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Santa Catarina Registra Exportações Históricas de Carne de Frango em Setembro

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A exportação de carne de frango, tanto in natura quanto industrializada, alcançou o melhor desempenho mensal desde maio de 2019. Em setembro, Santa Catarina exportou 105,6 mil toneladas de carne de frango, o que representa um aumento de 25,3% na quantidade e de 32,1% nas receitas em relação ao mês anterior. Comparando-se a setembro de 2023, houve um crescimento de 23,1% na quantidade e de 33,4% no valor exportado. Esses dados são provenientes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e disponibilizados no Observatório Agro Catarinense.

No total, Santa Catarina exportou 173,6 mil toneladas de carnes em setembro, englobando frangos, suínos, perus, patos e marrecos, além de bovinos. Esse volume representa um aumento de 13,8% em relação aos embarques do mês anterior e de 17% se comparado ao mesmo mês do ano passado. Em termos de receitas, o estado arrecadou US$ 386,7 milhões, com altas de 16,9% em relação a agosto e de 26,4% em comparação a setembro de 2023.

“Esses resultados demonstram o compromisso de toda a cadeia produtiva e do governo do Estado com a sanidade e qualidade da proteína animal. Santa Catarina se destaca como referência no setor, com mais de 130 países adquirindo produtos do nosso agro”, avaliou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

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No acumulado de 2023, Santa Catarina foi responsável por 23,4% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos nove primeiros meses do ano. A maioria dos principais destinos apresentou variação positiva, destacando-se Japão (33,7% em quantidade e 9,8% em valor), Países Baixos (11% e 0,2%) e Emirados Árabes Unidos (6,9% e 11,5%). Por outro lado, quedas foram registradas nas exportações para a Arábia Saudita (-18% em quantidade e -5,6% em valor) e China (-29,2% e -37,6%).

Suínos

Santa Catarina também se destacou nas exportações de carne suína, respondendo por 55,3% da quantidade e 57% das receitas do total das exportações brasileiras nos nove primeiros meses de 2023. Em setembro, o estado exportou 61,4 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos), o que representa uma queda de 0,7% em relação ao mês anterior, mas um aumento de 10,1% em comparação a setembro de 2023. As receitas para este segmento em setembro foram de US$ 150,4 milhões, com altas de 0,1% em relação ao mês anterior e de 18% na comparação com setembro de 2023.

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De acordo com o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, as expectativas são otimistas. “Se o ritmo de embarques se mantiver nos próximos meses, o estado deve estabelecer um novo recorde de exportações deste produto, superando o volume do ano anterior”, afirmou.

A maioria dos principais destinos registrou aumento nas exportações em relação ao mesmo período de 2023, com destaque para as Filipinas (52,1% em quantidade e 38,9% em receitas), Japão (125,2% e 120,2%) e México (83,1% e 70,2%). No entanto, dois outros importantes compradores apresentaram variações negativas no período: China (-39,2% em quantidade e -49,0% em receitas) e Chile (-13,2% e -17,3%).

As Filipinas consolidaram-se como o principal comprador de carne suína catarinense neste ano, respondendo por 24,3% das receitas geradas, enquanto a China ocupa a segunda posição com 18,7% e o Japão a terceira com 17,8%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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