AGRONEGÓCIO

Mercado de Arroz no Brasil: Pressão Altista Contrasta com Demanda Moderada

Publicado em

O mercado de arroz no Brasil iniciou o mês de setembro com uma tendência de alta nos preços, impulsionada pela maior valorização do grão em casca. Produtores, com boa capitalização, têm elevado suas pedidas, mas o ritmo de negociações permanece lento.

Evandro Oliveira, analista da Safras & Mercado, aponta para uma desconexão entre os preços do arroz em casca e os do arroz beneficiado, que têm reagido de forma mais tímida. “Há um equilíbrio delicado no setor, com uma pressão altista sendo contida por dificuldades no consumo e incertezas climáticas, especialmente com a influência do fenômeno La Niña”, destaca Oliveira, acrescentando que a situação mantém o mercado em uma postura de cautela.

A demanda por arroz, especialmente no varejo, tem enfrentado desafios, mesmo com promoções pontuais que buscam incentivar o consumo. No entanto, a sensibilidade do consumidor aos preços segue como um obstáculo para a indústria, que tem encontrado dificuldades para repassar os aumentos ao varejo, o que acaba por restringir ainda mais a demanda. Além disso, as incertezas climáticas adicionam complexidade ao cenário, especialmente na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, onde alguns produtores já iniciaram a semeadura da nova safra 2024/25, antecipando-se às chuvas previstas para as primeiras semanas do mês.

Leia Também:  Delegação do Vietnã Visita o Brasil em Busca de Parcerias no Setor Sucroenergético

Ao longo da semana, as negociações continuaram em ritmo lento. A terça-feira teve movimentos pontuais, enquanto a quarta-feira foi marcada por estabilidade nos preços, mas com a demanda ainda contida. Na quinta-feira, o cenário se repetiu: oferta limitada, vendas tímidas e margens industriais apertadas.

A expectativa para os próximos dias é de que o mercado continue oscilando entre a pressão por elevação de preços e o consumo retraído, com as condições climáticas sendo um fator determinante para o andamento das negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

Published

on

Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

Leia Também:  Pneumonia mata 40% do gado confinado no Brasil

“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

Leia Também:  Brasil estreia nesta sexta na Copa do Mundo de Beach Soccer

A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA