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Capacitação Técnica Revoluciona Cultivo de Morango na Região Metropolitana de Curitiba

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O cultivo de morangos na Região Metropolitana de Curitiba tem se destacado pela eficiência e inovação, graças a um programa de assistência técnica que vem transformando a realidade dos produtores. Agricultores como Ana Lúcia Baptista Damaceno e Rodrigo Veronesi, de Fazenda Rio Grande, e Jonathan Baedeski, de Araucária, colheram bons resultados mesmo sem experiência prévia, após aderirem ao projeto de “treinos visita”, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

A iniciativa, que teve início em 2018 e foi implementada em 2024, promove capacitação contínua através de encontros periódicos entre extensionistas e agricultores, diretamente nas propriedades. O objetivo é discutir o manejo adequado do morangueiro, proporcionando um aprendizado prático que resulta em uma economia de até 20% no uso de insumos, além de uma melhoria significativa na gestão das propriedades.

Uniformização de Práticas e Aprendizado em Campo

O extensionista Luís Gustavo Lorga, responsável por atender os produtores da região de Mandirituba, percebeu a necessidade de uniformizar as práticas ao longo da cadeia produtiva, observando problemas comuns, como o uso excessivo de pulverizações e a influência externa na compra de insumos. “Nosso foco foi ensinar os produtores a realizarem o básico de forma eficiente”, explica Lorga.

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Ana Lúcia e Rodrigo, que cultivam 2.400 pés de morango em um sistema elevado e semi-hidropônico, participam dos treinos desde o início do plantio. “Vindo da indústria, eu buscava algo menos estressante. O treino visita facilitou o entendimento dos conceitos e, apesar de alguns desafios, estou adorando a experiência”, comenta Ana Lúcia.

Jonathan Baedeski, que integra a iniciativa há quase um ano, destaca a importância do acompanhamento técnico constante. “O técnico está sempre presente, nos ajudando a identificar pragas e doenças. Isso nos permitiu adotar insumos biológicos e economizar 20% nos custos com fertilizantes”, relata o produtor.

Orientações Técnicas e Manejo Integrado

Durante as sessões de treino visita, os extensionistas oferecem orientações teóricas seguidas de práticas em campo, abordando temas como condições ambientais ideais para o cultivo de morango – temperatura, umidade e tipo de solo – e auxiliando na escolha das melhores variedades e estruturas de plantio.

Além disso, os produtores são treinados para manejar pragas e doenças de forma integrada. “No início de um ataque, o controle biológico pode ser a melhor solução. Por isso, ensinamos os agricultores a identificar problemas rapidamente e agir conforme necessário”, explica Lorga. O uso correto de equipamentos de proteção, o respeito aos períodos de carência de defensivos químicos e a verificação da eficácia das aplicações também fazem parte do aprendizado.

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Organização Produtiva e Expansão da Metodologia

O suporte técnico não se limita à fase de produção. Lorga também orienta os agricultores na identificação do ponto ideal de colheita, na escolha de embalagens e na seleção dos frutos. Para quem deseja investir na agroindústria, é estabelecido um protocolo mínimo que assegura a qualidade e a segurança do produto final, com foco na higiene e na prevenção de contaminações.

Os treinos visita também têm fomentado a organização entre os produtores, que agora discutem a formação de grupos para compras comunitárias de insumos e até a criação de associações ou cooperativas. “Estamos promovendo a colaboração entre os agricultores, e novos grupos deverão ser formados no próximo ano”, afirma Lorga. A metodologia já atraiu o interesse de representantes de outras instituições, que desejam conhecer e adotar o modelo.

Com a capacitação dos extensionistas, o IDR-Paraná busca ampliar a disseminação dessa prática para outras regiões produtoras de morango, oferecendo mais oportunidades de sucesso no cultivo e gerando impactos positivos na cadeia produtiva local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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