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Paraná se destaca na produção florestal nacional, com ênfase na erva-mate

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O Paraná consolidou-se como um dos principais produtores florestais do Brasil, destacando-se especialmente pela produção de erva-mate. Em 2023, o Estado alcançou um valor de produção de florestas plantadas de R$ 5,1 bilhões, posicionando-se apenas atrás de Minas Gerais. Além disso, o Paraná ocupou o terceiro lugar na extração vegetal, com um total de R$ 624,3 milhões, ficando atrás apenas do Pará e do Mato Grosso.

Os dados são oriundos da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2023, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Estado lidera a produção nacional de lenha proveniente da silvicultura, com 13,8 milhões de metros cúbicos cortados em 2023, correspondendo a um quarto do volume total do Brasil. Também é o maior produtor de madeira em tora para diversas finalidades, respondendo por 38,1% da produção nacional. Este segmento registrou um crescimento de 9,2%, totalizando 22,9 milhões de metros cúbicos, enquanto o valor da produção aumentou 19,1%, alcançando R$ 2,8 bilhões em termos nominais.

Adicionalmente, o Paraná ocupa a terceira posição na extração de madeira em tora destinada à indústria de papel e celulose, com um valor de produção de R$ 1,3 bilhão, superado apenas por São Paulo e Mato Grosso do Sul. A produção de carvão vegetal atingiu R$ 99 milhões, enquanto outros produtos florestais totalizaram R$ 9,3 milhões.

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No cenário municipal, General Carneiro, situado no Sul do Paraná, liderou o ranking nacional em valor de produção da silvicultura, totalizando R$ 577,7 milhões em 2023. Contudo, esse valor representa uma redução de 8,4% em relação ao ano anterior, refletindo quedas de 17,2% na produção de madeira em tora para outras finalidades e de 3,4% na destinada a papel e celulose. Por outro lado, a produção de carvão vegetal registrou um crescimento expressivo, com aumentos de 275% em volume e 348,1% em valor.

Telêmaco Borba, localizado na região dos Campos Gerais, também se destacou, figurando entre os dez principais municípios do País em valor de produção de florestas plantadas, com R$ 305,3 milhões em 2023, ocupando a décima posição nacional.

Erva-mate e pinhão

Dois produtos emblemáticos do Paraná, a erva-mate e o pinhão, ganharam destaque nacional na extração vegetal. O Estado é, de longe, o principal produtor de erva-mate no Brasil, que, apesar de ser superado apenas pelo açaí entre os produtos não madeireiros, registrou um valor de produção de R$ 589,6 milhões. Em 2023, foram extraídas 425,8 mil toneladas de erva-mate, das quais o Paraná detém 87%, concentrando os dez municípios com maior produção, liderados por São Mateus do Sul, que produziu 65 mil toneladas, resultando em R$ 130,7 milhões em valor de produção. No total, o Estado alcançou R$ 513,9 milhões em valor de produção de erva-mate.

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O pinhão, por sua vez, atingiu R$ 26,8 milhões em valor de produção no Paraná, correspondendo a 43,3% da produção nacional, que totalizou R$ 61,9 milhões. Além disso, o Paraná registrou R$ 540,7 milhões em valor de produção do açaí, R$ 309 mil em produtos aromáticos, medicinais, tóxicos e corantes, R$ 109 mil na extração de hevea (látex líquido) e R$ 1,7 milhão em nó de pinho.

Cenário nacional

Conforme o IBGE, o valor da produção florestal no Brasil atingiu um recorde de R$ 37,9 bilhões em 2023, com um crescimento de 11,2% e abarcando 4.924 municípios. A silvicultura foi responsável por 83,6% desse montante, somando R$ 31,7 bilhões, com um incremento de 13,6% em relação a 2022. Já a extração vegetal permaneceu estável, com um valor de produção de R$ 6,2 bilhões.

Em 2023, houve um aumento de 2,5% nas áreas de florestas plantadas no País, equivalente a mais 238 mil hectares. A área total da silvicultura é de 9,7 milhões de hectares, dos quais 7,6 milhões são de eucalipto, utilizado principalmente na indústria de papel e celulose. Juntos, eucalipto e pinus cobrem 96,3% das áreas de silvicultura destinadas a fins comerciais no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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1º de maio de 2026: o agronegócio brasileiro ganha acesso a um mercado de R$ 130 trilhões

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º), conectando o agronegócio brasileiro a um mercado estimado em mais de R$ 130 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e cerca de 700 milhões de consumidores. Na prática, o tratado inaugura uma nova etapa de inserção internacional do agro, com redução de tarifas, padronização de regras e maior previsibilidade para exportadores.

O impacto potencial é direto: mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu passam a contar com tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria. Com a entrada em vigor do acordo, a fatia das importações globais cobertas por acordos comerciais do Brasil pode saltar de cerca de 9% para mais de 37%, ampliando significativamente o alcance dos produtos nacionais.

No campo, o efeito é duplo. De um lado, a redução de custos de entrada tende a aumentar a competitividade do produto brasileiro, especialmente em cadeias com forte presença no comércio exterior, como café, suco de laranja, frutas, celulose e proteínas animais. De outro, a harmonização de regras técnicas e sanitárias reduz incertezas e facilita contratos de longo prazo, elemento crítico para investimentos e planejamento produtivo.

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Produtos agrícolas já competitivos ganham tração adicional. O café — principal item da pauta brasileira — mantém acesso livre de tarifas, enquanto derivados, como o café solúvel e torrado, passam a entrar com custo reduzido. No segmento de frutas, a abertura é ainda mais relevante: itens como uva têm tarifa zerada imediatamente, enquanto abacate, limão, melão, melancia e maçã entram em cronogramas de desgravação que variam de quatro a dez anos. A janela comercial é favorecida pela complementaridade entre as safras — o Brasil exporta, em grande medida, na entressafra europeia.

O acordo também elimina tarifas para mais de 5 mil produtos do Mercosul, incluindo sucos, pescados, óleos vegetais e parte relevante dos produtos industrializados de base agropecuária. No conjunto, cerca de 77% dos itens agrícolas exportados ao bloco europeu terão tarifa zerada ao longo do período de transição.

Há, contudo, limites relevantes. Cadeias consideradas sensíveis pela Europa — como carne bovina, frango e suínos — permanecem sujeitas a cotas tarifárias. Isso significa que a redução de impostos está condicionada a volumes pré-definidos, refletindo a pressão de produtores europeus, que veem o avanço do agro sul-americano como concorrência direta.

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Mesmo com resistências políticas e questionamentos ambientais que ainda tramitam em instâncias europeias, a aplicação provisória já permite a ativação dos principais mecanismos comerciais. Para o Brasil, o movimento representa mais do que ganho tarifário imediato: sinaliza abertura de um dos mercados mais exigentes do mundo, com potencial de elevar padrões, atrair investimentos e consolidar cadeias de valor.

No curto prazo, o desafio será operacional. A ampliação do acesso exige adequação a requisitos técnicos, rastreabilidade e logística eficiente — fatores que, na prática, definem a capacidade de capturar esse novo mercado. No médio prazo, o acordo reposiciona o agro brasileiro em uma geografia comercial mais ampla, menos dependente de poucos destinos e com maior previsibilidade regulatória.

Em síntese, a entrada em vigor do tratado não altera apenas tarifas. Ela redesenha o ambiente de negócios do agro, ao inserir o Brasil de forma mais competitiva em um dos maiores e mais sofisticados mercados consumidores do planeta.

Fonte: Pensar Agro

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