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Mercados Chineses Apresentam Maior Alta Semanal em 16 Anos Após Pacote de Estímulos Econômicos

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Os principais índices acionários da China fecharam a semana com o melhor desempenho desde 2008, impulsionados por um pacote de estímulos econômicos robusto, anunciado por Pequim, o mais significativo desde o início da pandemia.

Os índices CSI300 e SSEC, de Xangai, acumularam altas expressivas de 16% e 13%, respectivamente, durante a semana, marcando o maior avanço desde a crise financeira global de 2008. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 13% no mesmo período.

Segundo analistas do Barclays, “as medidas anunciadas indicam que as autoridades estão conscientes da necessidade de uma resposta rápida e robusta, o que representa uma mudança importante para um mercado que aguardava mais do que o mínimo necessário”. Para eles, as iniciativas sugerem que a China busca não apenas estabilizar a economia, mas também reestruturar seu balanço patrimonial nacional.

Nesta sexta-feira, o Banco Central da China anunciou um corte de 50 pontos-base na taxa de compulsório para todos os bancos, além da redução em 20 pontos-base nos custos de empréstimos de recompra reversa de sete dias. Essas ações são parte dos esforços do governo, sinalizados na última terça-feira, para colocar a economia em uma trajetória mais sólida.

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Entretanto, novos dados apontaram uma queda acentuada nos lucros industriais em agosto, refletindo o cenário desafiador que o país ainda enfrenta.

No fechamento desta sexta, os índices CSI300 e SSEC subiram 4,47% e 2,88%, respectivamente. As ações do setor imobiliário chinês também mantiveram uma trajetória de alta, avançando mais de 8%, impulsionadas pelas promessas do Politburo de estabilizar o mercado imobiliário.

Outros mercados asiáticos também apresentaram variações relevantes. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 2,32%, alcançando 39.829 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 3,55%, fechando em 20.632 pontos. Em Xangai, o SSEC registrou alta de 2,88%, encerrando o dia em 3.087 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 4,47%, fechando em 3.703 pontos.

Por outro lado, o índice KOSPI, de Seul, recuou 0,82%, atingindo 2.649 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX teve leve baixa de 0,16%, terminando em 22.822 pontos. Singapura também registrou queda, com o índice Straits Times desvalorizando-se 0,25%, fechando em 3.573 pontos. Já em Sydney, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,10%, encerrando a sessão em 8.212 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

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