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Abapa destaca a produção de algodão sustentável em evento internacional em Liverpool

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A fim de ampliar o fornecimento de algodão sustentável ao mercado global, produtores brasileiros, organizados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), participaram do evento anual da International Cotton Association (ICA), realizado nos dias 16 e 17 de outubro em Liverpool, na Inglaterra. A comitiva da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) foi representada pelo presidente Luiz Carlos Bergamaschi e pelos diretores Patrícia Morinaga e Celestino Zanella. No dia 15, a delegação brasileira também participou do Cotton Brazil Luncheon, evento destinado a empresários e investidores do setor têxtil, que antecedeu o ICA Trade Event 2024.

Durante o Cotton Brazil Luncheon, a Abrapa apresentou dados atualizados sobre a produção e o mercado do algodão brasileiro. A programação incluiu dois painéis de discussão: o primeiro abordou as previsões para a safra 2024/2025, enquanto o segundo focou nos desafios e expectativas para 2025. Esses painéis contaram com a participação de representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), além do presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi. O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, e o presidente da Anea, Miguel Faus, encerraram as apresentações.

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No dia 17, durante a programação oficial do ICA, o Brasil promoveu o painel intitulado “Cotton Connected: Brazil’s Role in Helping Secure Global Cotton’s Place in the Future of Textiles”, que destacou o papel do Brasil como um dos principais atores globais na busca por um futuro sustentável para o algodão no setor têxtil. Bergamaschi enfatizou que o ICA é um evento estratégico para que produtores e exportadores brasileiros possam apresentar as vantagens competitivas do algodão nacional.

“O ICA promove rodadas de negócios significativas e discussões sobre a posição do Brasil no mercado consumidor de fibra. Como principal fornecedor mundial de algodão sustentável atualmente, é essencial reunir diferentes visões do setor, abrangendo desde o cultivo e produção até o comércio, marketing, fiações e varejo”, destacou. Ele também ressaltou que o Brasil ganha notoriedade no cenário internacional pela produção confiável e sustentável de algodão, destacando o potencial do país para aumentar sua participação no mercado global de fibras têxteis, sempre com ênfase na sustentabilidade e competitividade.

Brasil: Líder mundial na exportação de algodão

No ano comercial de 2023/2024, que se encerrou em julho, o Brasil alcançou pela primeira vez a posição de maior exportador mundial de algodão. Para a safra 2024/2025, a projeção é de 3,67 milhões de toneladas de pluma, o que representa um aumento de 13% em relação ao ciclo anterior. As exportações devem atingir 2,86 milhões de toneladas, apresentando um crescimento de 6,7% em comparação com a safra 2022/2023, de acordo com dados da Abrapa. A Bahia, segundo maior estado produtor de algodão do Brasil, prevê um aumento de 10% na área plantada em relação à safra anterior, quando foram cultivados 345.431 hectares, resultando em uma produção de 1,7 milhão de toneladas de algodão em caroço e 691,4 mil toneladas de pluma.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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