AGRONEGÓCIO

Especialistas se Reúnem em Luís Eduardo Magalhães para Discutir Crédito e Mercado no Agronegócio

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O Agronegócio continua a ser um motor de desenvolvimento no oeste baiano, contribuindo com mais de 20% do PIB do estado, segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Para debater as perspectivas da próxima safra, a Aliare promoverá o evento “Crédito e Mercado” no dia 22 de outubro, em Luís Eduardo Magalhães.

A programação contará com palestras do advogado Adauto Kaneyuki, reconhecido especialista no Agronegócio; Felipe Prince, economista e consultor da Aliare; e José Ercílio de Oliveira, especialista em Direito Tributário. O encontro terá início às 14h e incluirá uma rodada de perguntas, além de um coffee break.

Esta é a terceira edição do evento, que já ocorreu em Rio Verde (GO) e Cascavel (PR). De acordo com a Aliare, empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias de gestão para o Agronegócio, o objetivo é compartilhar conhecimentos sobre os desafios e as oportunidades de crédito no setor, com ênfase nas condições do oeste baiano e do cerrado.

Felipe Prince ressalta que, embora os números da Bahia sejam positivos, a próxima safra apresenta desafios. “A queda nos preços das commodities, as dificuldades climáticas, o elevado endividamento e a falta de acesso ao crédito rural são fatores que impactam significativamente. No entanto, é viável realizar um planejamento adequado para assegurar a rentabilidade e a sustentabilidade dos negócios”, explica o economista.

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As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas online. O encontro será realizado de forma presencial no seguinte endereço: Rua Enedino Alves da Paixão, número 4788 – Jardim Paraíso Fase I, em Luís Eduardo Magalhães (BA). O evento conta com o apoio da F. Prince Consultoria Econômica, do escritório J. Ercílio de Oliveira Advogados e da Associação do Comércio de Insumos Agrícolas (Aciagri).

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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