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Crédito acessível é fundamental para manter liderança do Brasil no mercado global de café

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O Brasil mantém a liderança mundial na produção e exportação de café, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para sustentar essa posição de destaque e superar os desafios do mercado internacional, o acesso a crédito estruturado, consultoria técnica e soluções financeiras personalizadas é essencial em todas as etapas da cadeia produtiva.

Sicoob no 10º Coffee Dinner & Summit: apoio completo à cafeicultura

Com foco em fortalecer toda a cadeia produtiva do café, o Sicoob participa do 10º Coffee Dinner & Summit, um dos principais fóruns globais do setor. O evento será realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) entre 2 e 4 de julho, em Campinas (SP), no Royal Palm Hall.

Reconhecido como um dos maiores financiadores da cafeicultura nacional, o Sicoob destinou R$ 3,6 bilhões em crédito para o setor na safra 2024/25, sendo R$ 1,3 bilhão via Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Além do crédito, a cooperativa atua com estratégias regionalizadas que ampliam a visão sobre toda a cadeia produtiva.

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Intercâmbio internacional e ações regionais

Em março, o Sicoob participou de uma missão ao Vietnã — maior produtor mundial de café conilon — envolvendo visitas a regiões produtoras e centros logísticos. A troca de experiências visa entender os desafios comuns e modelos produtivos entre os países exportadores.

No Espírito Santo, a cooperativa é o maior repassador de recursos do Funcafé há dez safras. Além disso, promove eventos como os Dias de Campo, que levam conteúdo técnico especializado para os produtores ao longo do ano, complementando as linhas de crédito e financiamentos personalizados.

Apoio integral à cadeia produtiva

Segundo Bento Venturim, presidente do Sicoob Central ES, “a atuação da cooperativa acompanha todas as etapas da cadeia, oferecendo crédito, suporte técnico e apoio em estratégias de comercialização. Isso fortalece o vínculo entre o produtor e o mercado, valorizando o café brasileiro e ampliando oportunidades de negócios.”

Compromisso socioambiental no Coffee Dinner & Summit

Fiel ao seu compromisso com a sustentabilidade, o Cecafé garantiu o Selo Verde da startup Ecooar Biodiversidade, tornando o evento carbono zero. Para compensar as emissões geradas nos três dias, foram plantadas 69 árvores nativas, neutralizando mais de 9,8 toneladas de CO2 em Áreas de Preservação Permanente na Fazenda do Lobo, em Três Corações (MG).

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Sobre o Coffee Dinner & Summit

Realizado bienalmente pelo Cecafé, o Coffee Dinner & Summit é um dos maiores encontros do setor cafeeiro global, reunindo mais de mil participantes entre produtores, exportadores, autoridades e especialistas. O evento promove networking, negócios e debates sobre os desafios econômicos, climáticos, regulatórios e logísticos que impactam a cafeicultura mundial.

Nesta 10ª edição, sob o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, o encontro abordará as perspectivas e estratégias sustentáveis, alinhadas a critérios ESG, para assegurar o abastecimento global e o crescimento do Brasil no mercado.

Interessados podem obter mais informações e realizar inscrições no site oficial: https://coffeedinner.com.br/.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café dispara nas bolsas com clima, atraso na colheita e atuação dos fundos; mercado volta a ganhar força

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O mercado internacional do café iniciou esta terça-feira (30) em forte recuperação, com expressivas altas nas bolsas de Nova York e Londres. Após as perdas registradas no fim da última semana, as cotações voltaram a subir impulsionadas por uma combinação de fatores que inclui o atraso da colheita brasileira, preocupações com a qualidade dos grãos, redução dos estoques certificados e a retomada das compras por parte dos fundos de investimento.

Na ICE Futures US, o café arábica registrava ganhos expressivos nas primeiras negociações do dia. O contrato com vencimento em setembro de 2026 avançava 1.075 pontos, sendo negociado a 288,55 cents de dólar por libra-peso. O vencimento julho/26 subia 435 pontos, para 291,10 cents/lbp, enquanto dezembro/26 apresentava valorização de 1.050 pontos, cotado a 273,90 cents/lbp.

Já na ICE Europe, em Londres, o café robusta também operava em território positivo. O contrato setembro/26 avançava 84 pontos, alcançando US$ 3.648 por tonelada. O vencimento novembro/26 subia 87 pontos, para US$ 3.597 por tonelada, enquanto apenas o contrato julho/26 registrava leve recuo, cotado a US$ 3.761 por tonelada.

Chuvas atrasam colheita e elevam preocupação com a qualidade

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima nas regiões produtoras do Brasil. As chuvas frequentes vêm dificultando o avanço da colheita da safra 2026/27, atrasando a retirada dos frutos das lavouras e comprometendo as etapas de secagem, beneficiamento e comercialização.

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Além do atraso operacional, o excesso de umidade também aumenta as preocupações quanto à qualidade dos grãos, uma variável que pode reduzir a disponibilidade de café de padrão superior no mercado internacional.

Embora as previsões indiquem melhora das condições climáticas ao longo de julho, permitindo maior ritmo na colheita, o mercado segue precificando os impactos imediatos provocados pelas precipitações nas principais regiões cafeeiras brasileiras.

Fundos de investimento ampliam volatilidade

Outro fator que voltou ao radar dos investidores é a atuação dos fundos de investimento, que vêm recompondo posições compradas após reduzirem significativamente sua exposição nas últimas semanas.

Segundo análise de mercado, o recente movimento de recuperação das cotações não pode ser explicado apenas pelas condições climáticas. A volta dos fundos às compras intensifica a volatilidade das negociações e amplia os movimentos de alta registrados nas bolsas internacionais.

Esse fluxo financeiro tem sido determinante para acelerar as oscilações diárias dos contratos futuros, principalmente em um cenário de oferta ainda cercado de incertezas.

Estoques certificados seguem em queda

O mercado também encontra suporte na redução contínua dos estoques certificados da ICE, indicador que reforça a percepção de menor disponibilidade imediata de café para entrega.

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A combinação entre estoques menores, dificuldades temporárias na colheita brasileira e maior participação dos investidores financeiros fortalece o viés altista no curto prazo.

Mercado mantém expectativa de grande safra brasileira

Apesar da recuperação das cotações, os analistas seguem avaliando que o cenário de médio prazo poderá ser mais equilibrado.

A expectativa permanece de que o Brasil confirme uma safra volumosa em 2026/27, o que tende a ampliar a oferta global nos próximos meses. Dessa forma, embora os fatores climáticos sustentem os preços no curto prazo, a evolução da colheita e a chegada efetiva do café ao mercado continuarão determinando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Na sessão anterior, encerrada na segunda-feira (29), o contrato setembro/2026 do café arábica fechou cotado a 277,80 cents de dólar por libra-peso, com alta de 4,60 centavos, equivalente a 1,7%. Já o vencimento dezembro/2026 encerrou a 263,40 cents/lbp, acumulando valorização de 0,9%, reforçando o movimento positivo que ganhou intensidade na abertura desta terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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