AGRONEGÓCIO

Exportações de carne suína do Brasil alcançam 30% do faturamento total de outubro em apenas quatro dias úteis

Publicado em

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil atingiram, nos primeiros quatro dias úteis de outubro, o equivalente a 30,06% do total faturado em todo o mês de outubro de 2023. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal.

Até o momento, a receita acumulada com as exportações de carne suína chegou a US$ 56,7 milhões, representando uma fatia expressiva do total arrecadado em outubro de 2023, que foi de US$ 188,7 milhões. Em relação ao volume exportado, as 22,3 mil toneladas embarcadas correspondem a 27,12% do total registrado no mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 82,5 mil toneladas.

O faturamento médio diário até agora foi de US$ 14,1 milhões, um aumento de 57,8% em comparação ao mesmo período de 2023. Em relação à semana anterior, o crescimento foi de 10,67%, superando os US$ 12,8 milhões registrados na última semana.

Leia Também:  RAR ascende ao TOP 10 maiores produtoras de leite do Brasil

No quesito volume diário, foram embarcadas, em média, 5,5 mil toneladas, o que representa um aumento de 42,4% em relação a outubro do ano passado. Comparado à semana anterior, houve um incremento de 9,1%, quando foram exportadas 5,1 mil toneladas diárias.

O preço médio por tonelada da carne suína exportada ficou em US$ 2.534, um valor 10,8% superior ao praticado em outubro de 2023. Em relação à semana passada, houve um leve aumento de 1,4%, comparado aos US$ 2.499 registrados no período anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Incertezas sobre El Niño freiam vendas antecipadas de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27

Published

on

A comercialização antecipada da safra de milho 2026/27 em Mato Grosso segue abaixo do ritmo histórico. Segundo levantamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), com base em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores haviam negociado até maio apenas 4,77% da produção estimada para o próximo ciclo.

O percentual representa pouco mais da metade da média histórica para o período, que é de 9,1%, e também fica abaixo do registrado no mesmo momento da safra anterior, quando as vendas antecipadas já alcançavam 5,6% da produção prevista.

Apesar do avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, o mercado segue cauteloso diante das incertezas relacionadas ao comportamento climático para o segundo semestre de 2026.

Possível El Niño preocupa produtores

A principal razão para a lentidão nas negociações está associada às previsões climáticas que apontam para a possível formação de um fenômeno El Niño de maior intensidade.

Segundo especialistas, um evento climático mais forte pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil, impactando diretamente o calendário agrícola e a produtividade das lavouras.

De acordo com a analista de mercado do Imea, Milena Bezerra, a preocupação está relacionada principalmente aos reflexos sobre a safra de soja, que influencia diretamente a janela de plantio do milho segunda safra.

Caso ocorram atrasos no início das chuvas ou volumes abaixo do esperado durante a semeadura da soja em Mato Grosso, prevista para começar em setembro, o plantio do milho poderá ser postergado, reduzindo o período ideal de desenvolvimento da cultura.

Leia Também:  Plantio da safrinha de milho 2026 é concluído em Dourados (MS) com lavouras em bom estado
Estratégias para reduzir riscos podem afetar o milho

Diante das incertezas climáticas, alguns produtores já avaliam alternativas para aumentar a segurança das lavouras de soja.

Entre as estratégias consideradas está a adoção de cultivares de ciclo mais longo e maior tolerância a períodos de estiagem. No entanto, essa decisão pode gerar impactos indiretos sobre o milho.

Segundo o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, o uso de variedades de soja com ciclo mais extenso tende a atrasar a colheita da oleaginosa, reduzindo a janela disponível para o plantio do milho safrinha e aumentando os riscos produtivos.

Esse cenário tem levado muitos agricultores a postergar decisões de comercialização para a safra futura, aguardando maior clareza sobre as condições climáticas dos próximos meses.

Preços estáveis não impulsionam negócios

Mesmo com preços relativamente estáveis, o avanço das vendas antecipadas continua limitado.

Dados do Imea mostram que a saca de milho para entrega na safra 2026/27 foi negociada em média a R$ 45,39 em maio, praticamente sem variação em relação ao mês anterior.

A estabilidade nas cotações, aliada às incertezas climáticas, reduz o interesse dos produtores em travar preços neste momento, mantendo o ritmo de comercialização abaixo do esperado.

Safra 2025/26 mantém ritmo de vendas acima do ano passado

Enquanto os negócios da safra futura avançam lentamente, a comercialização da produção 2025/26 segue em ritmo mais acelerado.

Leia Também:  Cafés do Brasil no ano-cafeeiro 2023 tem faturamento bruto calculado em R$ 49,37 bilhões

Até o final de maio, os produtores mato-grossenses haviam negociado 47,32% da produção estimada para o ciclo atual, avanço de 1,48 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

O percentual supera os 46,30% registrados no mesmo período do ano passado, embora ainda permaneça abaixo da média histórica de 53,09%.

Segundo a Famato, o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade do cereal no mercado têm favorecido as negociações, ao mesmo tempo em que ampliam a pressão sobre os preços.

Mato Grosso caminha para mais uma grande safra

O Imea estima que Mato Grosso deverá produzir 53,35 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.

Embora o volume represente redução de 3,76% em relação ao recorde alcançado no ciclo anterior, o estado segue consolidado como o maior produtor de milho do Brasil.

Com o avanço da colheita, a expectativa é de aumento da oferta para os mercados interno e externo, reforçando a importância do cereal mato-grossense no abastecimento nacional e nas exportações brasileiras.

Diante das incertezas climáticas e do potencial impacto do El Niño sobre a próxima temporada, produtores permanecem atentos ao mercado e às previsões meteorológicas antes de ampliar os compromissos de venda da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA