeeiro no Brasil.

O VBP é calculado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com base na média dos preços recebidos pelos produtores no período analisado. A estimativa do VBP para 2025 aponta para um montante de R$ 108,12 bilhões, o que representaria um crescimento de 35,9% em relação a 2024 e um impressionante aumento de 104,93% quando comparado com o VBP de 2023.

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Em termos regionais, a produção de café no Brasil é altamente concentrada na Região Sudeste, que sozinha respondeu por R$ 68,57 bilhões, ou 86,1% do faturamento bruto nacional. Em segundo lugar, a Região Nordeste arrecadou R$ 5,62 bilhões, representando 7,1% do total. A Região Norte registrou R$ 3,73 bilhões, ou 4,7%, seguida pela Região Sul com R$ 969,7 milhões (1,2%) e, por último, a Região Centro-Oeste, que obteve R$ 682,64 milhões, representando menos de 1% da receita bruta do setor.

Esses números demonstram a importância do café na economia agrícola do Brasil, que, no total, alcançou R$ 847,10 bilhões em faturamento bruto nacional em 2024. Comparando os cinco principais produtos agrícolas, a soja lidera com R$ 300,87 bilhões (35,52% do total), seguida pelo milho com R$ 125,81 bilhões (14,85%), a cana-de-açúcar com R$ 121,45 bilhões (14,33%), os Cafés do Brasil com R$ 79,59 bilhões (9,4%) e o algodão com R$ 34,35 bilhões (4%).

Os dados do Observatório do Café, divulgados pela SPA/MAPA, são atualizados mensalmente e fornecem uma visão detalhada da produção cafeeira no Brasil, sendo uma referência importante para o acompanhamento do desempenho do setor.

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VBP Dezembro 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do açúcar segue pressionado no Brasil com compradores retraídos e liquidez baixa no spot paulista

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O mercado brasileiro de açúcar iniciou a semana em ritmo moderado, mantendo o cenário de baixa liquidez observado nos últimos dias no mercado spot paulista. A combinação entre avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul, expectativa de maior oferta e postura cautelosa dos compradores continua limitando os negócios envolvendo o açúcar cristal.

De acordo com levantamentos do Cepea, os compradores seguem retraídos nas negociações, aguardando possíveis novas quedas nos preços nas próximas semanas. Esse comportamento contribuiu para a manutenção do ritmo lento no mercado físico durante a semana passada e também marcou o início desta semana.

No mercado doméstico, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou leve alta de 0,14% na segunda-feira (25), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,69. Apesar da pequena recuperação diária, o indicador ainda acumula queda de 4,31% ao longo de maio.

Segundo analistas do setor, a pressão sobre os preços está diretamente ligada ao avanço da moagem da cana-de-açúcar e ao aumento da disponibilidade do produto no mercado interno. Ainda assim, alguns fatores podem limitar uma pressão mais intensa sobre as cotações no curto prazo.

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Pesquisadores do Cepea destacam que projeções recentes apontam redução no ATR médio da cana — indicador que mede a quantidade de açúcar recuperável — além de um mix de produção mais direcionado ao etanol. Esse cenário pode restringir parcialmente a oferta de açúcar ao longo dos próximos meses.

Mercado internacional acompanha exportações da Tailândia

No cenário externo, os contratos futuros do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) perderam força na última semana, influenciados principalmente pelo avanço das exportações da Tailândia nos primeiros quatro meses de 2026.

O aumento da oferta asiática reforçou o sentimento de maior disponibilidade global da commodity, pressionando os preços internacionais e contribuindo para um ambiente mais cauteloso entre os agentes do mercado.

Nesta segunda-feira (25), porém, não houve negociações nas bolsas internacionais devido ao feriado externo, o que reduziu temporariamente a volatilidade e fez o mercado concentrar atenção nos indicadores brasileiros e no andamento da safra no Centro-Sul.

Etanol segue estável em Paulínia

No mercado de combustíveis, o etanol hidratado também apresentou comportamento estável no início da semana.

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O Indicador Diário Paulínia mostrou o biocombustível negociado a R$ 2.357,00 por metro cúbico, registrando leve recuo de 0,02% na comparação diária.

Mesmo com a estabilidade observada nas últimas sessões, o indicador ainda acumula desvalorização de 2,04% em maio, refletindo o aumento da oferta e o comportamento mais cauteloso das distribuidoras.

O setor sucroenergético segue acompanhando o avanço da colheita no Centro-Sul, as condições climáticas e a definição do mix entre açúcar e etanol, fatores que devem continuar influenciando os preços e a liquidez do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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