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Fazenda Campo Grande Atinge Taxa de 95% no Nascimento de Fêmeas Girolando com Uso de Sêmen Sexado

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A Fazenda Campo Grande, situada na Bahia, é destaque nacional na produção de leite da raça Girolando, atingindo uma média de 40 mil litros diários. Com 40 anos de dedicação ao setor, a fazenda implementou em 2011 um projeto de fertilização in vitro (FIV) para o rebanho Girolando ½ sangue, utilizando exclusivamente sêmen sexado Sexcel da ABS, lançado em 2017. Os resultados expressivos incluem uma taxa de concepção acima de 40% e um índice de nascimento de fêmeas de 95%, proporcionando mais fêmeas disponíveis para comercialização e garantindo maior lucratividade.

Na Fazenda Campo Grande, a FIV acelerou o melhoramento genético dos animais e reduziu o intervalo entre gerações. Com um banco genético próprio de 300 doadoras Gir Leiteiro, a fazenda vem utilizando sêmen de touros da linha Leite Europeu, com destaque para o Honda, cujas filhas primíparas produzem, em média, 38 litros de leite por dia, superando a média geral da fazenda de 33 litros por vaca em lactação, segundo Gregor Viana Rodrigues, responsável pela gestão da fazenda. “Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos com o Honda e outros touros da ABS, como Hugo e Mosaic, alcançando altos índices de concepção e qualidade genética no rebanho”, destaca Gregor.

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Maurício Vieira, médico veterinário e especialista em reprodução na fazenda há 12 anos, ressalta a vantagem do nascimento predominante de fêmeas para a produção leiteira: “Através da FIV com o sêmen Sexcel, conseguimos uma taxa de nascimentos de 95% de fêmeas, o que é crucial para uma fazenda voltada ao leite. Com isso, optamos por trabalhar com vacas de frame mediano, resultando em maior saúde animal, menor descarte e manutenção de uma taxa de concepção constante de mais de 40%”, enfatiza Maurício.

Agroindústria e Fomento Genético

O grupo também é proprietário do Laticínios Davaca, uma agroindústria de referência no nordeste, com mais de três décadas de atuação e capacidade de processamento de 700 mil litros de leite diariamente. A unidade desenvolve um projeto de fomento genético para produtores parceiros, fornecendo embriões subsidiados, com mais de 35 mil transferências já realizadas, todas com genética de touros holandeses da ABS. Segundo Gregor, essa iniciativa possibilita aos produtores da região o acesso à genética avançada, ampliando a qualidade dos rebanhos e a produtividade.

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Para Maurício, os índices de facilidade de parto também merecem destaque: “Adotamos sempre touros com características de parto fácil para evitar problemas de manejo, garantindo baixíssimos índices de natimortos, mesmo com o uso de FIV”, explica.

José Ricardo Sá, representante comercial da ABS na Bahia e parceiro de longa data da Fazenda Campo Grande, exalta o trabalho da família Rodrigues no avanço genético e na adoção de tecnologias inovadoras: “O Sr. Lutz Viana Rodrigues Júnior e sua equipe têm uma atuação que é referência no país. É uma satisfação enorme ver como o uso da genética contribui para a excelência na produção de leite e nos produtos Davaca”, conclui José Ricardo, que representa a ABS há 36 anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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